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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Caminhada para emagrecer




Segundo o cardiologista, é aconselhável que o 
praticante caminhe e escolha superfícies e calçados 
que minimizem o efeitos do sobrepeso

Por 

Sobrepeso e obesidade são duas palavras doloridas para muita gente que espera o início do ano para iniciar a famosa meta juramentada e rezada: a de emagrecer a qualquer preço, fazendo uma rígida dieta e muito exercício. Sem dúvida, é consenso da maioria que seja feita uma consulta médica prévia especializada, ainda mais nas situações de sobrepeso e obesidade, que exigem exames mais detalhados além do simples eletrocardiograma. Deve-se fazer o teste ergométrico com cardiologista e dosagens bioquímicas do sangue.
Mas e o aparelho locomotor dessa pessoa? Afinal, as articulações sustentaram o corpo com sobrepreso por anos e sofreram muito. Quando um indivíduo corre, a força de pressão que retorna da pisada do chão atinge as articulações como se a pessoa tivesse um peso muito maior. Uma pessoa com 100 kg recebe uma carga de pressão equivalente a 300/500kg nas pernas, um verdadeiro trauma explosivo para o corpo, que deveria estar preparado para isso.
Dr. Ricardo Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício, explica a questão:

- Local frequente de lesões tanto agudas como crônicas, o joelho merece especial atenção daqueles que prescrevem e dos que praticam atividade física regular de qualquer natureza. Os benefícios desejados podem se tornar prejuízo, principalmente para o praticante com sobrepeso e que já teve algum problema anterior. Para o obeso em particular, aconselha-se que não corra, mas que caminhe, que escolha superfícies e calçados esportivos com eficiente amortecedor e que minimize os efeitos do peso. Numa situação extrema, se for necessário, a corrida deve ser trocada por bicicleta ou mesmo pela natação. Para esses e para aqueles que já têm cirurgia ou lesão prévia, é necessário o bom equilíbrio muscular das coxas, uma amplitude da articulação normal e exercícios de coordenação, equilíbrio e flexibilidade, para ajudar o combate da dor e do envelhecimento precoce da articulação - disse.

Nestas condições de excesso de peso, não é raro o esportista ter complicações como:
1- Níveis de elevados de pressão (Hipertensão Arterial);
2- Diabete tipo II ou Intolerância à glicose (antigamente chamado de pré-diabetes);
3- Lesões nos joelhos e tornozelos;
4- Cintura abdominal avantajada (acima de 82cm para mulheres e de 94cm para homens), hoje considerada um forte fator de risco cardiológico.

Por tudo isso, a medicina alerta que é obrigatório, além de uma dieta de reeducação alimentar, dirigida para perda de peso e diminuição do consumo de sal, fazer exercícios regulares aeróbicos e de fortalecimento muscular, orientados por educador físico. Os benefícios são bem conhecidos: em muitos casos em que houve perda de peso, o paciente pôde controlar ou até normalizar a pressão, reduzir o uso de medicamentos anti-hipertensivos, como também a correção da intolerância à glicose.

Vamos à luta! A saúde agradece.
Meus Comentários
Esta matéria (na íntegra) diz  em poucas palavras, tudo sobre a importância do exercício físico programado e bem acompanhado. Todo exercício regular, bem orientado e associado a alimentação adequada, e claro, bem orientada também, faz a diferença para se alcançar o SUCESSO!
Acho válido as promessas de começo de ano, pois a grande maioria, quando acerta os profissionais, o tratamento que seria de verão, vira para a vida!
Vamos nos cuidar!
Grande abraço

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Corrida ou Caminhada

Matéria publicada na Folha de SP - 21/08/12
Cada um no seu passo



Nos anos 70, Kenneth Cooper revolucionou o mundo esportivo dizendo que o meio-termo entre a caminhada e a corrida era o segredo da saúde. Na virada do século, todo mundo apertou o passo e passou a correr, literalmente, atrás da qualidade de vida. Agora, médicos pedem calma e indicam a caminhada como fonte da juventude.
Só que, atenção: caminhar é caminhar, não é passear.
O hábito de andar regularmente -e rapidamente- a seis quilômetros por hora está ligado à melhora na circulação sanguínea e nos níveis de colesterol, à prevenção de doenças cardíacas, diabetes e alergias e até à redução da incidência de alguns tipos de câncer, mostram pesquisas.
Mas muita gente pensa que andar é exercício para velhos, convalescentes. Não é. Assim como a corrida não é para todos e está longe de ser "democrática", como entusiastas gostam de repetir.
"Há preconceito em relação aos caminhantes, porque vivemos em um mundo no qual o desempenho é colocado acima até da saúde. Quem vive em um ritmo alucinado de treinos, sem acompanhamento, está sujeito a lesões inerentes à corrida, além de ficar estressado por carregar o peso de sempre estar no pico de sua performance. É desgastante", afirma José Rubens D'Elia, educador físico e fisiologista do exercício.
Andar é bom, correr também. Depende do objetivo e do praticante. Para quem quer sair do sedentarismo sem muitos sacrifícios, prevenir doenças e aproveitar o percurso, caminhar é ótimo.
Para colher benefícios, no entanto, o caminhante deve estar atento à intensidade do esforço. É preciso andar rápido, não vale bancar a tartaruga -tendência da maioria.
Pesquisa feita com caminhantes em três parques de São Paulo pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro mostrou que a maior parte não empregava a força necessária para usufruir dos efeitos da caminhada.
O coordenador da pesquisa, Vitor Tessutti, lembra que a atividade será ineficaz se for feita a passos vagos. "Dessa forma será gerado um estímulo débil no organismo, que não causará adaptação muscular e cardiovascular e não melhorará o condicionamento", diz ele, formado em esportes e mestre em ciência da reabilitação pela USP.
Quem pretende alcançar condicionamento físico em um período mais curto vai preferir a corrida. Em relação à caminhada, porém, os riscos de lesão são maiores.
Pesquisa com 574 atletas, publicada no "British Journal of Sports Medicine" em 2007, mostrou que 92% dos corredores estavam machucados. Segundo Tessutti, o risco pode ser reduzido com acompanhamento e treino certo.

LESÃO E ALEGRIA
Correr, evidentemente, é mais eficaz e rápido para quem quer perder peso.
"Perdi os 30 quilos que ganhei na gravidez correndo. No começo, fazia esteira. Depois, fui para a rua e não parei mais", conta a produtora de moda Paula Narvaez, 29.
Ela sabe bem os males da atividade: "Correr dá barato, vicia, machuca, cedo ou tarde. Só que também traz alegria, deixa o corpo bonito, manda embora o estresse, une pessoas de todos os tipos e classes e isso atropela os contras da corrida, como bolhas nos pés, unhas que caem, mamilos machucados".
Mulheres que correm podem machucar não apenas os seios. De acordo com Paulo Zogaib, médico do esporte e fisiologista da Unifesp, há casos de incontinência urinária causados pelo impacto da corrida. "A uretra da mulher é muito menor que a do homem. Se há uma pressão aumentada na bexiga, esse órgão não consegue conter a urina", diz.

O PRÓXIMO PASSO
Em compensação, na corrida o praticante tem mais benefícios aeróbicos em menos tempo. Há quem diga até que a corrida é o passo seguinte à caminhada. "O melhor condicionamento físico e o trabalho mais forte dos membros superiores são as maiores vantagens da corrida", opina Marcos Paulo Reis, especialista em tirar sedentários do sofá e colocá-los para correr.
No entanto, o impacto de correr pode prejudicar as articulações. Para quem está acima do peso, as chances de lesão no aparelho locomotor são de 80%, conforme Reis.
"Eu era corredora, fazia provas de dez quilômetros. Hoje, caminho. Acho mais eficiente para manter meu peso e meu condicionamento", depõe a nutricionista Nicole Odenheimer Trevisan, 41.
Ela, que se diz perfeccionista, conta que quando corria se sentia obrigada a seguir planilhas e atingir metas. "Caminhando, me sinto liberta da pressão por resultados."
Foi caminhando que a treinadora e especialista em fisiologia do exercício Camila Hirsch completou, 15 anos atrás, a maratona de Nova York. Em um grupo de cinco pessoas, fez 42 quilômetros em 6 horas e 31 minutos (equivale a um ritmo de 6,9 quilômetros por hora na esteira).
"Três pessoas do grupo não podiam correr por questões de saúde, mas o resto caminhou por opção. Foi incrível. Cumprir caminhando uma prova cujo objetivo é correr foi uma adaptação e uma quebra de barreiras", diz.
Para a treinadora, os efeitos da caminhada "são exatamente os mesmos" da corrida. "O trabalho nos glúteos é até mais forte, porque as pisadas são de calcanhar e a sobrecarga fica mais concentrada na região do quadril."
O problema, diz Camila, é a monotonia. Geralmente, os caminhantes realizam a mesma carga de exercício. A saída é alternar dias de caminhadas mais aceleradas e outros com ritmo mais lento, alternando também lugares íngremes e regiões planas.
"A caminhada precisa ter esse tipo de renovação. Se não houver intensidade, o benefício de emagrecimento vai diminuir aos poucos, como também o ganho de massa muscular."

(ANA PAULA OLIVEIRA)

33 calorias - é quanto uma pessoa de 70 quilos gasta, em média, a cada quilômetro de caminhada a 6 km/h

72,5 calorias - é quanto uma pessoa de 70 quilos gasta a cada quilômetro de corrida a 10,6 km/h (média de um corredor)
Fonte: ACSM (Colégio Americano de Medicina do Esporte)

Meus Comentários
Esta aborda uma questão que muitos me perguntam, o que é melhor...correr ou caminhar???
Sempre digo que todo exercício físico, feito com prazer e objetivos, estão correto? Não existe o que é melhor....
O importante, além do exercício prazeros, é o acompanhamento correto, seja pelo educador físico e pela nutricionista!
A alimentação é fundamental para que faz algum exercício.
Se você quer emagrecer, é necessário o ajuste das calorias diárias, para que consiga gastar mais energia do que o que é consumido. Para isso um plano alimentar personalizado, incluindo as preferências alimentares e alimentos saudáveis, te ajudarão nos resultados.

Algumas dicas rápidas:
- Comer de 3 em 3 horas, pequenos lanches, ajudão a não sentir fome, manter o corpo em trabalho constante, e evita os "ataques".
- Antes do exercício é interessante que você coma um carboidrato, como por exemplo pão, cereal, torrada, frutas, claro, tudo dentro das quantidades ideais. Não é interessante realizar qualquer exercício em jejum.
- Se você realizou uma refeição principal completa (café da manhã, almoço ou jantar) até 2 ou 3 horas antes do exercício, não há necessidade de comer um lanche imediatamente antes.
- Exercícios com tempo superior a uma hora, pode ser necessário adequar a hidratação.

Agora lembre-se, estamos com o ar muito seco, hidrata-se bem, pois a desidratação pode complicar seus resultados! A desidratação nem sempre é percebida, e por isso pode ser perigosa.

Procure uma ajuda porfissional para te ajudar com seus objetivos!!!

Faça exercício físico! Faz bem para a saúde....para seu humor...para a VIDA!!!

Abraço
Viviane



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Corrida e Flacidez

Olá a todos....
Já iniciamos nosso projeto de Corrida de Rua! A partir de agora vamos falar bastante sobre nutrição e exercício físico.
Aceitamos sugestões de temas...

Vamos começar com um mito: se eu correr vou ficar flácida? Desmistificando esta questão vou adicionar um vídeo onde um dermatologista coloca sua opinião. Além disso, o exercício físico associado ao acompanhamento nutricional adequado, fará com o objetivo inicial do paciente seja atingido!