PRÊMIO TOP BLOG 2013

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Suar é sinal de queima de calorias?


Matéria publicada no site da Uol - Ciência e Saúde

Cristina Almeida


Existe a crença de que quanto mais você sua mais calorias você estaria queimando. Muitos vão em saunas para emagrecer ou usam roupas mais quentes para malhar. Mas a verdade é que ao suar você só perde água e sais minerais. É possível até ver uma diminuição no peso, mas as gordurinhas estão intactas e é só você se reidratar para o efeito passar.
A associação de que é preciso “suar a camisa” para perder peso vem do fato de que o suor e o emagrecimento são consequências da prática de atividade física. Entretanto, a transpiração apenas sinaliza que o corpo ultrapassou a média dos 37°C. O exercício acelera o metabolismo, que aumenta a temperatura física e provoca o calor. As glândulas sudoríparas entram em ação para manter o equilíbrio da temperatura, essencial para a manutenção das funções do organismo.
De acordo com Rubens Sargaço, endocrinologista e coordenador do Núcleo Multidisciplinar de Atendimento ao Diabético, do Hospital Samaritano de São Paulo, “durante a prática de atividade física, as pessoas perdem água e sais minerais, mas também queimam glicose e gordura. Essas últimas é que levam à perda de peso e não o suor, que apenas atua para manter a temperatura corporal nos níveis da normalidade”.
Nesse caso, acrescenta a endocrinologista Ana Beatriz de Freitas Castro Marques, do mesmo hospital, “o gasto calórico decorre do aumento do metabolismo muscular e não da elevação da temperatura que, por si só, não acelera o metabolismo”.
O endocrinologista lembra que a prática de esportes também pode dar oportunidade ao surgimento de uma sudoração fria, decorrente da queda de açúcar no sangue: a hipoglicemia. “Se uma pessoa se submete a exercícios intensos, sem reserva de glicose, pode apresentar sintomas como sudorese fria, fraqueza e até desmaios. A forma de prevenir esse estado é conhecida – basta comer antes ou durante essas práticas”, conclui.

Quem sua mais?

Um estudo realizado em 2002 pelo Instituto de Fisiologia Ocupacional da Universidade de Dortmund (Alemanha), concluiu que os homens podem suar 250g por hora, o que representou 70g a mais do que as mulheres observadas no mesmo período. Entretanto, dados do Instituto Australiano do Esporte indicam que essa característica não significa que as representantes do sexo feminino possuam maior capacidade de regular a temperatura corpórea. Ao contrário, como o índice de suor é inferior, há menor oportunidade para dissipar o calor. Daí a sugestão de que elas refresquem o corpo borrifando água e usem roupas que não retenham o calor, principalmente durante a prática de exercícios.
Perda de água ou gordura?A especialista observa que a prática de exercícios com vestimentas não apropriadas agrava a perda de líquidos e sais minerais e pode levar à desidratação. “Tomemos como exemplo o caso dos pilotos de corrida automobilística: eles podem perder até 4 kg durante uma prova. Porém, essa diminuição não traduz queima de gordura e sim perda de água e sais minerais. No final, basta que ingiram alguns copos de água e isotônicos para recuperar o peso perdido”.
Agora, se você sua demais e emagrece rápido, é necessário ficar de olho. “Suar demais é um sintoma de uma doença endocrinológica caracterizada pela hiperatividade da glândula tireoide, que estimula o aumento da produção de hormônios (T3 e T4), encarregados de controlar o metabolismo”, diz Sargaço. “Como o metabolismo atua de forma mais rápida, não só desencadeia a elevação da temperatura corpórea, mas também acelera a queima de calorias. Aqui, estamos diante de um distúrbio que deve ser tratado”.


Meus comentários


Realmente é ilusão pensar que essa perda de peso pós exercício é de gordura, se fosse tão fácil, não é mesmo? Pelo contrário, pequeno grau de desidratação já pode diminuir o rendimento e como consequência, menos resultado para o emagrecimento!
Sempre faço controle de peso com os pacientes antes e depois do treino, justamente para avaliar o estado de hidratação. Dessa maneira é possível avaliar a melhor opção de bebida e alimentação para cada pessoa. Além da melhor opção, escolher a quantidade adequada!

Outra coisa, não ajuda muito, aquela pessoa que não bebe nada de água e já começa o treino desidratada...é necessário que a pessoa esteja bem hidratada sempre, antes, durante e depois dos exercícios!

Grande beijo

Viviae

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Para as gestantes...


Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass. O médico preside o 1º Simpósio Internacional de Pré-Eclâmpsia, realizado neste fim de semana em São Paulo.
“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico. As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança.
A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins. Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto. A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.
Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia.

Evolução silenciosa
Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez. “É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”, comenta.
Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Exames
Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina. Um dos tópicos do simpósio é a existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam.
Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha. “Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.


Meus comentários:

Esta matéria foi publicada no site da UOL - Ciência e Saúde.

Muitas mamães pensam: 'depois que meu bebê nascer eu emagreço...", e nessa acaba não se preocupando com alimentação, engorda mais que o permitido pensando que pode consertar o "estrago" depois. Esquece um fato muito importante...o AGORA, o BEBÊ!

Sempre digo para minhas pacientes que durante a gravidez já estamos educando nosso filho, pois ele está no nosso ritmo, na nossa alimentação, sendo assim, precisamos pensar no agora. Quais consequêcias para meu bebê, de uma má alimentação, de uma fase agitada durante a gravidez???

Vamos começar pensar em prevenção, em saúde...e não no depois, no tratamento. Esta última fase além de mais cara, pode ser mais difícil e muito mais dolorosa!!!

Grande beijo!
Viviane

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

AMARÍLIS LAGE
FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Ele começou a ser utilizado na culinária não por dar sabor aos alimentos, mas por seu potencial sanitário. Com um forte poder esterilizador, o sal conservava a comida, impedindo a reprodução de bactérias. Mas esse aliado inicial da saúde agora está sob a mira das entidades médicas.Associado a uma série de problemas, entre eles a hipertensão, o sal foi alvo de uma ação recente da American Medical Association. A entidade pediu à FDA (agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos) que mudasse o status do sal, até agora considerado uma substância de consumo seguro. Além disso, a associação quer reduzir pela metade a quantidade de sódio em alimentos processados ou servidos em lojas de fast-food.

No Canadá, o guia de alimentação desenvolvido pelo governo segue o mesmo caminho. A próxima edição, que deve sair até o início de 2007, vai trazer recomendações para diminuir o sal na alimentação.O sal não traz só malefícios. Ele é necessário para o equilíbrio dos fluidos corporais e para a transmissão de impulsos nervosos.
O problema é que nosso paladar se adaptou tanto a ele que o consumo se tornou excessivo. Uma pesquisa recente do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) sobre fast-food encontrou sanduíches cujas unidades oferecem quase 80% do sódio recomendado por dia.A Folha ouviu especialistas para saber quais são as conseqüências desse exagero e como diminuir a quantidade de sal na comida.
A primeira dica é valorizar ervas e condimentos que acentuam os sabores. Afinal, "sem sal" não precisa ser sinônimo de "sem graça".
1 - Qual a importância do sal para a saúde?
O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líqüidos no corpo. Ele ajuda a regular as passagens de líqüido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos.

2 - Sódio é sinônimo de sal?
Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal, que eles contêm.

3 - Quanto deve ser consumido por dia?
A recomendação é que adultos ingiram de quatro a seis gramas de sal por dia.

4 - Há recomendações específicas para crianças e idosos?
Ambos devem consumir menos sal. Aconselha-se que os pais não adicionem a substância à comida das crianças até os dois anos de idade. Além de o leite materno e o sódio já presente nos alimentos suprirem suas necessidades, evita-se, com isso, que elas se acostumem a uma alimentação muito salgada, já que é nessa fase que se forma o padrão gustativo.Já os idosos devem comer menos sal (o ideal seria cerca de 5 g por dia) porque tendem a reter mais sódio e também porque, com o envelhecimento, os vasos vão perdendo naturalmente a capacidade de distensão, sendo mais provável que desenvolvam hipertensão.

5 - Em média, quanto sal os brasileiros comem por dia?
Não há estudos populacionais que determinem um valor médio para todo o país. Mas pesquisas realizadas em alguns Estados mostraram que o consumo é de aproximadamente 12 g, valor muito acima do recomendado.

6 - Quem não acrescenta sal à comida come pouco sal?
Não necessariamente. Estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente. Molhos, como o ketchup, produtos em conserva e embutidos são as opções mais ricas em sal. Os outros 30% vêm dos alimentos naturais e do sal que adicionamos aos alimentos.

7 - Doces estão liberados?
Não necessariamente. Quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

8 - Posso suprir minha necessidade diária de sal só com alimentos naturais?
Sim. O sódio está presente na maioria dos alimentos, embora em quantidade pequena. Alimentos como carne, peixes e ovos podem suprir essa necessidade. O problema é que nossa alimentação é pobre em iodo, e o sal de cozinha é, por lei, enriquecido com essa substância. O iodo é importante para a saúde (gestantes que têm um consumo insuficiente de iodo, por exemplo, podem ter filhos com distúrbios cognitivos).

9 - O que acontece a quem ingere uma quantidade insuficiente de sal?
Problemas causados por ingestão insuficiente de sal são raros, mas acredita-se que uma dieta muito restritiva de sal (menos de um grama por dia para adultos) altera o perfil lipídico do organismo, aumentando os índices de colesterol ruim. Ainda não se sabe qual o mecanismo que leva a essa alteração.

10 - O excesso de sal leva à hipertensão?
Sim. Em populações que consomem muito sal, os índices de hipertensão são mais altos à medida que as pessoas envelhecem.

11 - O efeito do sal é o mesmo em todas as pessoas?
Não, os graus da sensibilidade ao sal variam de pessoa para pessoa. Acredita-se que algumas pessoas, por determinação genética, tenham rins que não manipulam bem o excesso de sal no organismo. Por isso, elas seriam mais sensíveis ao sal. Essa característica também está ligada a grupos étnicos: entre negros, por exemplo, a prevalência de pessoas mais sensíveis ao sal é maior. Homens e mulheres também apresentam resistência diferente ao sal. As mulheres, de modo geral, são mais "protegidas" contra os efeitos do sal até a menopausa. Depois disso, o risco de ter hipertensão é mais acentuado nelas do que neles.

12 - Como é possível saber se alguém é hipersensível a sal?
Existem testes que permitem averiguar a sensibilidade ao sal, entretanto, eles são utilizados apenas em pesquisas. Esses exames não são usados na prática clínica porque a recomendação para todas as pessoas, independentemente de elas serem sensíveis ou não, é comer pouco sal.

13 - Quem tem pressão baixa precisa comer mais sal?
Não, pois o fato de a pessoa ter pressão baixa não significa que ela não possa ter hipertensão no futuro. Além disso, sabe-se que os riscos de problemas cardiovasculares são maiores entre pessoas que comem muito sal mesmo quando elas não apresentam hipertensão arterial. O mesmo vale para problemas renais e digestivos. Estudos também mostram que o excesso de sal pode causar broncoespasmos, piorando quadros de asma.

14 - O excedente de sal é liberado pelos rins?
Então por que se preocupar com a quantidade?O rim tem uma capacidade limitada para filtrar e excretar o sal. Quando o consumo é muito alto, o rim trabalha sob uma pressão maior e pode ter seu funcionamento comprometido. A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. Além disso, ingerir muito sal aumenta os riscos de cálculo renal --formação de pequenas "pedras" nos rins.

15 - Em quanto tempo o organismo consegue expelir o excesso após uma alimentação sobrecarregada de sal?
Pessoas normais demoram de um a dois dias para reequilibrar o organismo. Em pessoas com hipertensão, o processo de eliminação do excesso de sal demora de cinco a sete dias.

16 - Consumir sal em excesso dá celulite?
Não. A retenção de água que o sal promove é intravascular, e não na pele. Isso pode causar inchaços nas pernas ou nos dedos da mão, mas não celulite.

17 - O sal causa problemas na tireóide?
Sim e não. O cloreto de sódio não afeta a tireóide. Entretanto, no Brasil, o sal é enriquecido com iodo. Se consumido em excesso, o iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto em pessoas com predisposição genética a doenças auto-imunes. Em 2003, a Anvisa reduziu os níveis de iodo no sal para evitar esse tipo de problema.

18 - O que é o sal light e quais seus benefícios?
O sal light é formado por uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção de líquidos dentro das células, o sódio age fora das células. Embora seja recomendado a pessoas com hipertensão, o sal light não é indicado para pessoas com problemas renais. Embora o potássio não leve a doenças renais, problemas nos rins levam a um acúmulo de potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos.

19 - Quais as diferenças entre o sal marinho e o sal mineral?
Embora sejam extraídos de formas diferentes (o mineral de minas subterrâneas e o marinho, da evaporação da água do mar), os dois apresentam a mesma composição e causam os mesmos efeitos no corpo.

20 - Qual a diferença do sal para o glutamato monossódico?
Além do cloreto de sódio, esse tempero tem outras substâncias que realçam o sabor de alguns alimentos. Como é rico em sódio, ele não pode ser considerado uma alternativa saudável ao sal.

21 - Faz diferença colocar o sal durante o cozimento ou adicioná-lo depois, quando a comida já está pronta?
Sim e não. Os efeitos do sal são os mesmos, independentemente do momento em que ele foi adicionado à comida. Mas os médicos recomendam que as pessoas tirem o saleiro da mesa porque elas tendem a colocar mais sal quando a comida já está pronta do que quando temperam na hora do cozimento.

22 - Posso substituir o sal por outra substância?
Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, o sal pode ser trocado, nas receitas, por ervas e condimentos que acentuem o sabor dos alimentos.

23 - Grávidas devem seguir alguma orientação específica?
As regras são as mesmas, de quatro a seis gramas por dia. Como a mulher já tem uma tendência a reter líquidos durante a gravidez, o consumo excessivo de sal pode levá-la a um aumento de pressão, o que pode causar pré-eclampsia. Entretanto, a dieta também não pode ser muito restritiva em relação a sal, já que, nos primeiros meses, a gestante tende a ter uma pressão mais baixa, e a falta de sódio pode diminuir o fluxo de sangue que chega até a placenta.

24 - Como deve ser o consumo de sódio em esportistas?
O sódio, assim como outros sais minerais, é liberado pelo corpo junto com o suor. Por isso, pessoas que se exercitam intensamente podem perder mais sódio. Mas isso só se torna um problema se o exercício for praticado por muito tempo (a partir de uma hora, uma hora e meia), principalmente em ambientes quentes e úmidos. Nesses casos, a reposição deve ser feita por meio de bebidas isotônicas, e não pelo acréscimo de sal na comida.

25 - Quais são as regras para a utilização de sal nos alimentos processados?
A legislação brasileira não impõe limites para a quantidade de sal adicionada aos alimentos industrializados nem obriga as empresas a colocar alertas nas embalagens. Mas os fabricantes são obrigados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a informar no rótulo o teor de sódio no alimento.

Fontes: ANDREA GALANTE, nutricionista, presidente da Associação Brasileira de Nutrição; APARECIDA MACHADO DE MORAES, dermatologista, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); CELSO AMODEO, cardiologista e nefrologista, chefe de hipertensão do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; CLÁUDIA DORNELLES SCHNEIDER, nutricionista especialista em ciências do esporte, professora das especializações da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); DANIEL MAGNONI, cardiologista e nutrólogo do HCor (Hospital do Coração); JOCELEM MASTRODI SALGADO, pesquisadora e professora titular da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), da USP (Universidade de São Paulo), e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais; LUCÉLIA CUNHA MAGALHÃES, cardiologista, conselheira científica da Sociedade Brasileira de Hipertensão e coordenadora do programa de hipertensão da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia; GERALDO MEDEIROS NETO, endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP; e PATRÍCIA FERREIRA ABREU, nefrologista, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Materia extraída da Folha de São Paulo
Já falei no blog sobre o sal...esta é só para complementar!

Beijos
Viviane

Esclarecimentos....

Algumas matérias do blog têm gerado bastante comentários, principalmente com relação a dificuldade de seguimento de algumas recomendações alimentares. Muitas restrições, trocas alimentares, enfim!
A nutrição ajuda no tratamento e na prevenção de diversas patologias. Se seguirmos todas as orientações "ao pé da letra", estamos muitas vezes, perdidos. Coloco aqui no blog dicas de acordo com patologias específicas, talvez, para algumas, com muitas restrições alimentares. Isso não deve assustar ninguém! Se você se enquadrar em algum caso colocado no blog, procure um especialista que fará a individualização das recomendações.
Imagine um individuo com diabetes, pressão arterial elevada, colesterol e triglicérides alto, sobrepeso, que tem restrição médica para realização de exercício físico??? Acha que esta é uma situação difícil? Pois não é! Acho que aí é e que está a importância do nutricionista.

Adequar da melhor maneira possivel a alimentação, avaliando as prioridades para o sucesso do tratamento e de maneira que o paciente tenha uma vida, não só "normal" mas principalmente digna!

Agradeço a todos que acompanham o blog e que levantam questões a serem discutidas!Muito obrigada!!!

Grande beijo a todos e sempre estarei a disposição para os esclarecimentos.
Viviane

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amamentação - Mais um novo motivo para praticá-la!

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.
Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes. De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.
Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.

O estudo
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação. Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.
Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável. Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.
Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.
Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.

Matéria publicada: http://www.nutritotal.com.br/

Meu comentário
Pois é, mais um ótimo motivo para amamentar seu filho.
Esta prática é tão maravilhosa que só tem vantagens!

Grande beijo
Viviane

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Componente da uva age no cérebro e previne diabetes

Vários pesquisadores acreditam que um dos efeitos benéficos do vinho tinto é a proteção contra o diabetes tipo 2. Mas o assunto ainda é controverso, e alguns desconfiavam que esse efeito poderia ser mediado pelo resveratrol, presente na casca de uvas vermelhas, capaz diminuir o nível de glicose no sangue de roedores. O mecanismo de ação, porém, era desconhecido, mas um estudo publicado na revista Endocrinology esclareceu o mistério: o resveratrol age diretamente no cérebro.Estudiosos da Universidade do Texas injetaram o resveratrol no cérebro de ratos e verificaram aumento da secreção de insulina e redução dos níveis glicêmicos, mesmo nos animais que receberam dieta hipercalórica. A substância interage com a sirtuína, proteína encontrada no sistema nervoso central. A descoberta pode dar origem a medicamentos que tenham a sirtuína como alvo. Pesquisadores ressaltam, porém, que o mecanismo não parece explicar o efeito protetor do vinho contra o diabetes tipo 2, já que o resveratrol não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/componente_da_uva_age_no_cerebro_e_previne_diabetes.html

Meu comentário:

Ótima notícia para quem gosta de vinho, mas tem restrição quanto ao seu consumo por ter diabetes. Mas é preciso cuidado com estas informações. Apesar da bebida ser apontada como protetora, o que várias pesquisam mostram, o seu consumo em excesso pode ser devastador. É importante lembrar que o álcool se transformará em açúcar, o que pode consequentemente prejudicar o controle glicêmico. Sabe onde quero chegar???

Pois é, na palavra mágica: EQUILÍBRIO! A quantidade responsável pelo benefício é apenas um cálice do vinho tinto por dia!!! Portanto para aqueles que acham estar protegidos pelo consumo do vinho, cuidado...não exagere na quantidade! E para fechar, ainda faz parte da prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (como o diabetes, por exemplo), alimentação saudável, prática de exercício físico, enfim hábitos de vida saudáveis!

Grande beijo

Viviane

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DIA DAS MÃES

Em homenagem ao Dia das Mães, vou escrever sobre alimentação na gravidez, isso porque são mamães super fresquinhas...risos...



E é bom lembrar que durante esses noves meses, seu filho dependerá da sua alimentação para ter uma nutrição e desenvolvimento adequado. Uma responsabilidade e tanto!
O ganho excessivo de peso pode levar a complicações durante a gestação, como diabetes e hipertensão, porém a desnutrição materna também pode comprometer a saúde do seu bebê, é uma das principais causas do baixo peso ao nascer, que posteriormente pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento da criança.
Portanto, vamos cuidar de sua alimentação para que você tenha uma gestação tranqüila favorecendo assim o trabalho de parto, a lactação e conseqüentemente possibilitando a nutrição adequada ao seu filho.
A alimentação deve conter todos os grupos de alimentos, com atenção especial às proteínas, vitaminas e minerais. Veja a seguir a divisão dos grupos de alimentos na Pirâmide dos Alimentos:


As porções citadas terão alteração de acordo com o Plano Alimentar. Siga as quantidades propostas no seu esquema alimentar. Quanto mais colorido seu prato, maior a chance de estar sendo ingerindo uma alimentação equilibrada.


Para melhorar absorção do Ferro: dê preferência ao consumo de frutas fontes de vitamina C (veja a tabela abaixo) no almoço e jantar, evite o consumo de leite e derivados no almoço e jantar (ex: queijos, preparações com leite ou creme de leite, e outros).


Para melhorar absorção do Cálcio: dê preferência para consumir o leite com frutas e não com achocolatado ou café.


A quantidade fibras ingeridas será de grande importância, já que é muito comum ocorrer a obstipação intestinal. Portanto aumente o consumo de alimentos fonte de fibras: verduras e legumes crus, frutas (com casca e bagaço), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), cereais integrais e etc. Para que a fibra tenha bons resultados é necessário também a ingestão de 8 copos de água por dia.


Evite o consumo de: café, chá mate e preto, bebidas alcoólicas, temperos irritantes, sal e gorduras.


A atividade física também é uma grande aliada para a gestação saudável. Ajuda no metabolismo e na melhor absorção dos nutrientes, porém deve ter a prescrição médica.



Algumas dicas para:

Azia: Fracionar as refeições é muito importante, evite períodos longos sem se alimentar.



Enjôos: Procure não ficar muito tempo sem comer. Lembre-se que os alimentos que evitam o aparecimento dos enjôos são os alimentos frios e salgados. Evite estar próxima de cheiros fortes como o de frituras, café, cigarro, etc., mas se os enjôos aparecerem, chupe uma pedra de gelo.



Cãimbras: praticar exercícios físicos. Alimentos importantes: coco, espinafre, figo seco, feijão, kiwi, banana, mandioca, mandioquinha, noz, palmito, acelga, aipo, maracujá.- utilize a água de cocção dos vegetais, ali fica grande quantidade de potássio.



Inchaços: Evite temperos prontos tipo caldo de carne, sal de adição, pratos prontos, shoyo, embutidos, alimentos em conserva, e outros alimentos salgados. Beber bastante água durante todo o dia!



São apenas algumas dicas para ajudar esta nova mamãe!

Aproveito para desejar tudo de bom a todas as mães do mundo, pois sem elas não poderíamos ter a grandiosa experiência de um dia se mãe também!

Beijos

Viviane

PRÊMIO TOP BLOG 2010

Já estamos participando do prêmio TOP BLOG 2010!

Ano passado ficamos entre os três blogs mais votados da internet! Fiquei muito feliz com a participação de todos! Vocês, leitores e seguidores que me ajudaram!!!
http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Vencedores2009

Vamos conseguir este ano também!

Votem....tem o selo ao no início do blog!

Ou votem pelo link: http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Busca&c_b=182727

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Refrigerantes aceleram o envelhecimento precoce

Pois é...o refrigerante nunca teve boa fama, não é mesmo? Bebida rica em açúcar e sódio e pobre em nutrientes saudáveis, é responsável pelo ganho de peso, aumento da glicemia (alta concentração de açúcar), baixa ingestão de água, retenção de líquidos, prejudica nosso cálcio, aumentando as chances de osteoporese....enfim!!! Muitas são as desvantagens...



Se você está achando pouco, uma recente pesquisa mostrou que o elevado teor de fosfato presente nos refrigerantes, pode acelerar os sinais de envelhecimento, aumentando a prevalência de doenças relacionadas com a idade, como doença renal crônica e calcificação cardiovascular, além de induzir à atrofia muscular e da pele.



De acordo com os pesquisadores, quando o fosfato entra no organismo, reage com as substâncias responsáveis pelo metabolismo celular acelerando o processo de envelhecimento. O fosfato é encontrado naturalmente em alguns grãos, leite, gema do ovo, mas é adicionado em quantidades maiores em refrigerantes, chocolates, pirulitos, balas, doces industrializados, sorvetes, ketchup, maionese e pratos prontos, incluindo os congelados.



Portanto, depois de mais fator contra o refrigerante...vamos nos cuidar e controlar a ingestão deste tipo de bebida!!!



Grande abraço a todos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Filhos acima do peso?



Coma menos, filho
Mães nem sempre reconhecem quando suas crianças estão acima do peso
Carlos Fioravanti - Edição Impressa 169 - Março 2010

O olhar das mães é poderoso. Descobre segredos, descortina o futuro, fortalece, afugenta fantasmas. Nem sempre, porém, identifica quando os filhos estão um pouco acima do peso. Em um estudo feito em Vitória, capital do Espírito Santo, com 1.282 crianças de 7 a 10 anos, apenas 10% das respectivas mães reconheceram que os filhos com sobrepeso ou obesidade estavam realmente pesando acima do normal para a altura e a idade.
Em outro estudo, essa equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) verificou que 14% desse mesmo grupo de crianças apresentava pressão arterial acima do normal. “São dados preocupantes”, comenta Maria del Carmen Molina, professora da Ufes e coordenadora desses estudos. “Excesso de peso e hipertensão são dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte na população brasileira.” Os pesquisadores esperavam que 20% das crianças estivessem com peso acima do recomendado (encontraram 23,3% com sobrepeso ou obesidade) e no máximo 10% com pressão arterial elevada.
Para avaliar esse risco futuro de enfarte ou de acidente vascular cerebral, os pesquisadores da Ufes não mediram apenas o peso, a altura e a pressão arterial de crianças de 7 a 10 anos de 29 escolas públicas e seis particulares de Vitória. Também avaliaram a alimentação, perguntando com que frequência consumiam frutas, sucos, legumes, leite, feijão, doces, salgadinhos, refrigerante, batata e maionese, e se tinham o hábito de fazer a primeira refeição do dia, o café da manhã. O que viram é que a garotada não está se alimentando tão bem quando as mães imaginavam. Viram também que o lazer, principalmente o sedentário, é intenso, com pelo menos três horas em frente à televisão ou no video­game, raramente saindo para brincar de pega-pega, jogar bola ou andar de bicicleta.
Examinando essas quatro variáveis (excesso de peso, hipertensão, alimentação de baixa qualidade e quatro horas ou mais de lazer sedentário diário), os pesquisadores verificaram que 20% das crianças apresentavam três fatores de risco para doenças cardiovasculares, 34% tinham dois fatores, 27% apenas um fator de risco e 12% não apresentavam nenhum fator de risco, de acordo com o trabalho da equipe da Ufes, em conjunto com a Universidade Autônoma de Madri, em fase de publicação.
O estado de saúde dos filhos pode refletir o das mães. Em um levantamento com 14.914 crianças brasileiras com menos de 10 anos publicado em 1996 na Revista de Saúde Pública, Elyne Engstrom, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Luiz Anjos, da Escola Nacional de Saúde Pública,verificaram que crianças com sobrepeso tinham mães também com sobrepeso. Um estudo com 800 pais e mães de 439 estudantes realizado na Holanda chegou a resultados similares: 75% das mães e 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho ou filho estava com peso normal. Nessa pesquisa, publicada em janeiro na revista Acta Paediatrica, emergiu também uma relação direta entre o sobrepeso dos pais e o dos filhos.
Bebês prematuros - Agora o estudo em Vitória revela uma associação entre a escolaridade das mães e o risco de doença cardiovascular dos filhos: quanto mais anos de estudo das mães, melhor tende a ser a alimentação e portanto o peso, mais normal a pressão arterial e mais diversificada as atividades físicas dos filhos. “Verificamos também que a hipertensão é mais comum em crianças prematuras, que nascem antes de 37 semanas”, disse Maria del Carmen. “O desenvolvimento de doenças crônicas poderia ser uma das sequelas de nascer antes do tempo normal e com peso entre 700 gramas e 1 quilograma (kg), em vez de no mínimo 2,5 kg.”
Os resultados desses estudos não circularam apenas por meio de revistas científicas especializadas. “Mandamos carta para cada família informando que a criança tinha apresentado pressão arterial elevada e sugerimos que procurassem um posto de saúde ou um médico para confirmar o diagnóstico”, informou Maria del Carmen. “Comunicamos também à Secretaria de Saúde, cujos diretores e técnicos começaram a perceber que a hipertensão, antes considerada doença de adulto, pode ser também um problema de crianças. A primeira providência foi comprar medidores de pressão adequados para crianças e enviar aos postos de saúde.”
A responsabilidade por essa situação não é só da família – ou das mães. “Nas escolas que atendem a população de renda mais baixa”, observou Maria del Carmen, “mesmo com cardápio padronizado, as merendeiras colocam muito mais comida do que deveriam para as crianças, porque acham que precisam. Mesmo com cardápio padronizado, o valor calórico das refeições oferecidas às crianças às vezes era o dobro do que deveria ser”.
> Artigo científico
MOLINA, M.C. et al. Correspondência entre o estado nutricional de crianças e a percepção materna: um estudo populacional. Cadernos de Saúde Pública. 25(10):2.285-90. Out. 2009.



Meus comentários:

Em primeiro lugar, quer deixar claro que não coloquei esta matéria para que as mães se sintam culpadas ou negligentes, e sim para perceber nossos atos diários!

Acho muito interessante este artigo, pois mostra como deixamos de observar nossa rotina, viver na correria, e deixar de perceber alguns detalhes, e não apenas na vida dos filhos, com certeza na nossa vida.

Eu sempre digo que nossos filhos, quando dependentes, comem o que oferecemos. Se gosta de guloseimas, é porque mostramos a ele que isto existe! Aí, quando adolescente, onde ele começa a ter uma certa independência de escolha...queremos proibir de tudo?

Coloco algumas questões para reflexão:

Será que não é melhor ensinar limite, inclusive de alimentação desde bebê?

Por que pensamos que as crianças são diferentes de adolescentes?

Por que esperamos criar um hábito, para depois dizer que aquilo que fizemos até então, está errado?


Pensem nisso...e pensei em como nós estamos nos cuidando!
Beijos!