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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sono e excesso de peso




Uma recente publicação  (Partial Sleep Deprivation and Energy Balance in Adults: An Emerging Issue for Consideration by Dietetics Practitioners. Journal of Academy Nutrition and Dietetic.Novembro de 2012.) buscou fazer uma revisão da literatura sobre a influência do excesso de peso e distúrbios do sono.

O estudo mostra as taxas de privação parcial de sono e obesidade vem aumentando muito nos estados Unidos nestes últimos 30 anos.Muitas evidências mostram a ligação entre a privação de sono (dormir menos que 6h) pode gerar um desequilíbrio de energia, o que se mostra relevante com relação a prevenção de ganho e promoção de perda de peso.

Vários estudos mostram que um dos mecanismos para esta relação é que qualquer privação de sono poderia afetar a regulação de hormônios ligados com o apetite. 

Além disso, maior tempo acordado, poderia aumentar o consumo alimentar.

Sendo assim, a qualidade do sono é importante no tratamento de redução de peso, portanto, coloco aqui algumas dicas:

Alimentos ricos em triptofano: carne bovina (magra) e de peru, frango e peixe, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, oleaginosas como nozes, castanhas e amendoim (cuidado com os industrializados que contém muito sódio e fritos) e leguminosas, tâmara, banana. Mas lembre-se de escolher as versões com menos gordura!

Outros alimentos que pode colaborar para um bom sono: verduras (alface é bem interessante!), cenoura, broto de feijão, brócolis, aspargo, palmito.

Uma boa pedida é tomar um copo de leite desnatado (morno) com mel e canela!
Quanto aos chás, temos como opção a base de melissa e camomila.
O maracujá é um calmante natural, aproveite o consumo na forma de suco ou chá.

Evite ao máximo: bebidas alcoólicas, com cafeína (chá mate, preto, verde e suas variações, café, refrigerante a base de cola), chocolate, pimenta, curry, raiz forte e gengibre.

Fique atento: a última refeição antes de dormir deve ser leve, pobre em gordura e de fácil digestão. Tente realizar o jantar quatro horas antes de dormir, pois a digestão difícil pode piorar seu sono.

Bom sono!!!

Grande abraço!

Viviane

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Educação em Diabetes


Sempre digo e ressalto a importância da Educação em Diabetes. É desta maneira que vamos conseguir melhor controle glicêmico do nosso paciente. O paciente se cuida a partir do momento em que entende seu problema.
Outro ponto importante que deve ser lembrado sempre é que a alimentação do paciente diabético não é nada mais que a alimentação saudável recomendada para a população em geral!

Veja este estudo: O efeito de educação de dieta com seis iso-calórico refeições no diabetes tipo 2 pacientes de peso corporal e glicose no sangue, publicado na revista Ciência e Tecnologia de Alimentos (Mar-2012). 

O objetivo deste estudo era determinar o efeito de uma dieta de 6 refeições de igual valor calórico sobre o peso corporal e glicose no sangue de pacientes portadores de diabetes tipo 2. Esta pesquisa foi feita em 2009 com 181 pacientes com diabetes.
Os pacientes frequentavam o IDSF - Sociedade Iraniana de Diabete de Fars - uma vez por semana.
Os pacientes a serem estudados foram randomicamente divididos em dois grupos:
GRUPO EXPERIMENTAL: 85 pacientes
                                  Idade média de 38 a 64 anos
                                  Peso médio de peso no início do estudo: 56,9 a 75,7 kg
                                  Glicemia de jejum no início do estudo: 163,8 a 234 mg/dL

GRUPO CONTROLE: 96 pacientes
                             Idade média de 43 a 62 anos
                             Peso médio de peso no início do estudo: 58 a 80,2 kgAos participantes era solicitado que consumissem em 6 partes iguais suas calorias calculadas. 

                             Glicemia de jejum no início do estudo: 160 a 238,9 mg/dL


No final do estudo, entretanto, os valores foram:
GRUPO EXPERIMENTAL:
Peso médio de peso: 56 a 71 kg
Glicemia de jejum no início do estudo: 104,9 a 174,1 mg/dL

GRUPO CONTROLE:
Peso médio de peso: 57 a 75,9 kg
Glicemia de jejum no início do estudo: 142,1 a 186,2 mg/dL

Ambos os grupos perderam peso e melhoram a glicemia de jejum. Os resultados mostram que educar pacientes com o diabetes tipo 2, focando na mudança de suas dietas, pode contribuir imensamente para a administração da glicose sanguínea.

Por isso, vamos nos preocupar com a alimentação. Ela é uma grande aliada no controle da glicemia, preveindo assim as complicações do Diabetes!

Grande abraço



Viviane






sexta-feira, 8 de julho de 2011

É possível emagrecer neste frio?

        É só chegar o frio que "bate" aquela fome!!! O tempo todo pensando em comida. Dieta no inverno, nem pensar...só se for de engorda!!!
        Quem pensa assim...se engana!
        No inverno nosso metabolismo está mais acelerado, o que facilita perder peso. Isso acontece pois, é necessário manter a temperatura corporal, que resfria com a baixa temperatura, com isso, o trabalho do nosso organismo é maior. Esta é uma explicação bem popular, sem entrar em detalhes fisiológicos.
        Sendo assim, seria mais fácil emagrecer, já que nosso metabolismo está mais rápido. Porém, o que acontece é que, muitas pessoas se atrapalham nas escolhas alimentares. Nesta época muitos fogem das verduras, legumes e frutas, partindo para coisas quentes, com o intuito de aquecer. Só que nesta opção, acabamos ingerindo mais calorias do que vínhamos consumindo, e ainda assim, aliado a redução de exercício físico (muitos resolvem parar atividade física nesta época!). Com esta matemática, o resultado final não pode ser diferente: ganho de peso!
         A minha dica principal é que se mantenha a alimentação normalmente. Desta maneira você nem vai pensar muito no que comer...

         Dicas para conseguir manter a alimentação e os lanchinhos com fruta e iogurte, o consumo de salada, normalmente abandonados no frio:

        - inicie a refeição com a salada, para depois finalizar com o prato quente, ou então misture a salada com a comida;
        - prefira o consumo de legumes, pois eles podem ser consumidos quentes. Cozinhe os legumes na água ou no vapor, tempere no prato com azeite, e consuma ainda quente;
        - sempre depois de cada lanchinho com fruta ou iogurte, tome algo quente, como por exemplo, chá ou café, sem adição de açúcar. Prefira os chás sem cafeína, pois ela pode interfeir na absorção do cálcio, por exemplo;
       - substitua o iogurte por um copo de café com leite desnatado, sem adição de açúcar. O valor calórico será o mesmo;
      - para quem reduz o consumo de água no frio, também indico o consumo de chá, caso consiga ingerir sem adição de açúcar. Desta maneira o consumo é livre;
  
            Bom, espero que as dicas ajudem a desmistificar a redução de peso no inverno e, curta o frio!!!
            Aproveite a época com o que ela tem de mais bonita e elgante!
             
              Grande beijo
                     Viviane

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rótulos...segunda parte

O objetivo desta segunda parte da matéria é ensinar o significado de cada nutriente que deve ser obrigatoriamente colocado no rótulo. E mais do que isso, conseguir identificar o que significa os valores, por exemplo, o que é um alimento com pouco sódio? Espero que ajude!!!


NUTRIENTES:

1) Valor Energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais. Na rotulagem o valor energético é expresso em quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ).
Seu valor diário de referência é 2000 kcal / 8400 kJ.

Não calóricos: Significa que o produto tem menos de cinco calorias por porção ou outra quantidade designada (observe a porção).

Baixa caloria: Significa que o alimento possui no máximo 40kcal/100g (sólidos) ou 20kcal/100ml (líquidos).

2) Carboidratos: são os componentes dos alimentos cuja função principal é fornecer energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos e doces em geral.
Seu valor diário de referência é 300g.

Elevado teor de açúcar: significa que o alimento tem mais do que 15g de açúcar por 100g (sólidos) ou 7,5g por 100ml (líquidos) de produto na forma de como está exposto à venda.

3) Proteínas: são componentes dos alimentos necessários para a construção de nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas como feijão, lentilha, ervilha e soja.
Seu valor diário de referência é 75g.

4) Gorduras Totais: as gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais se referem a soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento.
Seu valor diário de referência é 55g.

Baixo teor de gordura: Significa que o alimento deve ter no máximo 3 gramas, de gordura por 100g (sólidos) ou 1,5g de gorduras/100ml (líquidos). Embora os óleos vegetais, por exemplo, não contenham colesterol, são 100% gordura. Os óleos vegetais são preferíveis à manteiga ou à banha de porco porque têm menos gordura saturada. Mas uma colher de sopa de óleo vegetal ainda tem umas 14 gramas de gordura e as mesmas 126 calorias encontradas em uma colher de sopa de manteiga ou creme de leite.

Sem gordura: para usar esse termo, o alimento deve ter no máximo 0,5g de gorduras/100g ou 100ml.

5) Gorduras Saturadas: tipo de gorduras presente nos alimentos de origem animal, são exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão e iogurte. O consumo deste tipo de gordura deve ser moderado, pois grandes quantidades podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Seu valor diário de referência é 22g.

Baixo teor de gordura saturada: expressão utilizada quando o alimento possui no máximo 1,5g de gordura saturada/100g (sólidos) ou 0,75g de gordura saturada /100ml (líquidos), e não mais de 15 por cento de suas calorias são provenientes de gordura saturada.

Elevado teor de gordura saturada: expressão utilizada quando o alimento possui mais do que 5g de gordura saturada/100g (sólidos) ou 2,5g de gordura saturada /100ml (líquidos), e não mais de 15 por cento de suas calorias são provenientes de gordura saturada.

6) Gorduras Trans (ou Ácidos Graxos Trans): tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, salgadinhos prontos, produtos de panificação, alimentos fritos e lanches que utilizam a gordura hidrogenada vegetal na sua preparação. Seu consumo deve ser controlado, pois este tipo de gordura está relacionado com o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Apesar de não existir valor diário de referência para a gordura trans, orienta-se que o consumo não deve ultrapassar a 2g por dia.

Elevado teor de gordura trans: significa que o alimento tem mais do que 0,6g de gordura trans por 100g ou 100ml.

7) Fibra Alimentar: está presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.
Seu valor diário de referência é 25g.

8) Sódio: está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados com salmoura), devendo ser consumidos com moderação, uma vez que o seu consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial.
Seu valor diário de referência é 2400mg.

Elevado teor de sódio: significa que o alimento tem mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml.

Baixo teor de sódio: Contém os alimentos com 140 miligramas, ou menos, por porção ou por 100 gramas. O sal de mesa comum (cloreto de sódio) não é a única fonte de sódio. Ele também se encontra no glutamato monossódico, no bicarbonato de sódio e no nitrato de sódio, além de ocorrer naturalmente em alguns alimentos. os alimentos que têm essa informação em suas embalagens possuem no máximo 120mg de sódio/100g ou 100ml.

Baixíssimo teor de sódio: Significa que o alimento contém no máximo 40mg de sódio/100g ou 100ml.

Sem sal: Significa que o alimento contém no máximo 5mg de sódio/100g ou 100ml.

Light em sal: Significa que o alimento contém menos de 50% de sódio do que a versão original.

Bom é isso. Espero que estas informações ajudem na escolha dos alimentos!!!
Aguardem a última parte sobre os rótulos.
beijos
Viviane

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rótulos de alimentos infantis

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) analisou 44 produtos quanto a qualidade nutricional dos alimentos e embalagem. Verificou-se a falta de clareza nos rótulos. Apesar de todos estarem corretos segundo as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Idec ressalta que os produtos, por serem destinados a crianças, deveriam conter as informações nutricionais para os pequenos e não para adultos, seguir porções equivalentes nas diversas marcas e informar que o consumo excessivo de gordura, sódio e açúcar pode causar danos à saúde.

Precisamos tomar cuidado ao avaliar um rótulo, não olhar somente calorias e alegações visíveis colocadas pelas empresas. É mais complexo do que ser parece. Precisamos avaliar cada rótulo e definir a porção adequada para cada pessoa.

A lei coloca a porção usual do alimento, que pode não ser a sua. A comparação com a refer~encia diária de consumo é com relação a 200 kcal diárias, considerada a média ideal. Isto não significa que é o seu ideal. Isto provoca confusão também quando o alimento não tem fim específico para o consumo da criança e as recomendações ficam para adultos, quando que vai consumir, é uma criança.

São necessárias algumas continhas com as informações do rótulo, portanto, pergunte ao seu nutricionista como realizar a leitura e compreensão dos rótulos!

Beijos,
Viviane

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Exercício reduz fome além de queimar calorias

Estudo brasileiro diz que fazer exercício diminui a vontade de comer, além de queimar calorias. Além de consumir calorias, fazer exercícios atenua a sensação de fome. esta é a conclusão de um estudo do professor Eduardo Ropelle, da Universidade de Estadual de Campinas (UNICAMP) publicado recentemente na revista científica PLoS Biology.
A grande maioria já conhece os benefícios do exercício físico, mas as vezes é difícil começar!!! Nada como mais estudos científicos para reforçar os benefícios, não é mesmo.
Para quem se interessar, ouça mais no programa de rádio Pesquisa Brasil. É um programa da Rede Eldorado em parceria com a Revista FAPESP.
Abraço a todos...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DIET X LIGHT

Qual a diferença entre diet e light?

Quero emagrecer, o que escolher?

Posso comer a vontade já que o produto é diet ou light?

O iogurte é zero gordura, que bom posso tomar quanto quiser!

Pois é, estas são dúvidas comuns... E a cada dia as gôndolas dos supermercados estão cheias destes produtos. É necessário conhecer a diferença entre o diet e light para que seu consumo seja eficaz. Então vamos lá!

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) DIET é o alimento para fim especial, ou seja, deve estar isento de um determinado nutriente, como por exemplo, açúcar para diabéticos, sódio para hipertensos. Já o LIGHT deve ter uma redução de pelo menos 25% do valor calórico e/ou de algum nutriente (açúcar, gordura saturada ou total, colesterol, sódio) comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.

Sendo assim, não significa que os produtos diets devem ter menos calorias, pois mesmo retirando o açúcar, por exemplo, o alimento pode conter gordura, como é o caso do chocolate, que apresenta teor calórico próximo do normal. Agora, tomando como exemplo os refrigerantes, independente de ser diet ou normal, contém açúcar e nada de gordura, portanto, pensando na versão diet, onde é retirado o açúcar e substituído pelo adoçante, acaba se tornado um alimento de baixa caloria.

Os produtos lights também exigem atenção quanto ao consumo! Muitos pensam que light é sinônimo de consumo liberado! Pois é, não é assim! Neste caso é necessário observar muito bem o rótulo para avaliar se vale a pena seu consumo quando comparado com a versão original. Identificar onde está a redução (de caloria, gordura, açúcar ou sódio) para assim justificar seu consumo. Às vezes o produto apresenta menos caloria do que o original, porém o dobro de sódio...e então...será que vale a pena???

Fique atento aos rótulos! Compare! E pense no seu objetivo antes de escolher os produtos apenas pela propaganda!!!


Referências Bibliográficas:
Portaria SVS/MS n.º 29/98 - Regulamento Técnico referente a Alimentos para Fins Especiais.Portaria SVS/MS n.º 27/98 - Regulamento Técnico referente a Informação Nutricional Complementar.Resolução ANVS/MS n.º 259/02 - Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

FESTA JUNINA

Olá!!! Festa junina...frio...lembra o quê??? Comida!!!!

Pois é, época muito gostosa, comidas diferentes, mas cuidado, muitas calorias também!

Portanto o segredo é se devirtir, porém cuidar das quantidades.

Abaixo uma tabela de calorias para que seja possível fazer as melhores escolhas!