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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Síndrome dos Ovários Policísticos

     A síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo. É caracterizada por disfunção ovariana, manifestada clinicamente por anovulação crônica, oligoamnorréia (ciclo menstrual irregular) , hiperandrogenismo, infertilidade e presença de ovários morfologicamente policísticos.
     A SOP tem sido frequentemente associada a desordens metabólicas, como síndrome metabólica e resistência à insulina, aumentando as chances de desenvolver diabetes, dislipidemias (alteração de colesterol e triglicérides) e com tudo isso, um risco aumentado para doenças cardiovasculares.
     O tratamento é multifatorial, individualizado para cada caso. Por exemplo, se a mulher é diagnosticada com SOP e além disso está acima do peso, o tratamento deve englobar não apenas os eventos ligados a síndrome, como também visar a redução do peso corporal.
     A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS - elevação da pressão arterial) é uma condição clínica multifatorial e constitui um dos principais fatores de risco cardiovascular. Sua relação com a SOP ainda não está bem esclarecida, mas um recente estudo pulicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, concluiu que a frequência de mulheres com valores de pressão arterial  acima do limite da normalidade foi significativamente superior em mulheres com a SOP em relação ao grupo controle (mulheres saudáveis).
     Além disso, os valores elevados de pressão arterial se correlacionaram com outros fatores de risco cardiovascular. Isso é um grande alerta para a relevância de estratégias preventivas em mulheres com  a síndrome do ovário policístico, no sentido de evitar eventos mórbidos relacionados ao sistema cardiovascular.
       Portanto mulheres, vamos cuidar da nossa saúde, do nosso peso, do consumo de sal, sempre pensando em uma alimentação saudável, com prazer!!! Merecemos!
           
         Grande abraço
                   Viviane
            

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amamentação - Mais um novo motivo para praticá-la!

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.
Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes. De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.
Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.

O estudo
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação. Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.
Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável. Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.
Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.
Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.

Matéria publicada: http://www.nutritotal.com.br/

Meu comentário
Pois é, mais um ótimo motivo para amamentar seu filho.
Esta prática é tão maravilhosa que só tem vantagens!

Grande beijo
Viviane

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vamos cuidar dos nossos adolescentes...


Os pais precisam estar atentos, estar gordinho, não significa apenas estar "fora dos padrões estéticos". Pode significar não estar em plena saúde.
Os adolescentes não se preocupam com saúde. O fato de alguém dizer que no futuro ele pode ter um problema cardíaco ou diabetes, não é preocupante naquele momento. Quem já não pensou quando adolescente: "Sou imbatível, nada acontecerá comigo!"
Este estágio de vida é para se conhecer, aprender, então precisamos orientar, e não só punir e brigar.
Bom, este tema, adolescência, pode me deixar escrevendo muito, risos...então vamos ao artigo.

Incidência de gordura no fígado em adolescentes obesos é de 50%, indica estudo
Estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), identificou que aproximadamente 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências, no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Universidade, apresentam algum grau de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD - Non-alcoholic fatty liver disease), o que significa acúmulo de gordura no fígado.


Consequências do acúmulo de gordura no fígado
Essa doença tem sido considerada como o novo marcador da síndrome metabólica (conjunto de alterações no metabolismo) , caracterizada por aumento das chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade e à morte precoce. A pesquisa apontou os fatores mais determinantes para o desenvolvimento da NAFLD.


Causas para o desenvolvimento de acúmulo de gordura no fígado
Os adolescentes obesos que tiveram diagnóstico para esteatose apresentam aumento circulante do neuropeptídeo Y (NPY), principal fator orexígeno, responsável pelo aumento da fome. Além das alterações comumente apresentadas em obesos, esses pacientes têm ainda uma alteração na regulação neural do balanço energético, o que dificulta o emagrecimento.
Entre os fatores determinantes para o desenvolvimento da doença, a ingestão elevada de carboidratos e de gorduras saturadas, encontradas em frituras e produtos industrializados, é forte estimulante para o aumento deste neuropeptídeo. A gordura saturada está correlacionada ao aumento da gordura visceral (depositada na região abdominal do corpo), que está associada ao aumento das chances de doenças cardiovasculares e morte precoce.
Foram avaliados desde 2004, cerca de 300 adolescentes, com idade entre 15 e 19 anos. Entre os que apresentaram a doença, foi observada a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), 2 (entre 30% e 60%) e 3 (de 60% a 90%). A partir disso, o paciente já apresenta quadro de fibrose e posteriormente cirrose. Embora as causas sejam diferentes, os efeitos são os mesmos da esteatose hepática alcoólica.
Os adolescentes diagnosticados passaram então por um ano de tratamento clínico, nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade conseguiu reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. "A chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. Também é importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque quando ocorre o emagrecimento rápido, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática", explica a Dra. Ana Dâmaso, coordenadora da pesquisa.
A incidência da síndrome metabólica ocorre em cerca de 32% dos pacientes com obesidade mórbida. Nestes casos associados à resistência insulínica é preciso complementar o tratamento com medicação e as chances de cura da obesidade mórbida são menores. No entanto, ao final de um ano de tratamento, houve redução para 8% dos casos de adolescentes obesos com a síndrome.
Tratamento
O Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade para adolescentes do Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) terá continuidade. O próximo grupo iniciará os trabalhos em janeiro de 2010 e as inscrições, para jovens entre 15 e 19 anos, estarão abertas de 9 de novembro a 18 de novembro de 2009 e de 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010.
Os interessados deverão agendar entrevista por telefone: (11) 55720177, com June, Aline, Raquel ou Fabíola. Rua Marselhesa, 535 Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz). O tratamento é gratuito, mas a Universidade não se responsabiliza por custos com transporte e alimentação.