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sábado, 3 de setembro de 2011

Matéria publicada no site: http://noticias.r7.com/saude/noticias/azeite-de-oliva-virgem-e-frutas-secas-diminuem-problema-nas-arterias-20110831.html

Uma dieta mediterrânea - baseada em óleos vegetais, verduras e peixes - enriquecida com azeite de oliva virgem e com frutas secas pode reverter a arterioesclerose - depósito de gordura nas paredes das artéreas - em um ano, segundo teste da Universidade de Navarra, na Espanha, e outros 19 centros espanhóis, feito com 187 voluntários.

Miguel Angel Martinez Gonzalez, que dirige o departamento de Medicina Preventiva da universidade, responsável pelo estudo, considera que a dieta é capaz de conseguir em um ano o que não se consegue com remédios em dois anos, informou nesta quarta-feira (31) o centro acadêmico por meio de um comunicado.
Os participantes da experiência, maiores de 55 anos e com alto risco cardiovascular, se dividiram em três grupos aleatórios, dois dos quais receberam instruções detalhadas dos nutricionistas sobre como seguir a dieta mediterrânea adequadamente.
Um dos grupos que seguia o padrão de dieta mediterrânea recebeu 15 litros de azeite de oliva virgem a cada três meses, enquanto aos outros foram oferecidas frutas secas, com a ideia de que os voluntários consumissem 30 gramas ao dia de nozes, amêndoas e avelãs.
O terceiro grupo recebeu simplesmente instruções e material para seguir uma dieta baixa em gordura.
Foi medida a espessura da camada média da artéria carótida de todos os participantes, uma vez no início do estudo e outra após um ano.
- Observamos que as pessoas que já tinham arterioesclerose antes do estudo tiveram a camada média da artéria engrossada, o que significa uma melhora considerável, e as pessoas que seguiram a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem ou frutas secas, tiveram uma regressão das lesões.
Ele diz que, no entanto, essa melhora não se deu entre os que não apresentavam um engrossamento da parede da artéria no começo do estudo.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Meus comentários
Muitas pesquisas já mostraram os benefícios do azeite, das oleaginosas (amêndoas, nozes, entre outras). Esta pesquisa confirma, portanto me gerou dúvida que será importante ler o artigo na íntegra. Mas uma questão me despertou...Esta quantidade de azeite é viável?

É colocado que foi entregue 15 litros de azeite a cada três meses para um grupo. Se pensarmos, esta quantidade de azeite para três meses, seria necessário o consumo de mais ou menos 160 ml de azeite por dia, acarretando um aumento calórico de 1400 kcal por dia. Como será compensado isso?

Não quero dizer que o azeite não é bom, qua não vale a pena, só quero dizer que não podemos ser radicais e seguir qualquer informação!

Precisamos individualizar as quantidades/porções, além de seguir várias recomendações importantes para se obter sucesso!!

Grande abraço!!!
Viviane

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dieta mediterrânea ajuda a prevenir depressão

Esta matéria foi publicada pela BBC Brasil. Mais uma vez a alimentação colaborando para nosso bem estar!

Dieta mediterrânea
Rica em ácidos graxos monoinsaturados como o azeite de oliva
Consumo moderado de álcool e laticínios
Baixo consumo de carne vermelha
Alto consumo de legumes, verduras, frutas, castanhas, cereais e peixe

A dieta mediterrânea - que, acredita-se, protege contra doenças cardíacas e o câncer - pode ajudar também a prevenir a depressão, indica um estudo feito por pesquisadores espanhóis.
A dieta se baseia em alimentos que tradicionalmente são consumidos nas cidades às margens do Mar Mediterrâneo, daí o seu nome. Ela inclui grãos integrais, hortaliças, oleaginosas, azeitonas, azeite de oliva extra virgem e menos carnes vermelhas, que são substituídas pelo consumo de peixe.

Os cientistas espanhóis constataram na pesquisa que pessoas que seguem essa dieta têm 30% menos chances de desenvolver depressão.
A equipe, das Universidades de Las Palmas e Navarra, monitorou 10.094 adultos saudáveis durante quatro anos e publicou seu estudo na revista científica Journal of the American Medical Association.

Padrões Alimentares
A equipe recrutou estudantes universitários e pediu que eles preenchessem questionários com informações sobre seus hábitos alimentares.

Com base nas informações, os pesquisadores calcularam a adesão dos participantes à dieta mediterrânea durante um período de, em média, 4,5 anos.
Os que apresentaram maiores índices de adesão à dieta tendiam a ser homens, ex-fumantes, casados e mais velhos.

Eles também eram mais ativos fisicamente e apresentavam um consumo total de energia mais elevado.

Os pesquisadores identificaram 480 novos casos de depressão durante o período em que monitoraram os participantes - 156 nos homens e 324 nas mulheres.
O estudo concluiu que os que apresentavam maior adesão à dieta tinham 30% menos probabilidade de ter depressão.

O estado civil, o número de filhos e outros indicadores associados a estilos de vida saudáveis também foram considerados pelos pesquisadores ao se calcular a probabilidade de desenvolver a desordem.

Mais Pesquisas
O pesquisador Miguel Martinez-Gonzalez, da Universidade de Navarra, disse que os resultados terão de ser confirmados em estudos mais longos e com mais participantes, mas acrescentou que o atual estudo encontrou uma forte associação inversa entre a dieta mediterrânea e depressão.
"Trinta por cento é uma redução grande no risco e isso poderia ser muito importante considerando-se quão sérias são as consequências de uma depressão." Gonzalez disse ainda que é provável que a dieta de maneira geral seja mais importante do que o efeito de componentes individuais.

A psicóloga clínica Cecilia D'Felice disse que há cada vez mais evidências de que a dieta é importante no tratamento da depressão. Ela disse: "O que nós sabemos é que uma dieta rica em azeite de oliva aumenta a quantidade disponível de serotonina". "A maioria dos antidepressivos trabalha para manter mais serotonina no cérebro."

Matéria publicada pela BBC Brasil