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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comer demais.....

Matéria extraída do site da BBC


Comer demais em pouco tempo pode aumentar gordura no longo prazo, diz estudo
Efeito de dieta ruim e poucos exercícios pode ser de longo prazo

Uma pesquisa feita por cientistas na Suécia afirma que pessoas que se alimentam mal e em excesso – mesmo durante apenas um pequeno período de tempo – podem sofrer um aumento na gordura do seu corpo no longo prazo. No estudo da universidade de Linkoping, um grupo de pessoas passou quatro semanas comendo vários alimentos ricos em gordura e praticando poucos exercícios físicos. Em média, eles engordaram 6,4 quilos. Mais de dois anos depois, os indícios de aumento da gordura no corpo ainda eram evidentes. Durante a pesquisa, que foi publicada na revista científica Nutrition & Metabolism, os 18 participantes do estudo tiveram sua atividade física limitada a 5 mil passos por dia, a média de uma pessoa com vida sedentária.


Longo prazo
Durante quatro semanas, eles aumentaram em 70% o consumo de alimentos com muitas calorias. Após seis meses, eles já haviam perdido quase todo o peso adquirido – por volta de 5kg. No entanto, após 12 meses, o peso médio de cada um havia aumentado em 1,5kg, dos quais 1,4kg eram em gordura. Após dois anos e meio, aumento do peso foi de 3,1kg.
A pesquisa sugere que até mesmo um período curto de ingestão excessiva de alimentos gordurosos e a falta de exercícios podem mudar psicologicamente cada pessoa, tornando mais difícil a perda de peso.


Meus comentários


Notícia ruim hein? Mas não novidade, não é mesmo? Isso reflete muito o fim de semana, onde normalmente nos damos o direito de comer a vontade com o pensamento de que já foi muito doloroso a restrição da semana!


Pois é, volto a falar. Procure uma orientação nutricional e não uma dieta. Devemos pensar em uma mudança que não seja impossível manter para a vida inteira. É preciso encontrar a fórmula (e é isso que não é tão simples!) para incorporar novos hábitos alimentares eficazes para serem mantidos pela vida! Afinal, como sempre digo, não estamos neste mundo para sofrer!


Grande beijo a todos!
Viviane


sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que mais pode engordar?

Vejam que interessante esta matéria publicada na Folha de SP - 30/07/2009.

Lendo a matéria fica muito claro a importância do acompanhamento nutricional personalizado! Individualizando o tratamento é possível levar em consideração hábitos alimentares, de vida e rotina de cada um, consequentemente...só esperar o sucesso do tratamento!

JULLIANE SILVEIRADA REPORTAGEM LOCAL Pode soar como a desculpa mais esfarrapada de quem não consegue emagrecer: "Não como muito e engordo!". No entanto, os lamentos daqueles que ganham peso independentemente da ingestão de calorias podem ser reforçados por explicações científicas - e conhecê-las também ajuda a obter bons resultados em um programa de perda de peso.Há alguns anos, pesquisadores de todo o mundo buscam entender os motivos que têm levado a população a ganhar mais peso. "A epidemia de obesidade vem de 30 anos para cá. Pensa-se que as pessoas comem mais e estão mais sedentárias, mas há outras coisas que ajudam a explicar esse fato", diz Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.Não que a fórmula consagrada para emagrecer (ingerir menos calorias do que se gasta) não deva ser levada em conta, assim como a genética, fator predisponente por excelência. Porém, há situações e agentes externos que modificam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura, estimulam o apetite ou dificultam a queima das células gordurosas."É preciso saber que a gente não controla absolutamente nosso peso. Existem mecanismos, alguns ainda desconhecidos, que também exercem controle. Não é só "fechar a boca", é preciso identificar outras causas que podem estar interferindo no aumento do peso", afirma Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).A estudante de nutrição Paula Bokor, 28, sabe bem que parar de comer pode não ser suficiente para emagrecer. Desde que sua irmã mais nova morreu, há um ano, ela acumulou 11 quilos extras. O problema também atingiu seu irmão, que ganhou 20 quilos no período."Sempre controlei meu peso com alimentação e exercícios. Nesse ano, porém, não me pesava, não dava importância. Só recentemente eu me dei conta de que tinha engordado muito e de que isso poderia estar relacionado ao trauma", diz.Mesmo controlando a alimentação e usando remédio para perda de peso com orientação médica, Paula ainda não conseguiu emagrecer. "Ao menos estacionei nos 11 quilos. Mas minha endocrinologista me aconselhou a fazer acompanhamento psicológico", diz.O estresse, causado por questões emocionais ou por pressão no trabalho, por exemplo, tem sido considerado um dos principais fatores predisponentes ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.Situações estressantes propiciam o aumento na secreção de cortisol, hormônio que estimula o apetite e aumenta a proliferação e o acúmulo das células de gordura. Para Halpern, do HC, o estresse crônico pode contribuir para elevar medidas mesmo que a pessoa não consuma calorias em exagero."Outro mecanismo descoberto mais recentemente é o aumento da secreção do neuropeptídio Y, substância que eleva a sensação de fome e favorece a deposição de gordura no abdômen", acrescenta Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.Para que o programa de redução de peso seja eficaz, em muitos casos são indicadas terapias complementares para diminuir os níveis de estresse, como acupuntura, ioga e meditação. "Todos os mecanismos de relaxamento e liberação de endorfina ajudam e, aqui, entram também os exercícios, não só por causa da queima calórica mas pela sensação de bem-estar", afirma Zanella.Sono ruimDurante os últimos dois anos, a coordenadora de enfermagem Aline Maia, 29, trabalhava à noite, em esquema de plantão. Há dois meses, foi promovida no hospital e agora atua em horário comercial.As mudanças nos padrões de sono e o aumento da responsabilidade com o novo cargo dificultam um descanso de qualidade durante a noite. O resultado foram cinco quilos a mais adquiridos no último bimestre, ainda que a alimentação seja equilibrada no dia a dia."Fui proibida de trabalhar mais de oito horas por dia e fico estressada porque tenho de dar conta de todo o trabalho nesse período. Tenho vários estímulos que não me deixam relaxar à noite e durmo mal, fico planejando o que vou fazer no dia seguinte, demoro para pegar no sono e tenho medo de não acordar na hora: programo três celulares para tocar às 5h30."A secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o acúmulo de gordura corporal.Por exemplo, há redução de leptina -hormônio relacionado à sensação de saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos também ocorre o aumento na secreção de grelina, o hormônio responsável por estimular o apetite."Vemos ganho de peso em quem não tem um ritmo normal de sono, como quem trabalha em esquema de plantão", diz Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).Quem sofre de apneia também apresenta mais chances de acumular gordura, especialmente na região abdominal. A doença pode causar falta de oxigênio no cérebro, o que funciona como um agente estressor, estimulando a liberação de cortisol e todos os efeitos do estresse no ganho de peso. "Magros com apneia têm mais peso do que os que não têm a doença -e acumulam gordura no tronco mais do que os outros", diz Zanella, da Sbem.RemédiosAlguns antidepressivos e antipsicóticos podem estimular o apetite ou a compulsão por açúcar em alguns pacientes e levar ao aumento de peso. Outras hipóteses são a redução do metabolismo e o aumento na reprodução de células adiposas com o uso dessas drogas.O ideal é observar se há ganho de peso que coincide com o início do uso do remédio e comentar com o médico. Em alguns casos, é possível trocar a droga por outra menos danosa ou tratar o efeito colateral."Recomenda-se desde o controle da alimentação até o uso de remédios, sempre com orientação médica. Infelizmente, os pacientes só buscam um especialista após terem engordado muito", diz Coutinho.Os corticoides, drogas de ação anti-inflamatória, têm na lista de seus efeitos colaterais o favorecimento do acúmulo de gordura. Quando ingeridos, provocam no organismo efeitos semelhantes aos do cortisol.A estudante de direito Daniela Gomez, 20, precisou tratar uma doença autoimune no sistema nervoso com esse tipo de remédio. De dezembro do ano passado até o início de julho, havia adquirido 20 quilos -recuperou os nove que perdeu durante uma internação anterior e ganhou mais 11."Fui avisada de que os remédios alteravam o metabolismo, mas não achei que seria tanto. Sempre estive um pouquinho acima do peso ideal e conseguia controlar com a alimentação."No início, sentiu o apetite aumentar muito -um dos conhecidos efeitos do cortisol- e comia o dia inteiro. Depois, tentou se controlar, mas não conseguia perder peso.No último dia 10, encerrou o tratamento com o corticoide e, desde então, perdeu três quilos.Outras causasA baixa ingestão de cálcio também tem sido relacionada ao maior acúmulo de gordura corporal. Alguns estudos sugerem que esse mineral é importante no processo de quebra de gordura e que, na sua falta, há acúmulo de tecido gorduroso.No entanto, não adianta tomar suplementos de cálcio com a intenção de emagrecer. As pesquisas mostram que o cálcio da dieta (presente em leites e derivados, por exemplo) é mais importante nas reações químicas que envolvem a queima de gordura. O indicado é atingir a recomendação de 1.000 mg diários do nutriente.Maria Tereza Zanella pondera que as associações encontradas podem ocorrer por uma intolerância à lactose mais frequente em obesos (daí a falta de cálcio no organismo). Dados preliminares de um estudo da Unifesp com 45 pacientes mostram que obesos mórbidos são mais intolerantes à lactose.Outra questão que pode contribuir para o ganho de peso é passar a maior parte do dia dentro do escritório. O problema está nas chamadas "zonas termoneutras", áreas com temperatura estável o ano todo à custa de ar condicionado. Elas não permitem que as pessoas sintam frio durante o inverno, situação que acelera o metabolismo. "E no verão, quando as pessoas tendem a comer menos por causa do calor, quem fica no ar condicionado acaba consumindo a mesma quantidade de comida", analisa Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de SP.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Relaxar ajuda a emagrecer!

Estamos sempre preocupados, com tudo, sempre na correria com casa, família, trabalho, e ainda pior...preciso emagrecer! Pois é, está aí um pensamento errado!!! Não podemos deixar que fazer "dieta" se torne mais um problema, desta maneira quem aguenta viver?
Vamos começar a pensar diferente!
Primeiro, esqueça a palavra dieta, vamos fazer reeducação alimentar. Dieta parece algo muito restrito, sofredor, e por pouco tempo! E queremos nos manter sempre com peso legal, não é mesmo? Se dieta é por pouco tempo, então a coisa não funciona. O tratamento eficaz para perda de peso é aquele que você consegue manter o peso para toda a vida. E você acha que isso é possível sofrendo?
Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia sugeriu que relaxar pode ser uma forma eficaz de perder peso. Muitas vezes as pessoas comem sem preceber, pois estão preocupadas com outras coisas, ou a vontade de emagrecer é tanta que fica se torturando, as vezes até sem se alimentar.
É importante pensar que para perder peso tem que existir algumas restrições e compensações sim, porém não deve ser algo impossível de seguir. A abordagem a seguir deve se concentrar em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde.
Precismos estar bem para que tudo na vida tenha sucesso!
Vou colocar nas próximas matérias do blog algumas técnicas comportamentais que podem ajudar a incorporar um hábito de vida mais saudável, além de aumentar a adesão aos tratamentos de perda de peso!
Aguardem...
Abraços