PRÊMIO TOP BLOG 2013

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amamentação - Mais um novo motivo para praticá-la!

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.
Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes. De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.
Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.

O estudo
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação. Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.
Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável. Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.
Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.
Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.

Matéria publicada: http://www.nutritotal.com.br/

Meu comentário
Pois é, mais um ótimo motivo para amamentar seu filho.
Esta prática é tão maravilhosa que só tem vantagens!

Grande beijo
Viviane

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Componente da uva age no cérebro e previne diabetes

Vários pesquisadores acreditam que um dos efeitos benéficos do vinho tinto é a proteção contra o diabetes tipo 2. Mas o assunto ainda é controverso, e alguns desconfiavam que esse efeito poderia ser mediado pelo resveratrol, presente na casca de uvas vermelhas, capaz diminuir o nível de glicose no sangue de roedores. O mecanismo de ação, porém, era desconhecido, mas um estudo publicado na revista Endocrinology esclareceu o mistério: o resveratrol age diretamente no cérebro.Estudiosos da Universidade do Texas injetaram o resveratrol no cérebro de ratos e verificaram aumento da secreção de insulina e redução dos níveis glicêmicos, mesmo nos animais que receberam dieta hipercalórica. A substância interage com a sirtuína, proteína encontrada no sistema nervoso central. A descoberta pode dar origem a medicamentos que tenham a sirtuína como alvo. Pesquisadores ressaltam, porém, que o mecanismo não parece explicar o efeito protetor do vinho contra o diabetes tipo 2, já que o resveratrol não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/componente_da_uva_age_no_cerebro_e_previne_diabetes.html

Meu comentário:

Ótima notícia para quem gosta de vinho, mas tem restrição quanto ao seu consumo por ter diabetes. Mas é preciso cuidado com estas informações. Apesar da bebida ser apontada como protetora, o que várias pesquisam mostram, o seu consumo em excesso pode ser devastador. É importante lembrar que o álcool se transformará em açúcar, o que pode consequentemente prejudicar o controle glicêmico. Sabe onde quero chegar???

Pois é, na palavra mágica: EQUILÍBRIO! A quantidade responsável pelo benefício é apenas um cálice do vinho tinto por dia!!! Portanto para aqueles que acham estar protegidos pelo consumo do vinho, cuidado...não exagere na quantidade! E para fechar, ainda faz parte da prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (como o diabetes, por exemplo), alimentação saudável, prática de exercício físico, enfim hábitos de vida saudáveis!

Grande beijo

Viviane

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DIA DAS MÃES

Em homenagem ao Dia das Mães, vou escrever sobre alimentação na gravidez, isso porque são mamães super fresquinhas...risos...



E é bom lembrar que durante esses noves meses, seu filho dependerá da sua alimentação para ter uma nutrição e desenvolvimento adequado. Uma responsabilidade e tanto!
O ganho excessivo de peso pode levar a complicações durante a gestação, como diabetes e hipertensão, porém a desnutrição materna também pode comprometer a saúde do seu bebê, é uma das principais causas do baixo peso ao nascer, que posteriormente pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento da criança.
Portanto, vamos cuidar de sua alimentação para que você tenha uma gestação tranqüila favorecendo assim o trabalho de parto, a lactação e conseqüentemente possibilitando a nutrição adequada ao seu filho.
A alimentação deve conter todos os grupos de alimentos, com atenção especial às proteínas, vitaminas e minerais. Veja a seguir a divisão dos grupos de alimentos na Pirâmide dos Alimentos:


As porções citadas terão alteração de acordo com o Plano Alimentar. Siga as quantidades propostas no seu esquema alimentar. Quanto mais colorido seu prato, maior a chance de estar sendo ingerindo uma alimentação equilibrada.


Para melhorar absorção do Ferro: dê preferência ao consumo de frutas fontes de vitamina C (veja a tabela abaixo) no almoço e jantar, evite o consumo de leite e derivados no almoço e jantar (ex: queijos, preparações com leite ou creme de leite, e outros).


Para melhorar absorção do Cálcio: dê preferência para consumir o leite com frutas e não com achocolatado ou café.


A quantidade fibras ingeridas será de grande importância, já que é muito comum ocorrer a obstipação intestinal. Portanto aumente o consumo de alimentos fonte de fibras: verduras e legumes crus, frutas (com casca e bagaço), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), cereais integrais e etc. Para que a fibra tenha bons resultados é necessário também a ingestão de 8 copos de água por dia.


Evite o consumo de: café, chá mate e preto, bebidas alcoólicas, temperos irritantes, sal e gorduras.


A atividade física também é uma grande aliada para a gestação saudável. Ajuda no metabolismo e na melhor absorção dos nutrientes, porém deve ter a prescrição médica.



Algumas dicas para:

Azia: Fracionar as refeições é muito importante, evite períodos longos sem se alimentar.



Enjôos: Procure não ficar muito tempo sem comer. Lembre-se que os alimentos que evitam o aparecimento dos enjôos são os alimentos frios e salgados. Evite estar próxima de cheiros fortes como o de frituras, café, cigarro, etc., mas se os enjôos aparecerem, chupe uma pedra de gelo.



Cãimbras: praticar exercícios físicos. Alimentos importantes: coco, espinafre, figo seco, feijão, kiwi, banana, mandioca, mandioquinha, noz, palmito, acelga, aipo, maracujá.- utilize a água de cocção dos vegetais, ali fica grande quantidade de potássio.



Inchaços: Evite temperos prontos tipo caldo de carne, sal de adição, pratos prontos, shoyo, embutidos, alimentos em conserva, e outros alimentos salgados. Beber bastante água durante todo o dia!



São apenas algumas dicas para ajudar esta nova mamãe!

Aproveito para desejar tudo de bom a todas as mães do mundo, pois sem elas não poderíamos ter a grandiosa experiência de um dia se mãe também!

Beijos

Viviane

PRÊMIO TOP BLOG 2010

Já estamos participando do prêmio TOP BLOG 2010!

Ano passado ficamos entre os três blogs mais votados da internet! Fiquei muito feliz com a participação de todos! Vocês, leitores e seguidores que me ajudaram!!!
http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Vencedores2009

Vamos conseguir este ano também!

Votem....tem o selo ao no início do blog!

Ou votem pelo link: http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Busca&c_b=182727

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Refrigerantes aceleram o envelhecimento precoce

Pois é...o refrigerante nunca teve boa fama, não é mesmo? Bebida rica em açúcar e sódio e pobre em nutrientes saudáveis, é responsável pelo ganho de peso, aumento da glicemia (alta concentração de açúcar), baixa ingestão de água, retenção de líquidos, prejudica nosso cálcio, aumentando as chances de osteoporese....enfim!!! Muitas são as desvantagens...



Se você está achando pouco, uma recente pesquisa mostrou que o elevado teor de fosfato presente nos refrigerantes, pode acelerar os sinais de envelhecimento, aumentando a prevalência de doenças relacionadas com a idade, como doença renal crônica e calcificação cardiovascular, além de induzir à atrofia muscular e da pele.



De acordo com os pesquisadores, quando o fosfato entra no organismo, reage com as substâncias responsáveis pelo metabolismo celular acelerando o processo de envelhecimento. O fosfato é encontrado naturalmente em alguns grãos, leite, gema do ovo, mas é adicionado em quantidades maiores em refrigerantes, chocolates, pirulitos, balas, doces industrializados, sorvetes, ketchup, maionese e pratos prontos, incluindo os congelados.



Portanto, depois de mais fator contra o refrigerante...vamos nos cuidar e controlar a ingestão deste tipo de bebida!!!



Grande abraço a todos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Filhos acima do peso?



Coma menos, filho
Mães nem sempre reconhecem quando suas crianças estão acima do peso
Carlos Fioravanti - Edição Impressa 169 - Março 2010

O olhar das mães é poderoso. Descobre segredos, descortina o futuro, fortalece, afugenta fantasmas. Nem sempre, porém, identifica quando os filhos estão um pouco acima do peso. Em um estudo feito em Vitória, capital do Espírito Santo, com 1.282 crianças de 7 a 10 anos, apenas 10% das respectivas mães reconheceram que os filhos com sobrepeso ou obesidade estavam realmente pesando acima do normal para a altura e a idade.
Em outro estudo, essa equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) verificou que 14% desse mesmo grupo de crianças apresentava pressão arterial acima do normal. “São dados preocupantes”, comenta Maria del Carmen Molina, professora da Ufes e coordenadora desses estudos. “Excesso de peso e hipertensão são dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte na população brasileira.” Os pesquisadores esperavam que 20% das crianças estivessem com peso acima do recomendado (encontraram 23,3% com sobrepeso ou obesidade) e no máximo 10% com pressão arterial elevada.
Para avaliar esse risco futuro de enfarte ou de acidente vascular cerebral, os pesquisadores da Ufes não mediram apenas o peso, a altura e a pressão arterial de crianças de 7 a 10 anos de 29 escolas públicas e seis particulares de Vitória. Também avaliaram a alimentação, perguntando com que frequência consumiam frutas, sucos, legumes, leite, feijão, doces, salgadinhos, refrigerante, batata e maionese, e se tinham o hábito de fazer a primeira refeição do dia, o café da manhã. O que viram é que a garotada não está se alimentando tão bem quando as mães imaginavam. Viram também que o lazer, principalmente o sedentário, é intenso, com pelo menos três horas em frente à televisão ou no video­game, raramente saindo para brincar de pega-pega, jogar bola ou andar de bicicleta.
Examinando essas quatro variáveis (excesso de peso, hipertensão, alimentação de baixa qualidade e quatro horas ou mais de lazer sedentário diário), os pesquisadores verificaram que 20% das crianças apresentavam três fatores de risco para doenças cardiovasculares, 34% tinham dois fatores, 27% apenas um fator de risco e 12% não apresentavam nenhum fator de risco, de acordo com o trabalho da equipe da Ufes, em conjunto com a Universidade Autônoma de Madri, em fase de publicação.
O estado de saúde dos filhos pode refletir o das mães. Em um levantamento com 14.914 crianças brasileiras com menos de 10 anos publicado em 1996 na Revista de Saúde Pública, Elyne Engstrom, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Luiz Anjos, da Escola Nacional de Saúde Pública,verificaram que crianças com sobrepeso tinham mães também com sobrepeso. Um estudo com 800 pais e mães de 439 estudantes realizado na Holanda chegou a resultados similares: 75% das mães e 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho ou filho estava com peso normal. Nessa pesquisa, publicada em janeiro na revista Acta Paediatrica, emergiu também uma relação direta entre o sobrepeso dos pais e o dos filhos.
Bebês prematuros - Agora o estudo em Vitória revela uma associação entre a escolaridade das mães e o risco de doença cardiovascular dos filhos: quanto mais anos de estudo das mães, melhor tende a ser a alimentação e portanto o peso, mais normal a pressão arterial e mais diversificada as atividades físicas dos filhos. “Verificamos também que a hipertensão é mais comum em crianças prematuras, que nascem antes de 37 semanas”, disse Maria del Carmen. “O desenvolvimento de doenças crônicas poderia ser uma das sequelas de nascer antes do tempo normal e com peso entre 700 gramas e 1 quilograma (kg), em vez de no mínimo 2,5 kg.”
Os resultados desses estudos não circularam apenas por meio de revistas científicas especializadas. “Mandamos carta para cada família informando que a criança tinha apresentado pressão arterial elevada e sugerimos que procurassem um posto de saúde ou um médico para confirmar o diagnóstico”, informou Maria del Carmen. “Comunicamos também à Secretaria de Saúde, cujos diretores e técnicos começaram a perceber que a hipertensão, antes considerada doença de adulto, pode ser também um problema de crianças. A primeira providência foi comprar medidores de pressão adequados para crianças e enviar aos postos de saúde.”
A responsabilidade por essa situação não é só da família – ou das mães. “Nas escolas que atendem a população de renda mais baixa”, observou Maria del Carmen, “mesmo com cardápio padronizado, as merendeiras colocam muito mais comida do que deveriam para as crianças, porque acham que precisam. Mesmo com cardápio padronizado, o valor calórico das refeições oferecidas às crianças às vezes era o dobro do que deveria ser”.
> Artigo científico
MOLINA, M.C. et al. Correspondência entre o estado nutricional de crianças e a percepção materna: um estudo populacional. Cadernos de Saúde Pública. 25(10):2.285-90. Out. 2009.



Meus comentários:

Em primeiro lugar, quer deixar claro que não coloquei esta matéria para que as mães se sintam culpadas ou negligentes, e sim para perceber nossos atos diários!

Acho muito interessante este artigo, pois mostra como deixamos de observar nossa rotina, viver na correria, e deixar de perceber alguns detalhes, e não apenas na vida dos filhos, com certeza na nossa vida.

Eu sempre digo que nossos filhos, quando dependentes, comem o que oferecemos. Se gosta de guloseimas, é porque mostramos a ele que isto existe! Aí, quando adolescente, onde ele começa a ter uma certa independência de escolha...queremos proibir de tudo?

Coloco algumas questões para reflexão:

Será que não é melhor ensinar limite, inclusive de alimentação desde bebê?

Por que pensamos que as crianças são diferentes de adolescentes?

Por que esperamos criar um hábito, para depois dizer que aquilo que fizemos até então, está errado?


Pensem nisso...e pensei em como nós estamos nos cuidando!
Beijos!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alimentos e Depressão

Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão

IARA BIDERMANCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão."O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.


Ação inflamatória


Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão."A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio."Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas uma dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.



Estarei publicando dicas de alimentos e bem estar. Aguardem.


Pois amigos, vamos cuidar da nossa alimentação e ser feliz!
Grande abraço


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pesquisa da USP mostra que consumo moderado de manteiga ou margarina não afeta coração

Pesquisa da USP mostra que consumo moderado de manteiga ou margarina não afeta coração - Estudo foi feito com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros


Consumir manteiga ou margarina em quantidades moderadas não aumenta o risco de ter doenças cardiovasculares. É o que mostra uma pesquisa da USP feita com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros e aumenta em cinco vezes a chance de sofrer derrames e ataques cardíacos.
O estudo, feito durante o doutorado da nutricionista Ana Carolina Gagliardi no Instituto do Coração (InCor), foi o primeiro no Brasil a estudar se manteiga ou margarina pioram o risco de doenças cardiovasculares. "No Brasil, mais de 50% da população tem o hábito de consumir manteiga ou margarina todos os dias", explica Ana Carolina.
Em seu estudo, a nutricionista solicitou que 66 voluntários deixassem de consumir as manteigas ou margarinas que estavam acostumados. Em seguida, os dividiu em quatro grupos e pediu para que consumissem, diariamente, as quantidades recomendadas por ela. Um dos grupos passou a consumir 15 gramas (g) de manteiga por dia; um segundo grupo consumiu 18g de margarina com gorduras trans; outro grupo de voluntários, 36g de margarina sem gorduras trans; e outro, 30g de margarina com fitoesterol, substância que reduz a quantidade de colesterol ruim do sangue. Cada uma dessas quantidades de manteiga ou margarina traz 12g de gordura. Para efeito de comparação, uma colher de sopa de margarina cheia pesa 15g.
Durante a pesquisa, nenhum dos voluntários mudou a dieta. Eles relataram ingerir poucas calorias (1.500 por dia), com mais gordura saturada e menos fibra que o recomendado.Poucas variaçõesDepois de 35 dias, a quantidade de proteínas que indica o risco de infarto permaneceu igual no sangue dos voluntários. O tempo para a mudança de dieta influenciar na quantidade dessas moléculas é de 28 dias. O colesterol ruim, chamado de LDL, também não aumentou no sangue. Apenas a margarina com fitoesterol ajudou a reduzir os níveis de colesterol ruim do sangue. O peso também não variou durante esse período.
Quem tem síndrome metabólica sofre pelo menos de três dos seguintes sintomas: obesidade na barriga, pressão alta, níveis baixos de bom colesterol (HDL) e altos níveis de glicose e gordura no sangue.Ana Carolina explica que são necessários mais estudos para saber se o risco de doenças do coração também permanece inalterado em pessoas saudáveis. Como a quantidade de gordura não afetou os pacientes que tinham maior propensão a doenças cardiovasculares, o mesmo deve acontecer com pessoas saudáveis.A pesquisadora explica que, desde que não exagere, a pessoa pode consumir manteiga ou margarina sem culpa. "As gorduras são calóricas, mas se a pessoa diminuir um pouco a quantidade de fritura, por exemplo, pode comer. Até mesmo quem deseja perder peso".
O doutorado de Ana Carolina foi defendido no Laboratório de Lípides do InCor, que pertence ao Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A pesquisa foi orientada pelo cardiologista Raul Dias Santos Filho. Colaboraram no trabalho os pesquisadores Raul Maranhão, Eraldo Souza, da FMUSP, Jorge Mancini da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e Ernest Schaefer da Universidade de Tuft, nos EUA.
Da USP
Áudio disponível:
Meu Comentário:
Apesar de ser um estudo apenas (precisamos de muitos para real comprovação), já é possível afirmar o que eu digo: Com boa orientação profissional e equilíbrio, podemos manter uma alimentação saudável, sem abrir mão de todos os nossos prazeres! Temos que curtir e amar nossa vida!
Grande beijo
Viviane

Virada da Saúde

Virada da saúde

Coloque na sua agenda: dia 27 de fevereiro de 2010, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, das 14 às 17 horas, acontece a VIRADA DA SAÚDE, um evento organizado pelos Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo.

Venha exercer a sua cidadania. Junte-se aos milhares de profissionais, estudantes e usuários dos serviços de saúde na defesa da vida saudável da população. Estaremos defendendo também a dignidade e a autonomia das profissões da saúde, manifestando contra o PL nº 7.703/2006 (ATO MÉDICO). Aguarde a programação cultural.

Solicitamos a todos que mantenham a mobilização, entrando no site www.atomediconao.com.br e enviando carta aos senadores, solicitando para que não aprovem o PL nº 7.703/2006. Pedimos também que os profissionais e estudantes das demais cidades do Estado organizem manifestações pacíficas contra a aprovação de qualquer lei que afronte a autonomia dos profissionais da saúde e o livre acesso da população aos seus serviços (veja nossa proposta no site).

Organizem suas caravanas para participar da VIRADA AD SAÚDE. Veja no site www.atomediconao.com.br endereços e preços das empresas de ônibus e vários modelos de carta:
1) pedido aos reitores das universidades ajuda para custear os ônibus;
2) informe à imprensa, profissionais, estudantes e à sociedade sobre o movimento[veja modelos da carta];
3) vários artigos e vídeos sobre o assunto.
Entre também em contato com os sindicatos, associações e conselhos de sua profissão para obter mais informações e solicitar ajuda na organização da caravana. Perguntas e dúvidas devem ser enviadas para contato@atomediconao.com.br.

Você também pode enviar artigos e vídeos para serem publicados no site. Com a sua participação, iremos fazer história.
http://www.atomediconao.com.br/banners/virada1/virada1.html

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reduzindo o SAL da nossa alimentação

Muitas pessoas gostam do velho tempero SAL. Pena que não faz muito bem para nós!!!

O consumo do sal está relacionado ao aumento da pressão arterial, que por sua vez está presente em casos de doença coronariana e acidentes vasculares cerebrais. Portanto, será que vale a pena arriscar por não querer trocar o tempero???

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá, porém, algumas pesquisa revelam que nos países ocidentais o consumo de sal chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.

Temos que lembra também, que os alimentos já contém sódio (um dos minerais que compõe o sal) naturalmente, portanto, o melhor é reduzir ao máximo o consumo do sal de adição!!!

Então vamos lá, algumas dicas para substituir o sal!
- Retire o saleiro da mesa.
- Dê preferência aos temperos naturais como: sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, entre outros.
- Evite ao máximo os temperos industrializados, sejam na forma de tabletes ou pós.
- Evite as conservas, enlatados, salgadinhos, carnes processadas, embutidos e fast food.
- Algumas pesquisas têm mostrado os benefícios dos alimentos ricos em potássio em reduzir a pressão arterial. Alguns alimentos importantes: feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, abóbora, cenoura, beterraba, tomate, batata inglesa e laranja, banana, melão, frutas secas, germe de trigo, farelo de trigo, flocos de cereais, arroz integral.
- Não despreze a água de cocção, pois o potássio passa para a água durante o cozimento.
- Leia a informação nutricional presente no rótulo do alimento. Considere um alimento com elevado teor de sódio quando ele tiver mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml e baixo teor de sódio quando apresentar 140 miligramas de sódio, ou menos, por porção ou por 100 gramas.

Lembrem-se mulheres, que além desta relação negativa do sal com a saúde, ele também prejudica muito a retenção de líquidos, piora celulite, portanto, capriche nestas dicas!!!

Grande abraço!