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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Refrigerantes aceleram o envelhecimento precoce
Se você está achando pouco, uma recente pesquisa mostrou que o elevado teor de fosfato presente nos refrigerantes, pode acelerar os sinais de envelhecimento, aumentando a prevalência de doenças relacionadas com a idade, como doença renal crônica e calcificação cardiovascular, além de induzir à atrofia muscular e da pele.
De acordo com os pesquisadores, quando o fosfato entra no organismo, reage com as substâncias responsáveis pelo metabolismo celular acelerando o processo de envelhecimento. O fosfato é encontrado naturalmente em alguns grãos, leite, gema do ovo, mas é adicionado em quantidades maiores em refrigerantes, chocolates, pirulitos, balas, doces industrializados, sorvetes, ketchup, maionese e pratos prontos, incluindo os congelados.
Portanto, depois de mais fator contra o refrigerante...vamos nos cuidar e controlar a ingestão deste tipo de bebida!!!
Grande abraço a todos.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Filhos acima do peso?
Mães nem sempre reconhecem quando suas crianças estão acima do peso
Carlos Fioravanti - Edição Impressa 169 - Março 2010
O olhar das mães é poderoso. Descobre segredos, descortina o futuro, fortalece, afugenta fantasmas. Nem sempre, porém, identifica quando os filhos estão um pouco acima do peso. Em um estudo feito em Vitória, capital do Espírito Santo, com 1.282 crianças de 7 a 10 anos, apenas 10% das respectivas mães reconheceram que os filhos com sobrepeso ou obesidade estavam realmente pesando acima do normal para a altura e a idade.
Em outro estudo, essa equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) verificou que 14% desse mesmo grupo de crianças apresentava pressão arterial acima do normal. “São dados preocupantes”, comenta Maria del Carmen Molina, professora da Ufes e coordenadora desses estudos. “Excesso de peso e hipertensão são dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte na população brasileira.” Os pesquisadores esperavam que 20% das crianças estivessem com peso acima do recomendado (encontraram 23,3% com sobrepeso ou obesidade) e no máximo 10% com pressão arterial elevada.
Para avaliar esse risco futuro de enfarte ou de acidente vascular cerebral, os pesquisadores da Ufes não mediram apenas o peso, a altura e a pressão arterial de crianças de 7 a 10 anos de 29 escolas públicas e seis particulares de Vitória. Também avaliaram a alimentação, perguntando com que frequência consumiam frutas, sucos, legumes, leite, feijão, doces, salgadinhos, refrigerante, batata e maionese, e se tinham o hábito de fazer a primeira refeição do dia, o café da manhã. O que viram é que a garotada não está se alimentando tão bem quando as mães imaginavam. Viram também que o lazer, principalmente o sedentário, é intenso, com pelo menos três horas em frente à televisão ou no videogame, raramente saindo para brincar de pega-pega, jogar bola ou andar de bicicleta.Examinando essas quatro variáveis (excesso de peso, hipertensão, alimentação de baixa qualidade e quatro horas ou mais de lazer sedentário diário), os pesquisadores verificaram que 20% das crianças apresentavam três fatores de risco para doenças cardiovasculares, 34% tinham dois fatores, 27% apenas um fator de risco e 12% não apresentavam nenhum fator de risco, de acordo com o trabalho da equipe da Ufes, em conjunto com a Universidade Autônoma de Madri, em fase de publicação.
O estado de saúde dos filhos pode refletir o das mães. Em um levantamento com 14.914 crianças brasileiras com menos de 10 anos publicado em 1996 na Revista de Saúde Pública, Elyne Engstrom, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Luiz Anjos, da Escola Nacional de Saúde Pública,verificaram que crianças com sobrepeso tinham mães também com sobrepeso. Um estudo com 800 pais e mães de 439 estudantes realizado na Holanda chegou a resultados similares: 75% das mães e 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho ou filho estava com peso normal. Nessa pesquisa, publicada em janeiro na revista Acta Paediatrica, emergiu também uma relação direta entre o sobrepeso dos pais e o dos filhos.
Bebês prematuros - Agora o estudo em Vitória revela uma associação entre a escolaridade das mães e o risco de doença cardiovascular dos filhos: quanto mais anos de estudo das mães, melhor tende a ser a alimentação e portanto o peso, mais normal a pressão arterial e mais diversificada as atividades físicas dos filhos. “Verificamos também que a hipertensão é mais comum em crianças prematuras, que nascem antes de 37 semanas”, disse Maria del Carmen. “O desenvolvimento de doenças crônicas poderia ser uma das sequelas de nascer antes do tempo normal e com peso entre 700 gramas e 1 quilograma (kg), em vez de no mínimo 2,5 kg.”
Os resultados desses estudos não circularam apenas por meio de revistas científicas especializadas. “Mandamos carta para cada família informando que a criança tinha apresentado pressão arterial elevada e sugerimos que procurassem um posto de saúde ou um médico para confirmar o diagnóstico”, informou Maria del Carmen. “Comunicamos também à Secretaria de Saúde, cujos diretores e técnicos começaram a perceber que a hipertensão, antes considerada doença de adulto, pode ser também um problema de crianças. A primeira providência foi comprar medidores de pressão adequados para crianças e enviar aos postos de saúde.”
A responsabilidade por essa situação não é só da família – ou das mães. “Nas escolas que atendem a população de renda mais baixa”, observou Maria del Carmen, “mesmo com cardápio padronizado, as merendeiras colocam muito mais comida do que deveriam para as crianças, porque acham que precisam. Mesmo com cardápio padronizado, o valor calórico das refeições oferecidas às crianças às vezes era o dobro do que deveria ser”.
> Artigo científico
MOLINA, M.C. et al. Correspondência entre o estado nutricional de crianças e a percepção materna: um estudo populacional. Cadernos de Saúde Pública. 25(10):2.285-90. Out. 2009.
Beijos!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Alimentos e Depressão
IARA BIDERMANCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão."O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.
Ação inflamatória
Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão."A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio."Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas uma dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.
Estarei publicando dicas de alimentos e bem estar. Aguardem.
Pois amigos, vamos cuidar da nossa alimentação e ser feliz!
Grande abraço
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Pesquisa da USP mostra que consumo moderado de manteiga ou margarina não afeta coração
Consumir manteiga ou margarina em quantidades moderadas não aumenta o risco de ter doenças cardiovasculares. É o que mostra uma pesquisa da USP feita com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros e aumenta em cinco vezes a chance de sofrer derrames e ataques cardíacos.
Grande beijo
Virada da Saúde
Coloque na sua agenda: dia 27 de fevereiro de 2010, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, das 14 às 17 horas, acontece a VIRADA DA SAÚDE, um evento organizado pelos Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo.
Venha exercer a sua cidadania. Junte-se aos milhares de profissionais, estudantes e usuários dos serviços de saúde na defesa da vida saudável da população. Estaremos defendendo também a dignidade e a autonomia das profissões da saúde, manifestando contra o PL nº 7.703/2006 (ATO MÉDICO). Aguarde a programação cultural.
Solicitamos a todos que mantenham a mobilização, entrando no site www.atomediconao.com.br e enviando carta aos senadores, solicitando para que não aprovem o PL nº 7.703/2006. Pedimos também que os profissionais e estudantes das demais cidades do Estado organizem manifestações pacíficas contra a aprovação de qualquer lei que afronte a autonomia dos profissionais da saúde e o livre acesso da população aos seus serviços (veja nossa proposta no site).
Organizem suas caravanas para participar da VIRADA AD SAÚDE. Veja no site www.atomediconao.com.br endereços e preços das empresas de ônibus e vários modelos de carta:
1) pedido aos reitores das universidades ajuda para custear os ônibus;
2) informe à imprensa, profissionais, estudantes e à sociedade sobre o movimento[veja modelos da carta];
3) vários artigos e vídeos sobre o assunto.
Entre também em contato com os sindicatos, associações e conselhos de sua profissão para obter mais informações e solicitar ajuda na organização da caravana. Perguntas e dúvidas devem ser enviadas para contato@atomediconao.com.br.
Você também pode enviar artigos e vídeos para serem publicados no site. Com a sua participação, iremos fazer história.
http://www.atomediconao.com.br/banners/virada1/virada1.html
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Reduzindo o SAL da nossa alimentação
O consumo do sal está relacionado ao aumento da pressão arterial, que por sua vez está presente em casos de doença coronariana e acidentes vasculares cerebrais. Portanto, será que vale a pena arriscar por não querer trocar o tempero???
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá, porém, algumas pesquisa revelam que nos países ocidentais o consumo de sal chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.
Temos que lembra também, que os alimentos já contém sódio (um dos minerais que compõe o sal) naturalmente, portanto, o melhor é reduzir ao máximo o consumo do sal de adição!!!
Então vamos lá, algumas dicas para substituir o sal!
- Retire o saleiro da mesa.
- Dê preferência aos temperos naturais como: sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, entre outros.
- Evite ao máximo os temperos industrializados, sejam na forma de tabletes ou pós.
- Evite as conservas, enlatados, salgadinhos, carnes processadas, embutidos e fast food.
- Algumas pesquisas têm mostrado os benefícios dos alimentos ricos em potássio em reduzir a pressão arterial. Alguns alimentos importantes: feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, abóbora, cenoura, beterraba, tomate, batata inglesa e laranja, banana, melão, frutas secas, germe de trigo, farelo de trigo, flocos de cereais, arroz integral.
- Não despreze a água de cocção, pois o potássio passa para a água durante o cozimento.
- Leia a informação nutricional presente no rótulo do alimento. Considere um alimento com elevado teor de sódio quando ele tiver mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml e baixo teor de sódio quando apresentar 140 miligramas de sódio, ou menos, por porção ou por 100 gramas.
Lembrem-se mulheres, que além desta relação negativa do sal com a saúde, ele também prejudica muito a retenção de líquidos, piora celulite, portanto, capriche nestas dicas!!!
Grande abraço!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Corrida e Flacidez
Já iniciamos nosso projeto de Corrida de Rua! A partir de agora vamos falar bastante sobre nutrição e exercício físico.
Aceitamos sugestões de temas...
Vamos começar com um mito: se eu correr vou ficar flácida? Desmistificando esta questão vou adicionar um vídeo onde um dermatologista coloca sua opinião. Além disso, o exercício físico associado ao acompanhamento nutricional adequado, fará com o objetivo inicial do paciente seja atingido!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Nova forma de avaliação do Diabetes
Entrevista com Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp
Uma nova forma de avaliar a glicemia média foi desenvolvida no Brasil pelo Grupo de Educação e Controle do Diabetes (GECD) do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e está obtendo sucesso na melhoria do controle de seus pacientes.
O médico Augusto Pimazoni Netto, coordenador do GECD e do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que o método permite avaliar a glicemia média semanal a partir dos resultados obtidos na automonitorização feita em casa pelo próprio paciente. As medições são realizadas em seis ou sete momentos diferentes do dia, durante pelo menos três dias. Os dados servem para o cálculo, em computador, da glicemia média do período e, também, da variação entre as taxas glicêmicas no intervalo observado.
Até agora, a forma de verificar a glicemia média do paciente estava restrita ao exame de hemoglobina glicada (A1C), que mede o comportamento glicêmico nos três meses anteriores à realização do exame, feito em laboratório. A A1C, entretanto, não permite verificar a variação glicêmica nesse período, ou seja, não dá ao médico dados para que ele perceba se o paciente está tendo grandes oscilações em sua glicemia.
"Estudos recentes confirmaram que não apenas o nível glicêmico, mas, também, as grandes oscilações dos níveis de glicemia podem atuar conjuntamente e favorecer ou acelerar o desenvolvimento de complicações", ensina Pimazoni, acrescentado que - para que o diabetes seja considerado bem controlado - a glicemia média semanal deve ser menor que 150 mg/dL e a variação entre os valores glicêmicos não deve ultrapassar 50 mg/dL.
Com a nova forma de acompanhamento, a grande vantagem é permitir ao médico adequar o tratamento semanalmente, de maneira que o paciente consiga melhor controle num prazo de tempo muito menor. Com o teste de A1C isoladamente, essa correção pode ser feita apenas a cada três ou quatro meses. Pimazoni ressalta ainda a importância do papel da equipe multiprofissional na implementação da abordagem diagnóstica, educacional e terapêutica para o sucesso do programa.
A eficiência da técnica está levando outras instituições a adotarem a fórmula, como é o caso do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. No final do ano passado, o Congresso Brasileiro de Diabetes reconheceu os resultados obtidos no GECD com o prêmio Procópio do Valle 2009, como o melhor trabalho sobre educação e controle do diabetes apresentado no evento.
Meus comentários
Pois é, sempre digo aos meus pacientes que é de extrema importância evitar grandes oscilações nos níveis da glicemia, para isto é necessário manter horários regulares de no máximo tr~es horas de para se alimentar. Desta maneira, conseguimos evitar alterações na glicemia, evitar fome... porém precisamos saber o que escolher de alimento para estes intervalos!!! Daí a necessidade do acompanhamento nutricional personalizado.
Também sempre recomendo aos pacientes que, junto com o controle das glicemias diárias (realização da "ponta de dedo") façam o diário alimentar para se ter a possilibidade de avaliar alimento x glicemia.
Espero que esta novidade ajudem muita gente!
Grande abraço,
Viviane
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Alergia a frutos do mar
Interssante em época de praia...férias...
Os chamados ‘frutos do mar’ (camarão, lagosta, siri, lula, caranguejo, marisco, dentre outros) e os peixes desempenham um papel importante na saúde e nutrição humana. O crescimento internacional do produtos marinhos reflete a popularidade e alta frequência de seu consumo em vários países. Lamentavelmente, sua maior produção e consumo tem também levado no aumento da frequência de problemas de saúde – fundamentalmente alergias – entre os consumidores.
Nas comunidades e populações onde a alergia foi estudada, observa-se que a prevalência da alergia a produtos marinhos costuma ser maior quanto maior o seu consumo pela população em questão. Considera-se geralmente que os crustáceos (por exemplo camarão, lagosta, siri e caranguejo) e os peixes estejam entre os quatro grupo alimentares que mais provocam reações anafiláticas severas. De fato, em um estudo em que se analisaram as admissões por reações alimentares em unidades de emergência de hospitais norte-americanos, os crustáceos foram grupo mais frequentemente responsável pela reação em pessoas com idade superior a 6 anos.
Alguns estudos indicam que a alergia a peixes e frutos do mar estaria presente em 1,3% a 1,9% da população. E a alergia a peixes e crustáceos é comum não apenas no ocidente, como também em países asiáticos, em que é frequente e significativa tanto entre adultos como em crianças. No geral, a alergia a frutos do mar tende a persistir durante a vida toda.
Características clínicas
O padrão de sintomas alérgicos após a ingestão de frutos do mar é similar àquele que ocorre nas reações alérgicas à outros alimentos: a maioria das reações ocorre imediatamente e normalmente estas são comunicadas em um período de até 2 horas. Particularmente após a ingestão de crustáceos os sintomas podem ocorrer após minutos, e incluem coceiras, inchaço dos lábios, boca e faringe. No caso do camarão, a reação alérgica pode ser desencadeada após a realização de atividades físicas.
Reações cruzadas com outras fontes de alérgenos
Pessoas alérgicas a peixes e crustáceos frequentemente também afirmam serem alérgicas a ácaros e insetos. Acredita-se que estas ‘reações cruzadas’, como são conhecidas, ocorram em função da semelhança de uma proteína presente em todos estes grupos, as chamadas tropomiosinas. Ou seja, mesmo uma pessoa que nunca consumiu frutos do mar poderia tornar-se alérgica a estes através do contato com outras fontes de tropomiosina, como por exemplo ácaros e alguns insetos (como, pasmem!, baratas) que possuem a tropomiosina semelhante à presente nos frutos marinhos.
Tratamento
Embora novas tecnologias e descobertas possam mudar este cenário em um futuro não tão distante, em geral o tratamento das alergias alimentares, incluindo as alergias aos alimentos marinhos, é baseada na exclusão do alimento da dieta. A necessidade de indicar a presença de componentes e ingredientes derivados de alimentos marinhos já é de fato obrigatória em alguns países como os Estados Unidos, Japão e Europa.
Cabe destacar que, no entanto, as regulamentações com relação aos rótulos ainda são de certa forma limitadas. Primeiro, embora já existam testes para a detecção da tropomiosina de crustáceos (a proteína responsável pela reação alérgica), ainda é possível que os consumidores tenham reações cruzadas em função da presença da tropomiosina de outros insetos e ácaros nos produtos (muito semelhante à tropomiosina dos crustáceos), a qual não seria detectada por tais testes. Além disso, pode haver contaminação dos produtos através do uso dos mesmos equipamentos nas linhas de produção que recebem outros ingredientes, os quais contém os alérgenos. Espera-se porém que com o desenvolvimento de testes mais específicos e sensíveis será possível detectar a presença dos alérgenos de forma mais segura.
Vale lembrar que aos que desconfiam ter uma alergia a frutos do mar ou outro alimento recomenda-se sempre procurar um profissional da saúde especialista que poderá fazer exames para determinar a presença (ou ausência) e natureza da alergia, bem como recomendar o tratamento adequado.
Fonte: Lopata AL, Lehrer SB. New insights into seafood allergy. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2009 9(3):270-7
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
CORRIDA DE RUA
Além das dicas de alimentação e nutrição, vamos associar agora o exercício físico. estou com parceria com Henrique Mariano, professor de educação física (CREF: 69815-G/SP), formado pela FMU, e grande experiência em grupos de corrida com empresas como o SESC-SP, além de alunos personalizados.
O professor Henrique nos ajudará com algumas dicas no blog, além de orientar a prática de corrida de rua. Este projeto do consultório tem como objetivo geral, melhorar qualidade de vida, abaixo, ele coloca 13 motivos para correr...vale a pena!
Os treinos acontecerão 3x/semana em um parque da cidade de São Paulo, e em grupo. Terá meu acompanhamento nutricional durante todo o trabalho, sendo uma visita em consultório, e outra em campo, avaliando alimentação antes, durante e depois do treino, afim de melhorar cada vez mais desempenho do aluno.
Abaixo algumas dica do Henrique.
Maiores informações entre em contato: vivianelago@uol.com.br
Grande abraço.
13 motivos para correr
1. Coração: a corrida exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo. As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta. Desta forma o coração bombeia mais sangue com menos batidas, se tornando mais eficiente. Com o aumento da circulação sangüínea pelo corpo, cresce a entrada de oxigênio nos tecidos.
2. Pulmões: correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade de respiração.
3. Ossos: estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea evitando problemas como a osteoporose (muito comum entre mulheres adultas e na terceira idade).
4. Pressão arterial: correr estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação de sangue. Uma maneira de diminuir a sua pressão é trabalhando a velocidade em terrenos plano.
5. Cérebro: aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite. Em baixas quantidades, essa substância está associada ao surgimento de problemas como a depressão.
6. Peso: quanto maior a intensidade do exercício maior a queima calórica e de gordura. A corrida ajuda a gastar muitas calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso. Em uma hora de treino, um atleta chega a queimar até 950 calorias.
7. Colesterol: diminui os níveis de LDL (colesterol “ruim”). Corredores de longas distâncias têm o nível mais alto de HDL (colesterol bom ), encarregado de transportar os ácidos graxos no sangue e de evitar o seu depósito nas artérias.
8. Estresse: com a corrida, há liberação do hormônio cortisol, aliviando o estresse e a ansiedade.
9. Sono: fazer atividade física, melhora a qualidade de sono. Correr faz a pessoa dormir melhor. Após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem-estar e ajuda a relaxar.
10. Músculos: a corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando-os mais fortes e definidos.
11. Rins: com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.
12. Articulações: correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões tão frágeis do nosso corpo.
13. Aumenta a libido: após 30 minutos de corrida, há um aumento da testosterona que permanece assim, por mais uma hora aproximadamente. No caso das mulheres também há um aumento dos hormônios relacionados ao desejo.
Se ainda não forem motivos suficientes para você, venha apenas brincar, fazer novas amizades e se divertir com a gente!!!