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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gestantes

Um estudo de revisão, publicado na Revista de Nutrição (2010) reforçou a importância da intervenção nutricional como aliada no controle do Diabetes Mellitus Gestacional, trazendo potenciais benefícios à saúde materno-fetal.

Na avaliação do estado nutricional materno devem ser empregados os indicadores antropométricos, dietéticos, bioquímicos, clínicos e funcional. Neste sentido, a avaliação dietética deve ser detalhada, com atenção para o fracionamento e composição das refeições, e grupos de alimentos presentes.

O planejamento nutricional deve suprir as necessidades nutricionis da mãe e feto, atentando a distribuição calórica e de macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídeos, além dos micronutrientes que são as vitaminas e minerais.

Quanto a recomendação dos edulcorantes - adoçantes, são liberados para gestantes acesulfame K, aspartame, neotame, sacarina e sucralose.

A atividade física também deve fazer parte da estratégia de tratamento do Diabetes Mellitus Gestacional, embora o impacto do exercício nas complicações neonatais ainda mereça ser rigorosamente testado.

Ademais, estudos associam a habilidade de aconselhamento nutricional com a melhorara na adesão ao cuidado nutricional.

Diante de todas estas informações, para sucesso no controle do DMG são necessários: a participação da equipe inter e multidisciplinar, o cuidado pré-natal precoce, com assistência nutricional oportuna e a garantia da assistência de qualidade ao longo da gestação.

Portanto, mamães... o mito de simplesmente comer para dois já caiu! Temos sim que pensar que a gestante passa por um período de vida diferenciado, porém que deve ser ofericido uma alimentação equilibrada e adequada para cada caso!

E aí, é só curtir este período mágico na vida das mulheres!
Grande abraço
Viviane

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Alguns efeitos do consumo de proteína no metabolismo energético

Uma pesquisa publicada na revista The American Journal of Clinical Nutrition mostrou que as proteínas exercem efeitos diferentes sobre o metabolismo energético, sobre a saciedade e glicemia.


As três refeições foram comparadas com uma refeição controle rica em carboidratos outra rica em gorduras. O objetivo era investigar como essas três proteínas podem influenciar no índice glicêmico e insulinemia.

Os participantes (23 no total) foram submetidos ao exame de calorimetria indireta que verifica o gasto energético de repouso. Depois, aleatoriamente receberam as refeições e controle e então o gasto energético de repouso medido novamente depois de cinco horas e meia após a refeição.

O efeito térmico foi maior com o consumo da refeição rica em whey protein, seguida da caseína e então da soja (Efeito térmico do alimento ou termogênese induzida pela dieta é a energia que o organismo gasta para digerir e absorver o alimento, que pode variar de acordo com a composição da dieta).

Com relação à taxa de oxidação de gorduras, novamente a refeição com whey protein se mostrou melhor, seguida da soja e então da refeição com carboidrato.

A glicemia também apresentou menor aumento com o consumo da whey protein (32%), enquanto que após o consumo de carboidrato, este aumento foi de 154%.

Analisando a saciedade, as refeições com caseína e soja tiveram um resultado melhor do que com whey protein. Este pode ser pelo fato da absorção da proteína whey ser mais rápida do que a da caseína e da soja.

Os autores concluíram que realmente o consumo de uma refeição rica em proteína tem um melhor efeito termogênico comparado aos carboidratos e gorduras, porém nunca tinha se avaliado as diferentes proteínas. Concluem também que não só as refeições ricas em proteínas possuem maior efeito térmico, mas também que o efeito térmico após o consumo de proteína do soro do leite (whey protein) foi significativamente maior do que após o consumo de caseína e soja, além do melhor controle glicêmico.

Portanto, minha conclusão é que as proteínas são importantes na alimentação. Observa-se pelo estudo que todas são benéficas, porém é importante também que exista equilíbrio entre os nutrientes, pois caso contrário, a função principal do nutriente pode ser desviada. Explicando melhor… o individuo que faz exercício físico, escuta que para “ganhar músculo” é preciso comer proteína. Esta afirmação não está errada, mas também não está totalmente certa, pois de nada adianta sobrecarregar no consumo de proteínas, se o carboidrato não está em quantidade adequada para fornecer energia. Lembre-se, sem carboidrato, a primeira fonte de energia são as proteínas!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rótulos...segunda parte

O objetivo desta segunda parte da matéria é ensinar o significado de cada nutriente que deve ser obrigatoriamente colocado no rótulo. E mais do que isso, conseguir identificar o que significa os valores, por exemplo, o que é um alimento com pouco sódio? Espero que ajude!!!


NUTRIENTES:

1) Valor Energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais. Na rotulagem o valor energético é expresso em quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ).
Seu valor diário de referência é 2000 kcal / 8400 kJ.

Não calóricos: Significa que o produto tem menos de cinco calorias por porção ou outra quantidade designada (observe a porção).

Baixa caloria: Significa que o alimento possui no máximo 40kcal/100g (sólidos) ou 20kcal/100ml (líquidos).

2) Carboidratos: são os componentes dos alimentos cuja função principal é fornecer energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos e doces em geral.
Seu valor diário de referência é 300g.

Elevado teor de açúcar: significa que o alimento tem mais do que 15g de açúcar por 100g (sólidos) ou 7,5g por 100ml (líquidos) de produto na forma de como está exposto à venda.

3) Proteínas: são componentes dos alimentos necessários para a construção de nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas como feijão, lentilha, ervilha e soja.
Seu valor diário de referência é 75g.

4) Gorduras Totais: as gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais se referem a soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento.
Seu valor diário de referência é 55g.

Baixo teor de gordura: Significa que o alimento deve ter no máximo 3 gramas, de gordura por 100g (sólidos) ou 1,5g de gorduras/100ml (líquidos). Embora os óleos vegetais, por exemplo, não contenham colesterol, são 100% gordura. Os óleos vegetais são preferíveis à manteiga ou à banha de porco porque têm menos gordura saturada. Mas uma colher de sopa de óleo vegetal ainda tem umas 14 gramas de gordura e as mesmas 126 calorias encontradas em uma colher de sopa de manteiga ou creme de leite.

Sem gordura: para usar esse termo, o alimento deve ter no máximo 0,5g de gorduras/100g ou 100ml.

5) Gorduras Saturadas: tipo de gorduras presente nos alimentos de origem animal, são exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão e iogurte. O consumo deste tipo de gordura deve ser moderado, pois grandes quantidades podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Seu valor diário de referência é 22g.

Baixo teor de gordura saturada: expressão utilizada quando o alimento possui no máximo 1,5g de gordura saturada/100g (sólidos) ou 0,75g de gordura saturada /100ml (líquidos), e não mais de 15 por cento de suas calorias são provenientes de gordura saturada.

Elevado teor de gordura saturada: expressão utilizada quando o alimento possui mais do que 5g de gordura saturada/100g (sólidos) ou 2,5g de gordura saturada /100ml (líquidos), e não mais de 15 por cento de suas calorias são provenientes de gordura saturada.

6) Gorduras Trans (ou Ácidos Graxos Trans): tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, salgadinhos prontos, produtos de panificação, alimentos fritos e lanches que utilizam a gordura hidrogenada vegetal na sua preparação. Seu consumo deve ser controlado, pois este tipo de gordura está relacionado com o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Apesar de não existir valor diário de referência para a gordura trans, orienta-se que o consumo não deve ultrapassar a 2g por dia.

Elevado teor de gordura trans: significa que o alimento tem mais do que 0,6g de gordura trans por 100g ou 100ml.

7) Fibra Alimentar: está presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.
Seu valor diário de referência é 25g.

8) Sódio: está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados com salmoura), devendo ser consumidos com moderação, uma vez que o seu consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial.
Seu valor diário de referência é 2400mg.

Elevado teor de sódio: significa que o alimento tem mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml.

Baixo teor de sódio: Contém os alimentos com 140 miligramas, ou menos, por porção ou por 100 gramas. O sal de mesa comum (cloreto de sódio) não é a única fonte de sódio. Ele também se encontra no glutamato monossódico, no bicarbonato de sódio e no nitrato de sódio, além de ocorrer naturalmente em alguns alimentos. os alimentos que têm essa informação em suas embalagens possuem no máximo 120mg de sódio/100g ou 100ml.

Baixíssimo teor de sódio: Significa que o alimento contém no máximo 40mg de sódio/100g ou 100ml.

Sem sal: Significa que o alimento contém no máximo 5mg de sódio/100g ou 100ml.

Light em sal: Significa que o alimento contém menos de 50% de sódio do que a versão original.

Bom é isso. Espero que estas informações ajudem na escolha dos alimentos!!!
Aguardem a última parte sobre os rótulos.
beijos
Viviane

quarta-feira, 11 de março de 2009

Conheça os diferentes tipo de cortes da carne vermelha - PARTE I

Vou falar sobre as carnes, porém como o assunto é longo, vou dividindo para a leitura ficar mais fácil!



A carne é boa fonte de proteína, fósforo, ferro e de vitaminas do Complexo B.


A carne fresca deve ter coloração vermelho-cereja brilhante, odor característico de carne fresca e certa elasticidade, capaz de fazê-la ceder à pressão dos dedos. A gordura deve ter coloração amarelo-clara, próxima à tonalidade da manteiga. A carne embalada a vácuo, entretanto, tem cor mais escura, o que é normal e não indica deterioração. Não deixe de verificar a data de validade do produto, que, por lei, deve estar impressa no rótulo da embalagem. Se você notar excesso de líquido dentro das embalagens, assim como manchas esverdeadas, ou se a embalagem não estiver bem aderida ao produto, não compre. Quando adquirir carnes congeladas, coloque-as no congelador de sua casa, no máximo, no prazo de uma hora após a compra. E lembre-se, não se deve recongelar o alimento, portanto uma vez descongelado, consuma rapidamente.
No local da compra, verifique se o balcão frigorífico é mantido em temperatura constante. A iluminação do balcão de carnes também é importante: evite comprar carne onde os comerciantes utilizam lâmpadas avermelhadas, pois isso mascara a cor real do produto. O excesso de produtos expostos nos balcões refrigerados prejudica a circulação do ar frio, comprometendo a conservação dos alimentos. Cada produto deve ter o seu lugar. Portanto cortes de diferentes espécies, como bovinos, suínos e de aves, não devem estar misturados nos balcões frigoríficos.






Conheça os diversos cortes!



1. Cupim: é a porção de fibras musculares entremeadas de gordura situadas logo atrás do pescoço de bovinos de raça zebuína ou seus cruzamentos. É também chamado de giba ou mamilo. Tem sabor característico e paladar agradável. Deve sempre ser cozido lentamente. Muito utilizado em churrascos ou na grelha, pode ser assado enrolada em várias camadas de celofane especial para culinária que distribui o calor uniformemente e promove o cozimento da carne em seu próprio suco. Outra forma de preparo é o cozimento em panela de pressão, bem temperado ou apenas com sal refinado, e posteriormente assado no forno enrolada em papel celofane.

2. Acém: É o pedaço maior e mais macio do dianteiro do boi, sendo uma carne relativamente magra que deve ser cozida por calor úmido. O acém rende ótimos ensopados, picadinhos, assados, cozidos, carne moída, refogados, bifes de panela, carnes de panela, carnes recheadas ou preparadas com molho.
É considerada carne de "segunda".

3. Contrafilé de costela: É uma carne muito saborosa, suculenta e macia. Tem fibras mais curtas e rijas, sendo utilizado principalmente para churrasco ou na grelha, ou como carne cozida com legumes, assados, refogados e picadinhos.

4. Contra Filé: Também conhecido como lombo, lombo desossado, filé curto, filé de lombo e filé. É chamado de contrafilé pois na carcaça do bovino este corte situa-se “contra” o filé mignon, ou seja, estão apenas separados pelas vértebras lombares. É uma carne macia, de sabor acentuado e que por sua camada de gordura na lateral mantém a umidade da carne. Ideal para bifes de chapa, estrogonofe, grelhados, rosbife, medalhões, churrasco, grelha e assados. Deve ser servido mal passado ou ao ponto, e assado em alta temperatura para que não enrijeça. Quando comprar contrafilé, evite os primeiros 6 a 7 centímetros do corte, perto da alcatra, pois neste pedaço há um nervo que atravessa a carne quase paralelamente à gordura, que somente será visível quando se estiver fatiando a carne. Prefira pedaços de contrafilé com gordura uniforme. Antes do preparo, remova o “nervo” lateral que segue longitudinalmente na carne, se acaso ainda não tiver sido retirado.


5. Filé mignon: É o corte mais macio de carne bovina. Um filé mignon inteiro tem aproximadamente 2 kg. Tem sabor adocicado e menos acentuado que a alcatra e o contrafilé, é suculento e tem pouca gordura. É ideal para bifes, como tournedor, medalhão, escalope, estrogonofe e também para rosbifes, assados, refogados e picadinhos. Fica bem acompanhado de vários tipos de molhos. Para churrasco, pode entrar como um ingrediente do espetinho misto ou xixo, ou preparado em bifes grossos na grelha ou inteiro no espeto.


Referências bibliográficas:
www.sic.org.br
http://www.t-bone.org.br