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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Hábito alimentar da família influencia na formação do paladar das crianças


No programa Bem Estar hoje, foram apresentadas dicas bem legais para o público de como o hábito alimentar familiar influencia no paladar das crianças.  Além disso, teve a presença de um grande profissional, Dr. Mauro Fisberg.


Segue link: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/02/habito-alimentar-da-familia-influencia-na-formacao-do-paladar-das-criancas.html

Meus comentários:

Uma questão básica que sempre converso com os pais quando se trata da alimentação do filho. Os pais são exemplos para os filhos, em qualquer situação, e na alimentação não é diferente.

Recebo muitas mães falando que não gostam de salada, mas acham que é importante que o filho coma.

Mas como ela vai oferecer algo que ela não gosta? Imagina aquela cara "feia" dizendo "Filhinho, você não quer salada?" 

Dois erros aí:
1) A pergunta já demonstrando insegurança, as vezes não tem que perguntar, tem que colocar no prato, assim fica mais fácil para a criança experimentar.

2) A palavra Não presente na frase, já induz a resposta dada pela criança.

Vamos então repensar em como estamos agindo com nossas crianças!

Reforço aqui a importância do nutricionista: 

Sempre digo que não somos nós que vamos dizer o que engorda, o que é saudável. Apesar de muitos mitos e notícias falsas que são veiculadas na mídia, o básico das informações, a população tem. O que nós nutricionistas faremos, é oferecer subsídios de como incorporar hábitos saudáveis de maneira suave e duradoura!!!

Grande abraço

Viviane



Vídeo com dicas de alimentação para o Verão

Dicas de alimentação no verão...

Nutricionistas Lilian Miola e Érica Teixeira, ambas do Hospital Israelita Albert Einstein.

Abraço
Viviane




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Vacinação - POLIOMELITE

Neste sábado acontecerá a Campanha da vacinação contra a Poliomelite.

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão.


O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.

O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.

Não existe tratamento para a pólio e, somente a prevenção por meio da vacina, garante a imunidade à doença. O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso no país foi registrado em 1989, na Paraíba.


Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. E é apenas por meio da vacinação que se pode garantir que o vírus não volte a circular em território nacional.

Apesar de não haver registro de casos de pólio há 23 anos no Brasil, é importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus, causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no país. Isso porque, o vírus ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

Fonte: Ministério da Saúde



Portanto...vamos vacinar nosso bens preciosos!!!!

Abraço

Viviane





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lancheira....o que escolher???

Depois de muito tempo sem escrever, estou voltando às atividades!
Escrevo hoje sobre um assunto que gera muitas dúvidas, além de ansiedade e preocupação das mães.
Vários são os questionamentos, como por exemplo:
O que colocar na lancheira do filho?
Meu filho não come nada na escola...
Vou colocar algumas dicas.....
- Devemos pensar que o lanche da escola tem a função de repor as energias, além de claro....momento de descanso e sociabilização!
- Acho super interessante a participação da criança na elaboração da lancheira, desde a compra!
- Para as crianças que estão acima do peso, não é o momento de restringir totalmente as guloseimas, pois as crianças trocam os lanches, e pior....pode acontecer de a criança passar a comer escondido. As vezes vale a pena, controlar o número de vezes na semana, do que restrição total!
-  Para as crianças menores, até 3 ou 4 anos anos, é comum comerem todo o lanche de um dia, e no outro dia nada. Mães, não se desesperem. Vocês têm as outras refeições para acompanhar a alimentação de seu filho! Nesta idade, qualquer mudança interfere no apetite da criança. Por exemplo: a criança só toma leite manhã, chega um dia que ela resolve comer pão, enfim, come além do leite...pode acontecer de não ter tanta fome no horário lanche... O importante é acompahar a alimentação em todas as refeições do dia!

Vou colocar algumas dicas de o ue colocar na lancheira.

O lanche deve ser composto de um alimento de cada grupo para ficar completo e equilibrado nutricionalmente.


• Carboidrato: pão, torrada, biscoito ou cereais como aveia, granola, musli.
• Proteína: queijo, peito de peru, margarina, requeijão.
• Proteína ou 1 Vitaminas e minerais: leite, iogurte, coalhada ou fruta ou suco.

 
Espero que as dicas ajudem!!!
Boas aulas!!!
Viviane

sexta-feira, 19 de março de 2010

Filhos acima do peso?



Coma menos, filho
Mães nem sempre reconhecem quando suas crianças estão acima do peso
Carlos Fioravanti - Edição Impressa 169 - Março 2010

O olhar das mães é poderoso. Descobre segredos, descortina o futuro, fortalece, afugenta fantasmas. Nem sempre, porém, identifica quando os filhos estão um pouco acima do peso. Em um estudo feito em Vitória, capital do Espírito Santo, com 1.282 crianças de 7 a 10 anos, apenas 10% das respectivas mães reconheceram que os filhos com sobrepeso ou obesidade estavam realmente pesando acima do normal para a altura e a idade.
Em outro estudo, essa equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) verificou que 14% desse mesmo grupo de crianças apresentava pressão arterial acima do normal. “São dados preocupantes”, comenta Maria del Carmen Molina, professora da Ufes e coordenadora desses estudos. “Excesso de peso e hipertensão são dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte na população brasileira.” Os pesquisadores esperavam que 20% das crianças estivessem com peso acima do recomendado (encontraram 23,3% com sobrepeso ou obesidade) e no máximo 10% com pressão arterial elevada.
Para avaliar esse risco futuro de enfarte ou de acidente vascular cerebral, os pesquisadores da Ufes não mediram apenas o peso, a altura e a pressão arterial de crianças de 7 a 10 anos de 29 escolas públicas e seis particulares de Vitória. Também avaliaram a alimentação, perguntando com que frequência consumiam frutas, sucos, legumes, leite, feijão, doces, salgadinhos, refrigerante, batata e maionese, e se tinham o hábito de fazer a primeira refeição do dia, o café da manhã. O que viram é que a garotada não está se alimentando tão bem quando as mães imaginavam. Viram também que o lazer, principalmente o sedentário, é intenso, com pelo menos três horas em frente à televisão ou no video­game, raramente saindo para brincar de pega-pega, jogar bola ou andar de bicicleta.
Examinando essas quatro variáveis (excesso de peso, hipertensão, alimentação de baixa qualidade e quatro horas ou mais de lazer sedentário diário), os pesquisadores verificaram que 20% das crianças apresentavam três fatores de risco para doenças cardiovasculares, 34% tinham dois fatores, 27% apenas um fator de risco e 12% não apresentavam nenhum fator de risco, de acordo com o trabalho da equipe da Ufes, em conjunto com a Universidade Autônoma de Madri, em fase de publicação.
O estado de saúde dos filhos pode refletir o das mães. Em um levantamento com 14.914 crianças brasileiras com menos de 10 anos publicado em 1996 na Revista de Saúde Pública, Elyne Engstrom, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Luiz Anjos, da Escola Nacional de Saúde Pública,verificaram que crianças com sobrepeso tinham mães também com sobrepeso. Um estudo com 800 pais e mães de 439 estudantes realizado na Holanda chegou a resultados similares: 75% das mães e 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho ou filho estava com peso normal. Nessa pesquisa, publicada em janeiro na revista Acta Paediatrica, emergiu também uma relação direta entre o sobrepeso dos pais e o dos filhos.
Bebês prematuros - Agora o estudo em Vitória revela uma associação entre a escolaridade das mães e o risco de doença cardiovascular dos filhos: quanto mais anos de estudo das mães, melhor tende a ser a alimentação e portanto o peso, mais normal a pressão arterial e mais diversificada as atividades físicas dos filhos. “Verificamos também que a hipertensão é mais comum em crianças prematuras, que nascem antes de 37 semanas”, disse Maria del Carmen. “O desenvolvimento de doenças crônicas poderia ser uma das sequelas de nascer antes do tempo normal e com peso entre 700 gramas e 1 quilograma (kg), em vez de no mínimo 2,5 kg.”
Os resultados desses estudos não circularam apenas por meio de revistas científicas especializadas. “Mandamos carta para cada família informando que a criança tinha apresentado pressão arterial elevada e sugerimos que procurassem um posto de saúde ou um médico para confirmar o diagnóstico”, informou Maria del Carmen. “Comunicamos também à Secretaria de Saúde, cujos diretores e técnicos começaram a perceber que a hipertensão, antes considerada doença de adulto, pode ser também um problema de crianças. A primeira providência foi comprar medidores de pressão adequados para crianças e enviar aos postos de saúde.”
A responsabilidade por essa situação não é só da família – ou das mães. “Nas escolas que atendem a população de renda mais baixa”, observou Maria del Carmen, “mesmo com cardápio padronizado, as merendeiras colocam muito mais comida do que deveriam para as crianças, porque acham que precisam. Mesmo com cardápio padronizado, o valor calórico das refeições oferecidas às crianças às vezes era o dobro do que deveria ser”.
> Artigo científico
MOLINA, M.C. et al. Correspondência entre o estado nutricional de crianças e a percepção materna: um estudo populacional. Cadernos de Saúde Pública. 25(10):2.285-90. Out. 2009.



Meus comentários:

Em primeiro lugar, quer deixar claro que não coloquei esta matéria para que as mães se sintam culpadas ou negligentes, e sim para perceber nossos atos diários!

Acho muito interessante este artigo, pois mostra como deixamos de observar nossa rotina, viver na correria, e deixar de perceber alguns detalhes, e não apenas na vida dos filhos, com certeza na nossa vida.

Eu sempre digo que nossos filhos, quando dependentes, comem o que oferecemos. Se gosta de guloseimas, é porque mostramos a ele que isto existe! Aí, quando adolescente, onde ele começa a ter uma certa independência de escolha...queremos proibir de tudo?

Coloco algumas questões para reflexão:

Será que não é melhor ensinar limite, inclusive de alimentação desde bebê?

Por que pensamos que as crianças são diferentes de adolescentes?

Por que esperamos criar um hábito, para depois dizer que aquilo que fizemos até então, está errado?


Pensem nisso...e pensei em como nós estamos nos cuidando!
Beijos!