PRÊMIO TOP BLOG 2013

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dicas de comportamento da Nutricionista

Lembram que eu iria colocar algumas dicas para ajudar na redução de peso?
Então vou colocar em três etapas algumas dicas, ok?
Espero que ajudem a todos
!

1) Comece mudando o nome DIETA. Este termo dá a impressão de que é algo sofredor, e pior, por curto tempo. Veja só, quantas vezes você não disse assim: “vou fazer dieta para perder 2 quilos até o casamento”. Passa o casamento, e volta os dois quilos!

2) Você acredita que está neste mundo só para sofrer? Então, por que fazer dieta a vida inteira?

3) Pense em reeducação alimentar, pois desta maneira você aprende a comer e se dá bem em qualquer situação!

4) Perceba os alimentos! Sinta ao máximo as qualidades do alimento que você come.

5) Identifique e “curta” os quatro sentidos (olfato, paladar, visão, tato) do alimento! Sua refeição deve ser tão atrativa quanto aquela vitrine do shopping!

6) Evite alimentação automática.

7) Varie bastante os alimentos que você come. Ou você aguenta comer barra de cereal, iogurte, salada e grelhado todo dia? Assim não dá, não é mesmo?

Bom, vou colocando aos poucos para que possamos refletir e colocar em prática!
Beijos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Emagrecimento...bicho de sete cabeças?

O alimento, além de nutrir, é sinal de afeto. Quando o bebê está chorando, suspeita-se em primeiro lugar de FOME. Então lhe é oferecido leite para saciar a fome, e neste momento já estabelecemos relação alimento/emoção. O bebê percebe que se chora, “ganha” comida. Claro que ele vai aprendendo (e os pais também) que o choro pode expressar diversos sentimentos, que não só o alimento. Para o bebê, “matar a fome” pode ser sinal de aconchego e carinho. Comer pode ser sinal de compensação, seja esta positiva ou negativa, prazer, raiva, enfim...

O tratamento para obesidade é muito complexo já que é considerada uma doença multifatorial (quer dizer que pode acontecer por vários fatores), portanto a escolha e o sucesso do tratamento, também não é tão simples!
Precisamos conhecer primeiro nossa relação com o alimento, que nem sempre é apenas saciedade. Afinal, por que comemos? Comemos porque estamos com fome, estamos tristes, alegres, comemorando alguma data especial? Pois é, percebe que não é tão simples?

Sempre aconselho o registro alimentar associado às sensações e emoções do dia, pois desta maneira, podemos conhecer melhor nossos hábitos. Pense antes de se alimentar. Identifique se você está comendo porque está com fome, vontade de comer ou por ansiedade. Comemos de maneira diferente em cada uma destas situações. Se você chegar a conclusão que é ansiedade, procure fazer outra atividade no lugar de comer! Vá escutar uma boa música, converse com os amigos, enfim...mude o vínculo!

Não crie metas impossíveis! “Perder 10 kg em uma semana!” é possível ganhar na mega sena sem jogar? Então... Isto pode gerar frustrações desnecessárias, ao passo que metas compatíveis com a situação, faz com que você valorize cada momento, cada conquista, sendo assim, sinta-se cada vez mais incentivada a continuar.

Reflita sobre sua real vontade de emagrecer. É realmente sua vontade ou dos outros? Temos o momento certo para começarmos e quem decide este momento, é você!
Emagrecer exige seu comprometimento. O profissional te ajudará, com certeza, porém o sucesso depende muito de você.

Antes de começar... Mude o pensamento!!! Não pense em DIETA! A palavra dieta passa a impressão de sofrimento, tratamento curto e resultado a curto prazo. Será que você nunca se pegou dizendo “faço dieta a vida inteira”. Pois é, não está na hora de parar de fazer dieta? Será que ela realmente está funcionando?

Comece a pensar em Reeducação Alimentar. O processo por ser mais lento, porém, com certeza mais efetivo.

Bom, hoje, só coloquei a cabeça de vocês para pensar!!!Nas próximas semanas vou colocar algumas técnicas comportamentais que podem ajudar na redução do peso. Porém, lembre-se sempre: procure um profissional pra que ele te ajude de maneira eficaz e personalizada nesta fase.

Grande beijo, até a próxima!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Prêmio TOP BLOG

Quero agradecer a todos que participaram da votação...estamos entre os três finalistas!
MUITO OBRIGADA MESMO!!!
Grande Beijo

Viviane

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Morcela

Recebi um email de uma leitora do blog pergntando sobre a morcela. Resolvi então publicar algo sobre o assunto, já que muita gente não conhece!

Morcela é um enchido feito com uma combinação de carne de porco (aparas de entremeada, língua e coração), sangue e arroz (em alguns casos) condimentada com alho, louro, cravinho, cominhos e cebola. Após o enchimento sofre um processamento térmico (cozedura), sendo arrefecida rapidamente e posteriormente colocada na área de secagem.

Na região Norte são características: a morcela de lombo (feita a partir de tripa de porco recheada com um preparado de lombo de porco cozido e picado, pão ralado, amêndoas pisadas, açúcar com água, canela e banha) e a morcela de sangue (feita como a anterior mas, em substituição do lombo de porco, leva sangue de porco cozido e ralado).

Em Portugal é um prato típico, sendo possível encontrá-lo em diversas regiões. A morcela confeccionada na região da Guarda é reconhecida como tendo grande qualidade, assim como as dos Açores e de Portalegre. Inclui pedaços de carne entremeada, ligados com sangue de porco, que lhe conferem uma cor escura. É temperada com diversas especiarias, contando-se entre elas os cominhos e o cravinho, que emprestam uma grande intensidade ao seu sabor. Pode ser servida assada, cozida ou fria. É frequentemente utilizada como complemento ao cozido à portuguesa, às fava com chouriço e à feijoada.

Os produtos tradicionais portugueses são produtos únicos que têm origem na região que lhes dá o nome e que têm uma forte ligação com essa mesma região, de tal forma que é possível demonstrar que a qualidade do produto é influenciada pelas raças animais, solo, vegetação, clima e tecnologia de fabrico.

A produção de alimentos tradicionais, tanto de forma “caseira” como a um nível mais industrial, deverá ser enquadrada segundo as exigências atuais de higiene/salubridade, numa perspectiva de proteção do consumidor. Este, não só valoriza as propriedades organolépticas e nutricionais dos produtos tradicionais como tem vindo a dar cada vez mais importância à segurança dos alimentos.

Neste contexto surgiu a adoção de estratégias de valorização comercial dos produtos tradicionais, através da certificação e consequente atribuição das marcas. O processo de certificação constitui um importante passo de defesa destes produtos, uma vez que procura assegurar as condições de higiene com que estes são produzidos, bem como o respeito pelos métodos de fabrico tradicionais, garantindo, assim, a autenticidade e a origem dos produtos.


Morcela Preta
Informação Nutricional (Porção 45g - 9 fatias )
Valor calórico = 112kcal
Carboidratos = 2.4g
Proteínas =7.2g
Gorduras totais =13g
Gorduras saturadas =4g
Sódio = 368g


Morcela Branca
Informação Nutricional (Porção 40g - 11 fatias )

Valor calórico = 96kcal
Carboidratos = 2.4g
Proteínas = 6.4g
Gorduras totais = 14.6g
Gorduras saturadas = 4g
Sódio = 280g

Acesse o site www.coopsantaclara.com.br/confrariagourmet e confira receitas com morcela.

Referências bibliográficas
http://www.coopsantaclara.com.br/site2006/produtos/produto.php?cod=72009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Morcela

Retomando....

Olá!!! Peço desculpas a todos
pelo tempo que fiquei escrever...
...estou retomando!!!
Beijos

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Alimentos Orgânicos

Alimentos orgânicos são aqueles cultivados sem fertilizantes químicos ou agrotóxicos, são alimentos obtidos de maneira simples, pela ação da própria natureza. Uma grande vantagem atribuída aos alimentos orgânicos é de que são mais enriquecidos de nutrientes, uma vez que a terra utilizada no seu cultivo é fértil e natural e não há nenhuma interferência de substâncias químicas no processo.

Mas esta semana surgiu uma polêmica! Um estudo concluiu que eles não apresentam mais benefícios nutricionais. Leiam a matéria publicada no site da UOL.

No final do texto dou minha opinião!

Alimentos orgânicos não são mais nutritivos, segundo estudo
Da Reuters Em Londres

Os alimentos orgânicos não apresentam benefícios nutricionais superiores aos alimentos comuns, concluiu um estudo grande divulgado nesta quarta-feira.Pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres disseram que os consumidores estão pagando preços mais altos por alimentos orgânicos devido a seus supostos benefícios para a saúde, criando um mercado global de orgânicos que movimentou 48 bilhões de dólares em 2007.Mas uma revisão sistemática feita de 162 artigos científicos publicados nos últimos 50 anos não constatou diferença significativa entre os alimentos orgânicos e os outros.

"Constatou-se que existe um número pequeno de diferenças em teor de nutrientes entre os alimentos orgânicos e os que são produzidos convencionalmente, mas que é pouco provável que elas tenham relevância em termos de saúde pública", disse um dos autores do relatório, Alan Dangour."Nossa revisão indica que não existem no momento evidências que fundamentem a escolha de alimentos orgânicos em detrimento dos alimentos convencionalmente produzidos, com base na superioridade nutricional de uns sobre outros."Os resultados da pesquisa, que foi encomendada pela Agência de Padrões de Alimentos do governo britânico, foram publicados no "American Journal of Clinical Nutrition".As vendas de alimentos orgânicos vêm caindo em alguns mercados, incluindo a Grã-Bretanha, na medida em que a recessão vem levando os consumidores a reduzir suas compras.A Associação dos Solos disse em abril quem em 2008, após uma queda na demanda no final do ano, as vendas de produtos orgânicos na Grã-Bretanha cresceram apenas 1,7 por cento, muito abaixo do índice de crescimento anual médio de 26 por cento verificado nos últimos dez anos.(Reportagem de Ben Hirschler)

fonte: http://noticias. uol.com.br/ ultnot/cienciaes aude/ultnot/ reuters/2009/ 07/29/ult4296u78 4.jhtm


Sempre digo aos meus pacientes qual o principal objetivo em se adquirir determinado produto! Temos muitas marcas e variedades no mercado. Precisamos primeiro saber se o objetivo é emagrecer, comer menos açúcar, menos sódio ou gordura, enfim!No caso dos orgânicos, recomendo que se faça uma higienização perfeita, pois, justamente por não ser utilizado nenhum produto químico, podem ser facilmente contaminados.

Se a idéia é um produto mais natural, vá em frente!

Beijos

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que mais pode engordar?

Vejam que interessante esta matéria publicada na Folha de SP - 30/07/2009.

Lendo a matéria fica muito claro a importância do acompanhamento nutricional personalizado! Individualizando o tratamento é possível levar em consideração hábitos alimentares, de vida e rotina de cada um, consequentemente...só esperar o sucesso do tratamento!

JULLIANE SILVEIRADA REPORTAGEM LOCAL Pode soar como a desculpa mais esfarrapada de quem não consegue emagrecer: "Não como muito e engordo!". No entanto, os lamentos daqueles que ganham peso independentemente da ingestão de calorias podem ser reforçados por explicações científicas - e conhecê-las também ajuda a obter bons resultados em um programa de perda de peso.Há alguns anos, pesquisadores de todo o mundo buscam entender os motivos que têm levado a população a ganhar mais peso. "A epidemia de obesidade vem de 30 anos para cá. Pensa-se que as pessoas comem mais e estão mais sedentárias, mas há outras coisas que ajudam a explicar esse fato", diz Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.Não que a fórmula consagrada para emagrecer (ingerir menos calorias do que se gasta) não deva ser levada em conta, assim como a genética, fator predisponente por excelência. Porém, há situações e agentes externos que modificam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura, estimulam o apetite ou dificultam a queima das células gordurosas."É preciso saber que a gente não controla absolutamente nosso peso. Existem mecanismos, alguns ainda desconhecidos, que também exercem controle. Não é só "fechar a boca", é preciso identificar outras causas que podem estar interferindo no aumento do peso", afirma Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).A estudante de nutrição Paula Bokor, 28, sabe bem que parar de comer pode não ser suficiente para emagrecer. Desde que sua irmã mais nova morreu, há um ano, ela acumulou 11 quilos extras. O problema também atingiu seu irmão, que ganhou 20 quilos no período."Sempre controlei meu peso com alimentação e exercícios. Nesse ano, porém, não me pesava, não dava importância. Só recentemente eu me dei conta de que tinha engordado muito e de que isso poderia estar relacionado ao trauma", diz.Mesmo controlando a alimentação e usando remédio para perda de peso com orientação médica, Paula ainda não conseguiu emagrecer. "Ao menos estacionei nos 11 quilos. Mas minha endocrinologista me aconselhou a fazer acompanhamento psicológico", diz.O estresse, causado por questões emocionais ou por pressão no trabalho, por exemplo, tem sido considerado um dos principais fatores predisponentes ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.Situações estressantes propiciam o aumento na secreção de cortisol, hormônio que estimula o apetite e aumenta a proliferação e o acúmulo das células de gordura. Para Halpern, do HC, o estresse crônico pode contribuir para elevar medidas mesmo que a pessoa não consuma calorias em exagero."Outro mecanismo descoberto mais recentemente é o aumento da secreção do neuropeptídio Y, substância que eleva a sensação de fome e favorece a deposição de gordura no abdômen", acrescenta Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.Para que o programa de redução de peso seja eficaz, em muitos casos são indicadas terapias complementares para diminuir os níveis de estresse, como acupuntura, ioga e meditação. "Todos os mecanismos de relaxamento e liberação de endorfina ajudam e, aqui, entram também os exercícios, não só por causa da queima calórica mas pela sensação de bem-estar", afirma Zanella.Sono ruimDurante os últimos dois anos, a coordenadora de enfermagem Aline Maia, 29, trabalhava à noite, em esquema de plantão. Há dois meses, foi promovida no hospital e agora atua em horário comercial.As mudanças nos padrões de sono e o aumento da responsabilidade com o novo cargo dificultam um descanso de qualidade durante a noite. O resultado foram cinco quilos a mais adquiridos no último bimestre, ainda que a alimentação seja equilibrada no dia a dia."Fui proibida de trabalhar mais de oito horas por dia e fico estressada porque tenho de dar conta de todo o trabalho nesse período. Tenho vários estímulos que não me deixam relaxar à noite e durmo mal, fico planejando o que vou fazer no dia seguinte, demoro para pegar no sono e tenho medo de não acordar na hora: programo três celulares para tocar às 5h30."A secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o acúmulo de gordura corporal.Por exemplo, há redução de leptina -hormônio relacionado à sensação de saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos também ocorre o aumento na secreção de grelina, o hormônio responsável por estimular o apetite."Vemos ganho de peso em quem não tem um ritmo normal de sono, como quem trabalha em esquema de plantão", diz Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).Quem sofre de apneia também apresenta mais chances de acumular gordura, especialmente na região abdominal. A doença pode causar falta de oxigênio no cérebro, o que funciona como um agente estressor, estimulando a liberação de cortisol e todos os efeitos do estresse no ganho de peso. "Magros com apneia têm mais peso do que os que não têm a doença -e acumulam gordura no tronco mais do que os outros", diz Zanella, da Sbem.RemédiosAlguns antidepressivos e antipsicóticos podem estimular o apetite ou a compulsão por açúcar em alguns pacientes e levar ao aumento de peso. Outras hipóteses são a redução do metabolismo e o aumento na reprodução de células adiposas com o uso dessas drogas.O ideal é observar se há ganho de peso que coincide com o início do uso do remédio e comentar com o médico. Em alguns casos, é possível trocar a droga por outra menos danosa ou tratar o efeito colateral."Recomenda-se desde o controle da alimentação até o uso de remédios, sempre com orientação médica. Infelizmente, os pacientes só buscam um especialista após terem engordado muito", diz Coutinho.Os corticoides, drogas de ação anti-inflamatória, têm na lista de seus efeitos colaterais o favorecimento do acúmulo de gordura. Quando ingeridos, provocam no organismo efeitos semelhantes aos do cortisol.A estudante de direito Daniela Gomez, 20, precisou tratar uma doença autoimune no sistema nervoso com esse tipo de remédio. De dezembro do ano passado até o início de julho, havia adquirido 20 quilos -recuperou os nove que perdeu durante uma internação anterior e ganhou mais 11."Fui avisada de que os remédios alteravam o metabolismo, mas não achei que seria tanto. Sempre estive um pouquinho acima do peso ideal e conseguia controlar com a alimentação."No início, sentiu o apetite aumentar muito -um dos conhecidos efeitos do cortisol- e comia o dia inteiro. Depois, tentou se controlar, mas não conseguia perder peso.No último dia 10, encerrou o tratamento com o corticoide e, desde então, perdeu três quilos.Outras causasA baixa ingestão de cálcio também tem sido relacionada ao maior acúmulo de gordura corporal. Alguns estudos sugerem que esse mineral é importante no processo de quebra de gordura e que, na sua falta, há acúmulo de tecido gorduroso.No entanto, não adianta tomar suplementos de cálcio com a intenção de emagrecer. As pesquisas mostram que o cálcio da dieta (presente em leites e derivados, por exemplo) é mais importante nas reações químicas que envolvem a queima de gordura. O indicado é atingir a recomendação de 1.000 mg diários do nutriente.Maria Tereza Zanella pondera que as associações encontradas podem ocorrer por uma intolerância à lactose mais frequente em obesos (daí a falta de cálcio no organismo). Dados preliminares de um estudo da Unifesp com 45 pacientes mostram que obesos mórbidos são mais intolerantes à lactose.Outra questão que pode contribuir para o ganho de peso é passar a maior parte do dia dentro do escritório. O problema está nas chamadas "zonas termoneutras", áreas com temperatura estável o ano todo à custa de ar condicionado. Elas não permitem que as pessoas sintam frio durante o inverno, situação que acelera o metabolismo. "E no verão, quando as pessoas tendem a comer menos por causa do calor, quem fica no ar condicionado acaba consumindo a mesma quantidade de comida", analisa Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de SP.

sábado, 18 de julho de 2009

ALIMENTAÇÃO E SONO

Quem nunca teve uma noite mal dormida???
Pois é, seja por estresse, agitação, preocupação, enfim, muitos podem ser os motivos para isto. Pesquisas mostram que dormir bem ajuda no combate a obesidade. Que maravilha não é mesmo? Porém, não basta dormir muito, o sono tem que ser de boa qualidade.

Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes do aminoácido triptofano e de carboidratos. A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue e facilitam a passagem do triptofano para o cérebro.
O triptofano, uma vez no cérebro, induz à produção de serotonina que reduz a sensação de dor, relaxa e até induz e melhora o sono.

Hoje quero dar dicas de como a alimentação pode colaborar para uma boa noite de sono!
Alimentos ricos em triptofano: carne bovina (magra) e de peru, frango e peixe, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, oleaginosas como nozes, castanhas e amendoim (cuidado com os industrializados que contém muito sódio e fritos) e leguminosas, tâmara, banana.

Outros alimentos que pode colaborar para um bom sono: verduras (alface é bem interessante!), cenoura, broto de feijão, brócolis, aspargo, palmito.

Uma boa pedida é tomar um copo de leite desnatado (morno) com mel e canela!
Quanto aos chás, temos como opção a base de melissa e camomila.
O maracujá é um calmante natural, aproveite o consumo na forma de suco ou chá.

Evite ao máximo: bebidas alcoólicas, com cafeína (chá mate, preto, verde e suas variações, café, refrigerante a base de cola), chocolate, pimenta, curry, raiz forte e gengibre.

Fique atento: a última refeição antes de dormir deve ser leve, pobre em gordura e de fácil digestão. Tente realizar o jantar quatro horas antes de dormir, pois a digestão difícil pode piorar seu sono.

Bom depois destas dicas...bom sonhos!
Beijos

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DIET X LIGHT

Qual a diferença entre diet e light?

Quero emagrecer, o que escolher?

Posso comer a vontade já que o produto é diet ou light?

O iogurte é zero gordura, que bom posso tomar quanto quiser!

Pois é, estas são dúvidas comuns... E a cada dia as gôndolas dos supermercados estão cheias destes produtos. É necessário conhecer a diferença entre o diet e light para que seu consumo seja eficaz. Então vamos lá!

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) DIET é o alimento para fim especial, ou seja, deve estar isento de um determinado nutriente, como por exemplo, açúcar para diabéticos, sódio para hipertensos. Já o LIGHT deve ter uma redução de pelo menos 25% do valor calórico e/ou de algum nutriente (açúcar, gordura saturada ou total, colesterol, sódio) comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.

Sendo assim, não significa que os produtos diets devem ter menos calorias, pois mesmo retirando o açúcar, por exemplo, o alimento pode conter gordura, como é o caso do chocolate, que apresenta teor calórico próximo do normal. Agora, tomando como exemplo os refrigerantes, independente de ser diet ou normal, contém açúcar e nada de gordura, portanto, pensando na versão diet, onde é retirado o açúcar e substituído pelo adoçante, acaba se tornado um alimento de baixa caloria.

Os produtos lights também exigem atenção quanto ao consumo! Muitos pensam que light é sinônimo de consumo liberado! Pois é, não é assim! Neste caso é necessário observar muito bem o rótulo para avaliar se vale a pena seu consumo quando comparado com a versão original. Identificar onde está a redução (de caloria, gordura, açúcar ou sódio) para assim justificar seu consumo. Às vezes o produto apresenta menos caloria do que o original, porém o dobro de sódio...e então...será que vale a pena???

Fique atento aos rótulos! Compare! E pense no seu objetivo antes de escolher os produtos apenas pela propaganda!!!


Referências Bibliográficas:
Portaria SVS/MS n.º 29/98 - Regulamento Técnico referente a Alimentos para Fins Especiais.Portaria SVS/MS n.º 27/98 - Regulamento Técnico referente a Informação Nutricional Complementar.Resolução ANVS/MS n.º 259/02 - Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Candidíase

A candidíase não pode ser curada somente através das alterações da alimentação, porém é de fundamental importância para a eficácia do tratamento. A alimentação garante que a cândida não cresça ou que tenha um crescimento insignificante.
O mais importante no que se refere ao tratamento da infecção pela cândida é melhorar a função digestiva e o sistema imunológico, assim a cândida não encontrará ambiente propício para o seu crescimento excessivo.

Pontos importantes:
Probióticos: são as bactérias intestinais benéficas que residem no nosso intestino e funcionam como um antibiótico natural contra bactérias patogênicas, vírus e fungos como a cândida. Para isso é importante que estejam em equilíbrio na nossa microflora.

Alimentos alcalinos: Alguns alimentos alcalinos: batata, legumes, frutas, creme de leite, água natural, tomate cru, temperos como orégano, salsinha, coentro, manjerona, tomilho, sálvia, mostarda, pimenta, páprica etc.

Cebola e alho: são efetivos no combate tanto da cândida quanto de parasitas. Devem ser consumidos na forma crua ou em suplementos de óleo ou extrato de alho. O processamento do alho em cápsulas provoca perda de parte de sua atividade antifúngica. A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, antiinflamatórias e antifúngicas. Utilizar diariamente durante 1 a 3 meses.

Óleos: O óleo de peixe tem atividade antifúngica comprovada, havendo também benefícios através da ingestão de peixes como truta, salmão, sardinhas, atum e bacalhau por pelo menos 3 vezes/semana. O Óleo de semente de linhaça é boa fonte de ácidos graxos Omega 3 e 6. pode consumir 1 colher (sopa) por dia.

Coma verduras: Uma alimentação equilibrada, com muita salada verde-escura no almoço e no jantar é a salvação das bactérias amigas. A folha verde tem muitas fibras, auxilia na fermentação das boas bactérias, mantém o pH do intestino adequado e, por conseqüência, destrói os fungos.

Vitaminas e minerais: o sistema imune necessita de alguns nutrientes para o seu bom funcionamento como a vitamina A, beta caroteno, vitamina E, iodo, selênio, zinco, ácido fólico e biotina. Esta última é uma das vitaminas do complexo B, e também tem atividade evitando a conversão da cândida na sua forma mais invasiva.

EVITAR
Açúcar
Deve ser evitado, pois além de nutrir a Cândida, o doce modifica o pH intestinal.

Fermentados
Vinho e cerveja são bebidas fermentadas pela ação dos fungos. Em uma situação normal, isso não significa nenhum problema para o seu organismo, porém, enquanto estiver com candidíase, todos os alimentos que contém fungos devem ficar de fora do seu cardápio. Isso inclui todos os tipos de cogumelos, vinagres e produtos que o incluem (ketchup, mostarda, azeitona e picles) e massas com fermento biológico (pão, pizza e torta).

Frutas com moderação
É liberado o consumo de até quatro porções por dia. Apenas o melão e a melancia devem ser excluídos da dieta, já que podem conter fungos (aquela cobertura branca sobre as sementes). Fungos estão presentes também em todos os tipos de frutas secas, que devem ser substituídas pelas frescas durante a crise.
Cuidado também com as frutas cítricas: abacaxi, tangerina, framboesa, jabuticaba, laranja, limão, romã, nêspera, ameixa - preta, ameixa - amarela, cidra, lima,
Frutas com menor grau de acidez: caju, caqui, cereja, damasco, goiaba, maçã, maracujá, manga, pêra, pêssego, uva, morango, carambola.

Alimentos ácidos
Os alimentos que produzem acidez são o açúcar, arroz polido (branco), bebidas alcoólicas, café, doces (chocolates, bolos, tortas, sorvete, bala, adoçados com açúcar), refrigerantes normais e todos cereais descascados. Alguns alimentos ácidos: aves, caldo de carnes, carnes e miúdos, ovos (a gema é alcalina), tomate cozido, queijos, chá preto e aromáticos.

Carboidratos
Os carboidratos refinados e simples, como biscoito, arroz, macarrão e pão branco viram açúcar rapidamente no organismo. Os produtos refinados podem ser substituídos pelos integrais, mas nas crises agudas devem ser cortados completamente. Leite e seus derivados também ficam afastados da sua alimentação. A lactose é um tipo de açúcar. O leite pode ser consumido 1x/dia. Evite o iogurte.

Líquidos com a refeição
Os líquidos durante as refeições podem atrapalhar o processo digestivo e tirar o equilíbrio da flora intestinal. Tome líquidos apenas uma hora depois das refeições. Depois disso fique à vontade. O organismo precisa de pelo menos 2 litros e meio de água por dia para eliminar todas as toxinas.

Dê preferência aos sucos e adoçantes naturais
Os sucos industrializados e refrigerantes contêm açúcar ou adoçantes que servem de alimento para a Cândida, e ácido cítrico - que é produto de um fungo.

Produtos industrializados
Cuidado, observe o rótulo para verificar a presença de ácido cítrico = acidulante INS 330. Este acidulante é um conservante natural utilizado na indústria de alimentos para conservação dos alimentos.

O acompanhamento com seu ginecologista é fundamental!
Beijos