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sexta-feira, 18 de março de 2011

Sem lactose

Intolerância à Lactose (IL) é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre em pessoas que não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. É normal que nosso corpo reduza a quantidade de produção de enzima lactase com o passar dos anos. Outra situação muito comum é a intolerância à lactose em crianças. No entanto, ainda na fase infantil, este tipo de intolerância alimentar, assim como intolerância ou alergia a ovo, nozes e outros alimentos pode ser passageira.
A Lactose é o açúcar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, transforma-se em dois monosacarídeos: glucose e galactose. Estes carboidratos simples, depois de formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.
O limite de lactose suportado, sem que os sintomas apareçam, é muito individual, ou seja, deve ser conhecido com a própria experiência. Obserando a inclusão e exclusão dos alimentos. O iogurte pode ser consumido, dependendo da tolerância. Os mais aceitos são aqueles que contêm os lactobacilos, que têm capacidade de fermentar a lactase em quantidade suficiente para a digestão da lactose.
Lembre-se que os alimentos que têm o leite como ingrediente pode não ser tolerado também!
Abaixo uma lista com os alimentos que contém lactose. Lembre-se de que alguns destes produtos possuem variação na sua composição, de acordo com cada fabricante. Os produtos que estão marcados com asterisco podem conter variações. Por exemplo: margarina está na lista de produtos sem lactose, mas algumas marcas utilizam leite em pó em sua fabricação. Por tanto, em caso de dúvida, verifique os ingredientes no rótulo.
Contém Lactose
Leite Condensado integral / desnatado
Creme de leite integral / desnatado
Leite integral /semi-desnatado / desnatado
Iogurte comum
Requeijão
Queijos frescos
Barras de cereais com cobertura de chocolate
Maionese industrializada
Achocolatados*
Pães para cachorro quente / cheeseburguer
Sopa creme instantânea*
Temperos em pó / tabletes*
Biscoitos recheados
Risoles
Panquecas
Molhos para saladas*
Salsichas*
Misturas para bolos
Purê de batatas

Além dos leites de soja, algumas empresas estão produzindo leites com baixo teor de lactose. Enquanto 1 litro de leite comum possui em média 4,9g de lactose, os leites com baixo teor de lactose possuem apenas 1g, quantidade digerível por muitas pessoas que possuem IL. Para as pessoas que não gostam do sabor da soja, os leites com baixo teor de lactose possuem grande vantagem, pois além de você ingerir os mesmos nutrientes do leite comum, o sabor fica inalterado. Além disso, ainda é possível utilizá-lo em diversas receitas que levam leite: doces, salgados, batidas, sorvetes, entre outras.

Mas lembre-se que a intolerância Pa lactose é confirmada com exame de sangue. As vezes as pessoas podem sentir um desconforto com o consumo de leite, porém não é diagnosticado intolerante. Por isso, não vá tirando este grupo alimentar de sua alimentação sem orientação adequada! Pode trazer prejuízos nutricionais.
Beijos
Até a próxima.
Viviane

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alergia a frutos do mar

Matéria publicada no site: http://www.vidasemglutenealergias.com
Interssante em época de praia...férias...

Os chamados ‘frutos do mar’ (camarão, lagosta, siri, lula, caranguejo, marisco, dentre outros) e os peixes desempenham um papel importante na saúde e nutrição humana. O crescimento internacional do produtos marinhos reflete a popularidade e alta frequência de seu consumo em vários países. Lamentavelmente, sua maior produção e consumo tem também levado no aumento da frequência de problemas de saúde – fundamentalmente alergias – entre os consumidores.

Nas comunidades e populações onde a alergia foi estudada, observa-se que a prevalência da alergia a produtos marinhos costuma ser maior quanto maior o seu consumo pela população em questão. Considera-se geralmente que os crustáceos (por exemplo camarão, lagosta, siri e caranguejo) e os peixes estejam entre os quatro grupo alimentares que mais provocam reações anafiláticas severas. De fato, em um estudo em que se analisaram as admissões por reações alimentares em unidades de emergência de hospitais norte-americanos, os crustáceos foram grupo mais frequentemente responsável pela reação em pessoas com idade superior a 6 anos.
Alguns estudos indicam que a alergia a peixes e frutos do mar estaria presente em 1,3% a 1,9% da população. E a alergia a peixes e crustáceos é comum não apenas no ocidente, como também em países asiáticos, em que é frequente e significativa tanto entre adultos como em crianças. No geral, a alergia a frutos do mar tende a persistir durante a vida toda.

Características clínicas
O padrão de sintomas alérgicos após a ingestão de frutos do mar é similar àquele que ocorre nas reações alérgicas à outros alimentos: a maioria das reações ocorre imediatamente e normalmente estas são comunicadas em um período de até 2 horas. Particularmente após a ingestão de crustáceos os sintomas podem ocorrer após minutos, e incluem coceiras, inchaço dos lábios, boca e faringe. No caso do camarão, a reação alérgica pode ser desencadeada após a realização de atividades físicas.
Reações cruzadas com outras fontes de alérgenos
Pessoas alérgicas a peixes e crustáceos frequentemente também afirmam serem alérgicas a ácaros e insetos. Acredita-se que estas ‘reações cruzadas’, como são conhecidas, ocorram em função da semelhança de uma proteína presente em todos estes grupos, as chamadas tropomiosinas. Ou seja, mesmo uma pessoa que nunca consumiu frutos do mar poderia tornar-se alérgica a estes através do contato com outras fontes de tropomiosina, como por exemplo ácaros e alguns insetos (como, pasmem!, baratas) que possuem a tropomiosina semelhante à presente nos frutos marinhos.

Tratamento
Embora novas tecnologias e descobertas possam mudar este cenário em um futuro não tão distante, em geral o tratamento das alergias alimentares, incluindo as alergias aos alimentos marinhos, é baseada na exclusão do alimento da dieta. A necessidade de indicar a presença de componentes e ingredientes derivados de alimentos marinhos já é de fato obrigatória em alguns países como os Estados Unidos, Japão e Europa.
Cabe destacar que, no entanto, as regulamentações com relação aos rótulos ainda são de certa forma limitadas. Primeiro, embora já existam testes para a detecção da tropomiosina de crustáceos (a proteína responsável pela reação alérgica), ainda é possível que os consumidores tenham reações cruzadas em função da presença da tropomiosina de outros insetos e ácaros nos produtos (muito semelhante à tropomiosina dos crustáceos), a qual não seria detectada por tais testes. Além disso, pode haver contaminação dos produtos através do uso dos mesmos equipamentos nas linhas de produção que recebem outros ingredientes, os quais contém os alérgenos. Espera-se porém que com o desenvolvimento de testes mais específicos e sensíveis será possível detectar a presença dos alérgenos de forma mais segura.
Vale lembrar que aos que desconfiam ter uma alergia a frutos do mar ou outro alimento recomenda-se sempre procurar um profissional da saúde especialista que poderá fazer exames para determinar a presença (ou ausência) e natureza da alergia, bem como recomendar o tratamento adequado.

Fonte: Lopata AL, Lehrer SB. New insights into seafood allergy. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2009 9(3):270-7