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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Osteoporose e Hipertensão Arterial



O objetivo de um estudo publicado, recentemente, no Calcified Tissue International, foi avaliar a ingestão de cálcio a partir de fontes lácteas como um possível elo patogênico entre osteoporose e hipertensão.

Foi um estudo observacional transversal, realizado em 3.301 mulheres pós-menopáusicas encaminhadas para triagem de densitometria. O consumo de alimentos lácteos foi avaliado através de um questionário de frequência alimentar semanal. 

Foi observado que mulheres com baixa ingestão de produtos lácteos foi associado ao aumento de chances de ter as duas doenças.

A partir destes resultados, os autores concluíram que a osteoporose e a hipertensão estão associadas em mulheres na pós-menopausa, e uma baixa ingestão de produtos lácteos pode aumentar o risco de ambas as doenças, atuando como um possível elo na patogenia.

O que verificamos na prática é que o consumo de produtos lácteos vêm "perdendo" a vez para outras bebidas, principalmente açucaradas. Esta mudança pode aumentar o peso corporal o que também é um fator que interfere nestas duas patologias.

A boa notícia é que não é necessário quantidades absurdas para se adequar ao consumo de cálcio. A quantidade recomendada de cálcio, por dia, é de 1000mg para mulheres com idade entre 31 e 50 anos e  de 1200mg para mulheres com idade entre 51 e 70 anos.

Para ter uma noção, coloco abaixo uma tabela com a quantidade de cálcio de determinados alimentos.


Lembrar que o ideal é a ajuda de um profissional para avaliar se a ingestão diária é suficiente para cada um.

Grande abraço!!

Viviane

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Verdades sobre a Hipertensão Arterial




Verdades sobre a pressão alta, publicado no site da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Informações claras e importantes.

Vamos cuidar da nossa alimentação. Sempre digo que a alimentação do hipertenso ou diabético, por exemplo, é o padrão que qualquer pessoa deveria seguir, mesmo sem problemas de saúde! É alimentação da prevenção!!!

Lembre-se, muitas vezes a hipertensão é silenciosa, e isto é muito preocupante!

Grande abraço!!!

Viviane

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Grandes benefícios do Exercício físico

EXERCÍCIO É REMÉDIO

Fevereiro 27, 2013 · by Dr Turibio Leite de Barros

O Colégio Americano de Medicina Esportiva iniciou um movimento que recentemente passou inclusive a ser tema de seu congresso anual que reúne mais de cinco mil profissionais da área de ciências do esporte de todo o mundo.
O tema recebeu o nome de “Exercise is Medicine” que traduzimos por “Exercício é Remédio” . Nada mais verdadeiro. Exercício é remédio e é o remédio mais barato e eficaz que existe. Exercício além de tratar, previne doenças.
A grande diferença entre o exercício físico e os remédios convencionais é que fazer exercício pode e deve ser agradável, enquanto que tomar remédio muitas vezes é ruim ou causa dor.
Hoje em dia, inúmeras doenças são tratadas com atividade física. O curioso é que não faz muito tempo, o doente era proibido de fazer qualquer exercício físico. Atualmente até mesmo o portador de doença cardíaca, que sempre foi a doença que tinha no exercício seu maior “fantasma”, é tratado com programas de atividades físicas.
As doenças geralmente promovem um verdadeiro círculo vicioso extremamente prejudicial para o bom prognóstico do tratamento. A doença muitas vezes leva o indivíduo a reduzir drasticamente sua atividade física habitual. Esta inatividade física promove uma regressão acentuada da capacidade funcional de órgãos e sistemas que contribui ainda mais para a piora do quadro. É fundamental quebrar este círculo vicioso, sempre associando a atividade física bem orientada ao tratamento medicamentoso.
Atualmente a indicação de atividade física contempla até mesmo doenças que comprometem também a saúde mental como a depressão e transtornos de atenção.
No tratamento da hipertensão, por exemplo, alguns cardiologistas costumam dizer de forma bem humorada que exercício é tão eficaz que deveria ser feito de “quatro em quatro horas” pelo paciente.
Exercício é remédio, mas para o indivíduo saudável deve ser hábito de vida!
Site: http://drturibio.com/2013/02/27/exercicio-e-remedio/

Meus Comentários
Concordo plenamente, Dr. Turíbio!

Sempre incentivo muito o exercício físico programado para os meus pacientes. É visível os resultados melhores quando se tem associado EXERCÍCIO E NUTRIÇÃO!

Além dos diversos benefícios relacionados a saúde, temos o benefício do bem estar!!! E quando estamos bem, fica mais fácil para incorporar outros hábitos de vida saudável, como a alimentação mais equilibrada!!!!

Então, finalizando repetindo a frase do Dr. Turíbio: "Exercício é remédio"

Vamos praticar esta ideia!!!!

Grande abraço

Viviane

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Caminhada para emagrecer




Segundo o cardiologista, é aconselhável que o 
praticante caminhe e escolha superfícies e calçados 
que minimizem o efeitos do sobrepeso

Por 

Sobrepeso e obesidade são duas palavras doloridas para muita gente que espera o início do ano para iniciar a famosa meta juramentada e rezada: a de emagrecer a qualquer preço, fazendo uma rígida dieta e muito exercício. Sem dúvida, é consenso da maioria que seja feita uma consulta médica prévia especializada, ainda mais nas situações de sobrepeso e obesidade, que exigem exames mais detalhados além do simples eletrocardiograma. Deve-se fazer o teste ergométrico com cardiologista e dosagens bioquímicas do sangue.
Mas e o aparelho locomotor dessa pessoa? Afinal, as articulações sustentaram o corpo com sobrepreso por anos e sofreram muito. Quando um indivíduo corre, a força de pressão que retorna da pisada do chão atinge as articulações como se a pessoa tivesse um peso muito maior. Uma pessoa com 100 kg recebe uma carga de pressão equivalente a 300/500kg nas pernas, um verdadeiro trauma explosivo para o corpo, que deveria estar preparado para isso.
Dr. Ricardo Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício, explica a questão:

- Local frequente de lesões tanto agudas como crônicas, o joelho merece especial atenção daqueles que prescrevem e dos que praticam atividade física regular de qualquer natureza. Os benefícios desejados podem se tornar prejuízo, principalmente para o praticante com sobrepeso e que já teve algum problema anterior. Para o obeso em particular, aconselha-se que não corra, mas que caminhe, que escolha superfícies e calçados esportivos com eficiente amortecedor e que minimize os efeitos do peso. Numa situação extrema, se for necessário, a corrida deve ser trocada por bicicleta ou mesmo pela natação. Para esses e para aqueles que já têm cirurgia ou lesão prévia, é necessário o bom equilíbrio muscular das coxas, uma amplitude da articulação normal e exercícios de coordenação, equilíbrio e flexibilidade, para ajudar o combate da dor e do envelhecimento precoce da articulação - disse.

Nestas condições de excesso de peso, não é raro o esportista ter complicações como:
1- Níveis de elevados de pressão (Hipertensão Arterial);
2- Diabete tipo II ou Intolerância à glicose (antigamente chamado de pré-diabetes);
3- Lesões nos joelhos e tornozelos;
4- Cintura abdominal avantajada (acima de 82cm para mulheres e de 94cm para homens), hoje considerada um forte fator de risco cardiológico.

Por tudo isso, a medicina alerta que é obrigatório, além de uma dieta de reeducação alimentar, dirigida para perda de peso e diminuição do consumo de sal, fazer exercícios regulares aeróbicos e de fortalecimento muscular, orientados por educador físico. Os benefícios são bem conhecidos: em muitos casos em que houve perda de peso, o paciente pôde controlar ou até normalizar a pressão, reduzir o uso de medicamentos anti-hipertensivos, como também a correção da intolerância à glicose.

Vamos à luta! A saúde agradece.
Meus Comentários
Esta matéria (na íntegra) diz  em poucas palavras, tudo sobre a importância do exercício físico programado e bem acompanhado. Todo exercício regular, bem orientado e associado a alimentação adequada, e claro, bem orientada também, faz a diferença para se alcançar o SUCESSO!
Acho válido as promessas de começo de ano, pois a grande maioria, quando acerta os profissionais, o tratamento que seria de verão, vira para a vida!
Vamos nos cuidar!
Grande abraço

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial! Aproveitem algumas matérias do blog com dicas sobre o sódio... o grande vilão da hipertensão arterial.

Acho a hipertensão uma doença silenciosa, pois nem sempre você sabe que sua pressão está elevada! E as consequências de um controle ruim são: problemas coração, derrame, insuficiência renal.

Outras atitutides importantes para o combate são: manter o peso ideal, praticar atividdade física programada, manter alimentação saudável e equilibrada.

O sal é um conservante, portanto, não está presente apenas nos alimentos salgados... Então atenção para todos os alimentos industrializados, como doces, bebidas, entre outros!

Se cuidem!!!

Grande abraço!

Viviane

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Saúde e indústria assinam acordo para reduzir teor de sódio em alimentos

Ontem, dia 07/04 foi comemorado o Dia Mundial da Saúde, e foi neste dia também que o governo federal e as indústrias de alimentos processados firmam um acordo para redução gradual de sódio em 16 categorias de produtos. O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. Massas instantâneas - a quantidade fica limitada a 1.920,7 miligramas (ou 1,9 grama), até 2012. Isso representa uma diminuição anual de 30%. Pães de forma - o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 miligramas, até 2012, e para 522 miligramas, até 2014. Bisnaginhas - o limite será de 531 e 430 miligramas, nas mesmas datas que o pão de forma. Essas metas estabelecidas correspondem a uma redução de 10% ao ano. Está previsto, também, o estabelecimento de metas, ainda em julho deste ano, para o pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas. Até o fim de 2011, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas). Segundo dados da Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) 2002/03, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, o que representa quase o do dobro do recomendado pela OMS, que é de 5g por dia.
Este é um bom começo para melhorar a qualidadedos alimentos processados. O ideal seria com certeza uma alimentação mais natural possível, ou seja, sem consumir alimentos processados. Mas vamos ser realistas que hoje em dia isso fica um pouco difícil. Acho que este não é o único passo a ser tomado para que a população tenha hábitos saudáveis, porém é um começo de uma longa caminhada de conscientização de uma alimentação habitual saudável.

APOIO ESTA IDEIA!!! Grande beijo

Viviane

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Olha o sódio de novo!!!



Um estudo da ANVISA (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou esta semana o excesso de sódio presente nos alimentos industrializados. Como se não bastasse a grande quantidade de sódio por porção de alimento, existe uma variação grande no mesmo produto de marcas diferentes. É o que observou em : batata palha que teve variação de até 14 vezes, salgadinhos de milho, esta variação entre uma marca e outra foi de 12 vezes. Portanto... está na hora de começar avalair os rótulo da informação nutricional com mais carinho!
As bebidas, também estão entre os produtos avaliados. E se você pensa que por estar consumindo um produto light, e pior, não é salgado, está livre do sódio? Se enganou!!! Os refrigerantes lights apresentam maior quantidade de sódio do que os da versão normal/tradicional. Isso pode acontecer pela adição do ciclamato de sódio, que é um adoçante utilizado em substituição ao açúcar.

Vejam na tabela a seguir um resumo dos alimentos estudados.



Bom, frente a dificuldade de se avaliar rótulos, vou postar nas próximas semanas uma série sobre a rotulagem de alimentos. Aguardem.

Grande abraço
Viviane

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

AMARÍLIS LAGE
FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Ele começou a ser utilizado na culinária não por dar sabor aos alimentos, mas por seu potencial sanitário. Com um forte poder esterilizador, o sal conservava a comida, impedindo a reprodução de bactérias. Mas esse aliado inicial da saúde agora está sob a mira das entidades médicas.Associado a uma série de problemas, entre eles a hipertensão, o sal foi alvo de uma ação recente da American Medical Association. A entidade pediu à FDA (agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos) que mudasse o status do sal, até agora considerado uma substância de consumo seguro. Além disso, a associação quer reduzir pela metade a quantidade de sódio em alimentos processados ou servidos em lojas de fast-food.

No Canadá, o guia de alimentação desenvolvido pelo governo segue o mesmo caminho. A próxima edição, que deve sair até o início de 2007, vai trazer recomendações para diminuir o sal na alimentação.O sal não traz só malefícios. Ele é necessário para o equilíbrio dos fluidos corporais e para a transmissão de impulsos nervosos.
O problema é que nosso paladar se adaptou tanto a ele que o consumo se tornou excessivo. Uma pesquisa recente do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) sobre fast-food encontrou sanduíches cujas unidades oferecem quase 80% do sódio recomendado por dia.A Folha ouviu especialistas para saber quais são as conseqüências desse exagero e como diminuir a quantidade de sal na comida.
A primeira dica é valorizar ervas e condimentos que acentuam os sabores. Afinal, "sem sal" não precisa ser sinônimo de "sem graça".
1 - Qual a importância do sal para a saúde?
O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líqüidos no corpo. Ele ajuda a regular as passagens de líqüido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos.

2 - Sódio é sinônimo de sal?
Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal, que eles contêm.

3 - Quanto deve ser consumido por dia?
A recomendação é que adultos ingiram de quatro a seis gramas de sal por dia.

4 - Há recomendações específicas para crianças e idosos?
Ambos devem consumir menos sal. Aconselha-se que os pais não adicionem a substância à comida das crianças até os dois anos de idade. Além de o leite materno e o sódio já presente nos alimentos suprirem suas necessidades, evita-se, com isso, que elas se acostumem a uma alimentação muito salgada, já que é nessa fase que se forma o padrão gustativo.Já os idosos devem comer menos sal (o ideal seria cerca de 5 g por dia) porque tendem a reter mais sódio e também porque, com o envelhecimento, os vasos vão perdendo naturalmente a capacidade de distensão, sendo mais provável que desenvolvam hipertensão.

5 - Em média, quanto sal os brasileiros comem por dia?
Não há estudos populacionais que determinem um valor médio para todo o país. Mas pesquisas realizadas em alguns Estados mostraram que o consumo é de aproximadamente 12 g, valor muito acima do recomendado.

6 - Quem não acrescenta sal à comida come pouco sal?
Não necessariamente. Estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente. Molhos, como o ketchup, produtos em conserva e embutidos são as opções mais ricas em sal. Os outros 30% vêm dos alimentos naturais e do sal que adicionamos aos alimentos.

7 - Doces estão liberados?
Não necessariamente. Quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

8 - Posso suprir minha necessidade diária de sal só com alimentos naturais?
Sim. O sódio está presente na maioria dos alimentos, embora em quantidade pequena. Alimentos como carne, peixes e ovos podem suprir essa necessidade. O problema é que nossa alimentação é pobre em iodo, e o sal de cozinha é, por lei, enriquecido com essa substância. O iodo é importante para a saúde (gestantes que têm um consumo insuficiente de iodo, por exemplo, podem ter filhos com distúrbios cognitivos).

9 - O que acontece a quem ingere uma quantidade insuficiente de sal?
Problemas causados por ingestão insuficiente de sal são raros, mas acredita-se que uma dieta muito restritiva de sal (menos de um grama por dia para adultos) altera o perfil lipídico do organismo, aumentando os índices de colesterol ruim. Ainda não se sabe qual o mecanismo que leva a essa alteração.

10 - O excesso de sal leva à hipertensão?
Sim. Em populações que consomem muito sal, os índices de hipertensão são mais altos à medida que as pessoas envelhecem.

11 - O efeito do sal é o mesmo em todas as pessoas?
Não, os graus da sensibilidade ao sal variam de pessoa para pessoa. Acredita-se que algumas pessoas, por determinação genética, tenham rins que não manipulam bem o excesso de sal no organismo. Por isso, elas seriam mais sensíveis ao sal. Essa característica também está ligada a grupos étnicos: entre negros, por exemplo, a prevalência de pessoas mais sensíveis ao sal é maior. Homens e mulheres também apresentam resistência diferente ao sal. As mulheres, de modo geral, são mais "protegidas" contra os efeitos do sal até a menopausa. Depois disso, o risco de ter hipertensão é mais acentuado nelas do que neles.

12 - Como é possível saber se alguém é hipersensível a sal?
Existem testes que permitem averiguar a sensibilidade ao sal, entretanto, eles são utilizados apenas em pesquisas. Esses exames não são usados na prática clínica porque a recomendação para todas as pessoas, independentemente de elas serem sensíveis ou não, é comer pouco sal.

13 - Quem tem pressão baixa precisa comer mais sal?
Não, pois o fato de a pessoa ter pressão baixa não significa que ela não possa ter hipertensão no futuro. Além disso, sabe-se que os riscos de problemas cardiovasculares são maiores entre pessoas que comem muito sal mesmo quando elas não apresentam hipertensão arterial. O mesmo vale para problemas renais e digestivos. Estudos também mostram que o excesso de sal pode causar broncoespasmos, piorando quadros de asma.

14 - O excedente de sal é liberado pelos rins?
Então por que se preocupar com a quantidade?O rim tem uma capacidade limitada para filtrar e excretar o sal. Quando o consumo é muito alto, o rim trabalha sob uma pressão maior e pode ter seu funcionamento comprometido. A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. Além disso, ingerir muito sal aumenta os riscos de cálculo renal --formação de pequenas "pedras" nos rins.

15 - Em quanto tempo o organismo consegue expelir o excesso após uma alimentação sobrecarregada de sal?
Pessoas normais demoram de um a dois dias para reequilibrar o organismo. Em pessoas com hipertensão, o processo de eliminação do excesso de sal demora de cinco a sete dias.

16 - Consumir sal em excesso dá celulite?
Não. A retenção de água que o sal promove é intravascular, e não na pele. Isso pode causar inchaços nas pernas ou nos dedos da mão, mas não celulite.

17 - O sal causa problemas na tireóide?
Sim e não. O cloreto de sódio não afeta a tireóide. Entretanto, no Brasil, o sal é enriquecido com iodo. Se consumido em excesso, o iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto em pessoas com predisposição genética a doenças auto-imunes. Em 2003, a Anvisa reduziu os níveis de iodo no sal para evitar esse tipo de problema.

18 - O que é o sal light e quais seus benefícios?
O sal light é formado por uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção de líquidos dentro das células, o sódio age fora das células. Embora seja recomendado a pessoas com hipertensão, o sal light não é indicado para pessoas com problemas renais. Embora o potássio não leve a doenças renais, problemas nos rins levam a um acúmulo de potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos.

19 - Quais as diferenças entre o sal marinho e o sal mineral?
Embora sejam extraídos de formas diferentes (o mineral de minas subterrâneas e o marinho, da evaporação da água do mar), os dois apresentam a mesma composição e causam os mesmos efeitos no corpo.

20 - Qual a diferença do sal para o glutamato monossódico?
Além do cloreto de sódio, esse tempero tem outras substâncias que realçam o sabor de alguns alimentos. Como é rico em sódio, ele não pode ser considerado uma alternativa saudável ao sal.

21 - Faz diferença colocar o sal durante o cozimento ou adicioná-lo depois, quando a comida já está pronta?
Sim e não. Os efeitos do sal são os mesmos, independentemente do momento em que ele foi adicionado à comida. Mas os médicos recomendam que as pessoas tirem o saleiro da mesa porque elas tendem a colocar mais sal quando a comida já está pronta do que quando temperam na hora do cozimento.

22 - Posso substituir o sal por outra substância?
Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, o sal pode ser trocado, nas receitas, por ervas e condimentos que acentuem o sabor dos alimentos.

23 - Grávidas devem seguir alguma orientação específica?
As regras são as mesmas, de quatro a seis gramas por dia. Como a mulher já tem uma tendência a reter líquidos durante a gravidez, o consumo excessivo de sal pode levá-la a um aumento de pressão, o que pode causar pré-eclampsia. Entretanto, a dieta também não pode ser muito restritiva em relação a sal, já que, nos primeiros meses, a gestante tende a ter uma pressão mais baixa, e a falta de sódio pode diminuir o fluxo de sangue que chega até a placenta.

24 - Como deve ser o consumo de sódio em esportistas?
O sódio, assim como outros sais minerais, é liberado pelo corpo junto com o suor. Por isso, pessoas que se exercitam intensamente podem perder mais sódio. Mas isso só se torna um problema se o exercício for praticado por muito tempo (a partir de uma hora, uma hora e meia), principalmente em ambientes quentes e úmidos. Nesses casos, a reposição deve ser feita por meio de bebidas isotônicas, e não pelo acréscimo de sal na comida.

25 - Quais são as regras para a utilização de sal nos alimentos processados?
A legislação brasileira não impõe limites para a quantidade de sal adicionada aos alimentos industrializados nem obriga as empresas a colocar alertas nas embalagens. Mas os fabricantes são obrigados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a informar no rótulo o teor de sódio no alimento.

Fontes: ANDREA GALANTE, nutricionista, presidente da Associação Brasileira de Nutrição; APARECIDA MACHADO DE MORAES, dermatologista, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); CELSO AMODEO, cardiologista e nefrologista, chefe de hipertensão do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; CLÁUDIA DORNELLES SCHNEIDER, nutricionista especialista em ciências do esporte, professora das especializações da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); DANIEL MAGNONI, cardiologista e nutrólogo do HCor (Hospital do Coração); JOCELEM MASTRODI SALGADO, pesquisadora e professora titular da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), da USP (Universidade de São Paulo), e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais; LUCÉLIA CUNHA MAGALHÃES, cardiologista, conselheira científica da Sociedade Brasileira de Hipertensão e coordenadora do programa de hipertensão da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia; GERALDO MEDEIROS NETO, endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP; e PATRÍCIA FERREIRA ABREU, nefrologista, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Materia extraída da Folha de São Paulo
Já falei no blog sobre o sal...esta é só para complementar!

Beijos
Viviane

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amamentação - Mais um novo motivo para praticá-la!

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.
Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes. De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.
Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.

O estudo
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação. Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.
Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável. Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.
Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.
Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.

Matéria publicada: http://www.nutritotal.com.br/

Meu comentário
Pois é, mais um ótimo motivo para amamentar seu filho.
Esta prática é tão maravilhosa que só tem vantagens!

Grande beijo
Viviane

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reduzindo o SAL da nossa alimentação

Muitas pessoas gostam do velho tempero SAL. Pena que não faz muito bem para nós!!!

O consumo do sal está relacionado ao aumento da pressão arterial, que por sua vez está presente em casos de doença coronariana e acidentes vasculares cerebrais. Portanto, será que vale a pena arriscar por não querer trocar o tempero???

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá, porém, algumas pesquisa revelam que nos países ocidentais o consumo de sal chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.

Temos que lembra também, que os alimentos já contém sódio (um dos minerais que compõe o sal) naturalmente, portanto, o melhor é reduzir ao máximo o consumo do sal de adição!!!

Então vamos lá, algumas dicas para substituir o sal!
- Retire o saleiro da mesa.
- Dê preferência aos temperos naturais como: sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, entre outros.
- Evite ao máximo os temperos industrializados, sejam na forma de tabletes ou pós.
- Evite as conservas, enlatados, salgadinhos, carnes processadas, embutidos e fast food.
- Algumas pesquisas têm mostrado os benefícios dos alimentos ricos em potássio em reduzir a pressão arterial. Alguns alimentos importantes: feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, abóbora, cenoura, beterraba, tomate, batata inglesa e laranja, banana, melão, frutas secas, germe de trigo, farelo de trigo, flocos de cereais, arroz integral.
- Não despreze a água de cocção, pois o potássio passa para a água durante o cozimento.
- Leia a informação nutricional presente no rótulo do alimento. Considere um alimento com elevado teor de sódio quando ele tiver mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml e baixo teor de sódio quando apresentar 140 miligramas de sódio, ou menos, por porção ou por 100 gramas.

Lembrem-se mulheres, que além desta relação negativa do sal com a saúde, ele também prejudica muito a retenção de líquidos, piora celulite, portanto, capriche nestas dicas!!!

Grande abraço!