PRÊMIO TOP BLOG 2013

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nova forma de avaliação do Diabetes

Inovação na glicemia média ganha adeptos
Entrevista com Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp

Uma nova forma de avaliar a glicemia média foi desenvolvida no Brasil pelo Grupo de Educação e Controle do Diabetes (GECD) do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e está obtendo sucesso na melhoria do controle de seus pacientes.
O médico Augusto Pimazoni Netto, coordenador do GECD e do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que o método permite avaliar a glicemia média semanal a partir dos resultados obtidos na automonitorização feita em casa pelo próprio paciente. As medições são realizadas em seis ou sete momentos diferentes do dia, durante pelo menos três dias. Os dados servem para o cálculo, em computador, da glicemia média do período e, também, da variação entre as taxas glicêmicas no intervalo observado.
Até agora, a forma de verificar a glicemia média do paciente estava restrita ao exame de hemoglobina glicada (A1C), que mede o comportamento glicêmico nos três meses anteriores à realização do exame, feito em laboratório. A A1C, entretanto, não permite verificar a variação glicêmica nesse período, ou seja, não dá ao médico dados para que ele perceba se o paciente está tendo grandes oscilações em sua glicemia.
"Estudos recentes confirmaram que não apenas o nível glicêmico, mas, também, as grandes oscilações dos níveis de glicemia podem atuar conjuntamente e favorecer ou acelerar o desenvolvimento de complicações", ensina Pimazoni, acrescentado que - para que o diabetes seja considerado bem controlado - a glicemia média semanal deve ser menor que 150 mg/dL e a variação entre os valores glicêmicos não deve ultrapassar 50 mg/dL.
Com a nova forma de acompanhamento, a grande vantagem é permitir ao médico adequar o tratamento semanalmente, de maneira que o paciente consiga melhor controle num prazo de tempo muito menor. Com o teste de A1C isoladamente, essa correção pode ser feita apenas a cada três ou quatro meses. Pimazoni ressalta ainda a importância do papel da equipe multiprofissional na implementação da abordagem diagnóstica, educacional e terapêutica para o sucesso do programa.
A eficiência da técnica está levando outras instituições a adotarem a fórmula, como é o caso do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. No final do ano passado, o Congresso Brasileiro de Diabetes reconheceu os resultados obtidos no GECD com o prêmio Procópio do Valle 2009, como o melhor trabalho sobre educação e controle do diabetes apresentado no evento.

Meus comentários
Pois é, sempre digo aos meus pacientes que é de extrema importância evitar grandes oscilações nos níveis da glicemia, para isto é necessário manter horários regulares de no máximo tr~es horas de para se alimentar. Desta maneira, conseguimos evitar alterações na glicemia, evitar fome... porém precisamos saber o que escolher de alimento para estes intervalos!!! Daí a necessidade do acompanhamento nutricional personalizado.
Também sempre recomendo aos pacientes que, junto com o controle das glicemias diárias (realização da "ponta de dedo") façam o diário alimentar para se ter a possilibidade de avaliar alimento x glicemia.

Espero que esta novidade ajudem muita gente!
Grande abraço,
Viviane

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alergia a frutos do mar

Matéria publicada no site: http://www.vidasemglutenealergias.com
Interssante em época de praia...férias...

Os chamados ‘frutos do mar’ (camarão, lagosta, siri, lula, caranguejo, marisco, dentre outros) e os peixes desempenham um papel importante na saúde e nutrição humana. O crescimento internacional do produtos marinhos reflete a popularidade e alta frequência de seu consumo em vários países. Lamentavelmente, sua maior produção e consumo tem também levado no aumento da frequência de problemas de saúde – fundamentalmente alergias – entre os consumidores.

Nas comunidades e populações onde a alergia foi estudada, observa-se que a prevalência da alergia a produtos marinhos costuma ser maior quanto maior o seu consumo pela população em questão. Considera-se geralmente que os crustáceos (por exemplo camarão, lagosta, siri e caranguejo) e os peixes estejam entre os quatro grupo alimentares que mais provocam reações anafiláticas severas. De fato, em um estudo em que se analisaram as admissões por reações alimentares em unidades de emergência de hospitais norte-americanos, os crustáceos foram grupo mais frequentemente responsável pela reação em pessoas com idade superior a 6 anos.
Alguns estudos indicam que a alergia a peixes e frutos do mar estaria presente em 1,3% a 1,9% da população. E a alergia a peixes e crustáceos é comum não apenas no ocidente, como também em países asiáticos, em que é frequente e significativa tanto entre adultos como em crianças. No geral, a alergia a frutos do mar tende a persistir durante a vida toda.

Características clínicas
O padrão de sintomas alérgicos após a ingestão de frutos do mar é similar àquele que ocorre nas reações alérgicas à outros alimentos: a maioria das reações ocorre imediatamente e normalmente estas são comunicadas em um período de até 2 horas. Particularmente após a ingestão de crustáceos os sintomas podem ocorrer após minutos, e incluem coceiras, inchaço dos lábios, boca e faringe. No caso do camarão, a reação alérgica pode ser desencadeada após a realização de atividades físicas.
Reações cruzadas com outras fontes de alérgenos
Pessoas alérgicas a peixes e crustáceos frequentemente também afirmam serem alérgicas a ácaros e insetos. Acredita-se que estas ‘reações cruzadas’, como são conhecidas, ocorram em função da semelhança de uma proteína presente em todos estes grupos, as chamadas tropomiosinas. Ou seja, mesmo uma pessoa que nunca consumiu frutos do mar poderia tornar-se alérgica a estes através do contato com outras fontes de tropomiosina, como por exemplo ácaros e alguns insetos (como, pasmem!, baratas) que possuem a tropomiosina semelhante à presente nos frutos marinhos.

Tratamento
Embora novas tecnologias e descobertas possam mudar este cenário em um futuro não tão distante, em geral o tratamento das alergias alimentares, incluindo as alergias aos alimentos marinhos, é baseada na exclusão do alimento da dieta. A necessidade de indicar a presença de componentes e ingredientes derivados de alimentos marinhos já é de fato obrigatória em alguns países como os Estados Unidos, Japão e Europa.
Cabe destacar que, no entanto, as regulamentações com relação aos rótulos ainda são de certa forma limitadas. Primeiro, embora já existam testes para a detecção da tropomiosina de crustáceos (a proteína responsável pela reação alérgica), ainda é possível que os consumidores tenham reações cruzadas em função da presença da tropomiosina de outros insetos e ácaros nos produtos (muito semelhante à tropomiosina dos crustáceos), a qual não seria detectada por tais testes. Além disso, pode haver contaminação dos produtos através do uso dos mesmos equipamentos nas linhas de produção que recebem outros ingredientes, os quais contém os alérgenos. Espera-se porém que com o desenvolvimento de testes mais específicos e sensíveis será possível detectar a presença dos alérgenos de forma mais segura.
Vale lembrar que aos que desconfiam ter uma alergia a frutos do mar ou outro alimento recomenda-se sempre procurar um profissional da saúde especialista que poderá fazer exames para determinar a presença (ou ausência) e natureza da alergia, bem como recomendar o tratamento adequado.

Fonte: Lopata AL, Lehrer SB. New insights into seafood allergy. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2009 9(3):270-7

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CORRIDA DE RUA

Olá a todos! Vamos começar 2010 com novidade!!!

Além das dicas de alimentação e nutrição, vamos associar agora o exercício físico. estou com parceria com Henrique Mariano, professor de educação física (CREF: 69815-G/SP), formado pela FMU, e grande experiência em grupos de corrida com empresas como o SESC-SP, além de alunos personalizados.

O professor Henrique nos ajudará com algumas dicas no blog, além de orientar a prática de corrida de rua. Este projeto do consultório tem como objetivo geral, melhorar qualidade de vida, abaixo, ele coloca 13 motivos para correr...vale a pena!

Os treinos acontecerão 3x/semana em um parque da cidade de São Paulo, e em grupo. Terá meu acompanhamento nutricional durante todo o trabalho, sendo uma visita em consultório, e outra em campo, avaliando alimentação antes, durante e depois do treino, afim de melhorar cada vez mais desempenho do aluno.

Abaixo algumas dica do Henrique.
Maiores informações entre em contato: vivianelago@uol.com.br

Grande abraço.

13 motivos para correr

1. Coração: a corrida exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo. As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta. Desta forma o coração bombeia mais sangue com menos batidas, se tornando mais eficiente. Com o aumento da circulação sangüínea pelo corpo, cresce a entrada de oxigênio nos tecidos.

2. Pulmões: correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade de respiração.

3. Ossos: estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea evitando problemas como a osteoporose (muito comum entre mulheres adultas e na terceira idade).

4. Pressão arterial: correr estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação de sangue. Uma maneira de diminuir a sua pressão é trabalhando a velocidade em terrenos plano.

5. Cérebro: aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite. Em baixas quantidades, essa substância está associada ao surgimento de problemas como a depressão.

6. Peso: quanto maior a intensidade do exercício maior a queima calórica e de gordura. A corrida ajuda a gastar muitas calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso. Em uma hora de treino, um atleta chega a queimar até 950 calorias.

7. Colesterol: diminui os níveis de LDL (colesterol “ruim”). Corredores de longas distâncias têm o nível mais alto de HDL (colesterol bom ), encarregado de transportar os ácidos graxos no sangue e de evitar o seu depósito nas artérias.

8. Estresse: com a corrida, há liberação do hormônio cortisol, aliviando o estresse e a ansiedade.

9. Sono: fazer atividade física, melhora a qualidade de sono. Correr faz a pessoa dormir melhor. Após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem-estar e ajuda a relaxar.

10. Músculos: a corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando-os mais fortes e definidos.

11. Rins: com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.

12. Articulações: correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões tão frágeis do nosso corpo.


13. Aumenta a libido: após 30 minutos de corrida, há um aumento da testosterona que permanece assim, por mais uma hora aproximadamente. No caso das mulheres também há um aumento dos hormônios relacionados ao desejo.

Se ainda não forem motivos suficientes para você, venha apenas brincar, fazer novas amizades e se divertir com a gente!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Fim de Ano...continuação

Continuando as dicas para o fim de ano....cada vez mais perto!
Aguardem...novidades para o 2010!


1) Consuma apenas bebidas lights. No caso de bebidas alcoólicas, não pense apenas no valor calórico, pense também na quantidade ingerida. Evite “goles” muitos longos para não encher o copo a todo o momento. Se não quiser parecer antipático e ficar recusando as bebidas, é só segurar um copo de água ou refrigerante light por um bom tempo.

2) Petiscos: jamais coma salgadinhos fritos. Faça dos salgados uma preparação mais leve, menos calórica e com menos colesterol. Consuma sempre os assados.

3) Chegou a hora das carnes: prefira as mais magras, retire a gordura visível da carne. O peru é menos calórico do que o chester. mas cuidado com a quantidade de sódio dos produtos defumados.

4) Ao escolher a sobremesa dê preferência ao mousse de fruta do que o de chocolate. Evite doces que contenham muitos cremes, chantily, cobertura, recheio. Prefira uma salada de fruta, mas claro sem adição de outro ingrediente.

5) Evite preparações enfeitadas com fios de ovos, pois são extremamente calóricos!! Decore com frutas. Prefira as frutas frescas ao invés das desidratadas ou em conserva.

6) Se no dia tiver churrasco consuma a salada antes dos pratos quentes, mas cuidado com os temperos, dê preferência para o limão e o vinagre.

Agora é só aproveitar as festas sem ficar com alguns quilinhos a mais!!!!

Grande abraço!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

FESTAS DE FIM DE ANO...


As festas estão chegando. Para muitos é uma época difícil, já que além de muitos eventos...têm muitas guloseimas! É época de curtir as festas, reencontrar familiares e amigos, comemorar as conquistas do ano que se passou e torcer para que venha mais, porém sem esquecer que... alimentação é muito importante. Não devemos descuidar.


Então vou passar uma série de dicas para esta época, ok?


Aproveitem para sugestões de temas!


1) Se você não conseguir emagrecer durante as festas, tudo bem. Mas pelo menos coloque como objetivo a manutenção de seu peso.


2) Evite ficar sem comer por muito tempo, pois o organismo entra em sistema de alerta e tudo que comemos vira gordura.


3) Na praia, use como intervalo picolé de fruta ou água de coco, além de refrescantes, pode suprir a necessidade de doces!


4) Faça uma refeição leve durante o dia, pois assim não estará com fome e poderá saborear as delícias da festa sem abusos. Quando estamos com fome fazemos loucuras!!


5) Se for você que vai preparar a ceia, pense nas preparações mais lights.


Estamos só começando....

beijos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vamos cuidar dos nossos adolescentes...


Os pais precisam estar atentos, estar gordinho, não significa apenas estar "fora dos padrões estéticos". Pode significar não estar em plena saúde.
Os adolescentes não se preocupam com saúde. O fato de alguém dizer que no futuro ele pode ter um problema cardíaco ou diabetes, não é preocupante naquele momento. Quem já não pensou quando adolescente: "Sou imbatível, nada acontecerá comigo!"
Este estágio de vida é para se conhecer, aprender, então precisamos orientar, e não só punir e brigar.
Bom, este tema, adolescência, pode me deixar escrevendo muito, risos...então vamos ao artigo.

Incidência de gordura no fígado em adolescentes obesos é de 50%, indica estudo
Estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), identificou que aproximadamente 50% dos adolescentes obesos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Departamento de Biociências, no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Universidade, apresentam algum grau de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD - Non-alcoholic fatty liver disease), o que significa acúmulo de gordura no fígado.


Consequências do acúmulo de gordura no fígado
Essa doença tem sido considerada como o novo marcador da síndrome metabólica (conjunto de alterações no metabolismo) , caracterizada por aumento das chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares associadas à obesidade e à morte precoce. A pesquisa apontou os fatores mais determinantes para o desenvolvimento da NAFLD.


Causas para o desenvolvimento de acúmulo de gordura no fígado
Os adolescentes obesos que tiveram diagnóstico para esteatose apresentam aumento circulante do neuropeptídeo Y (NPY), principal fator orexígeno, responsável pelo aumento da fome. Além das alterações comumente apresentadas em obesos, esses pacientes têm ainda uma alteração na regulação neural do balanço energético, o que dificulta o emagrecimento.
Entre os fatores determinantes para o desenvolvimento da doença, a ingestão elevada de carboidratos e de gorduras saturadas, encontradas em frituras e produtos industrializados, é forte estimulante para o aumento deste neuropeptídeo. A gordura saturada está correlacionada ao aumento da gordura visceral (depositada na região abdominal do corpo), que está associada ao aumento das chances de doenças cardiovasculares e morte precoce.
Foram avaliados desde 2004, cerca de 300 adolescentes, com idade entre 15 e 19 anos. Entre os que apresentaram a doença, foi observada a incidência de esteatose nos graus 1 (cerca de 30% de gordura no fígado), 2 (entre 30% e 60%) e 3 (de 60% a 90%). A partir disso, o paciente já apresenta quadro de fibrose e posteriormente cirrose. Embora as causas sejam diferentes, os efeitos são os mesmos da esteatose hepática alcoólica.
Os adolescentes diagnosticados passaram então por um ano de tratamento clínico, nutricional, orientação psicológica e atividade física. Metade conseguiu reduzir os níveis de gordura para índices considerados saudáveis. "A chance de cura existe, mas depende do emagrecimento. Também é importante que o paciente não perca peso muito rapidamente, porque quando ocorre o emagrecimento rápido, a gordura estocada nas vísceras (região central do corpo) vai diretamente para o fígado, que não consegue sintetizá-la a contento e exportá-la novamente para a circulação, aumentando a quantidade de gordura intra-hepática", explica a Dra. Ana Dâmaso, coordenadora da pesquisa.
A incidência da síndrome metabólica ocorre em cerca de 32% dos pacientes com obesidade mórbida. Nestes casos associados à resistência insulínica é preciso complementar o tratamento com medicação e as chances de cura da obesidade mórbida são menores. No entanto, ao final de um ano de tratamento, houve redução para 8% dos casos de adolescentes obesos com a síndrome.
Tratamento
O Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade para adolescentes do Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) terá continuidade. O próximo grupo iniciará os trabalhos em janeiro de 2010 e as inscrições, para jovens entre 15 e 19 anos, estarão abertas de 9 de novembro a 18 de novembro de 2009 e de 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010.
Os interessados deverão agendar entrevista por telefone: (11) 55720177, com June, Aline, Raquel ou Fabíola. Rua Marselhesa, 535 Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz). O tratamento é gratuito, mas a Universidade não se responsabiliza por custos com transporte e alimentação.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Última parte - dicas comportamentais!

Olá, enfim a última parte das dicas de comportamento!

1) Evite ficar se pesando. Guarde a balança de casa! Pesar constantemente pode ser uma armadilha. Veja duas situações:
a. Perdi peso: “Oba, eu mereço comer uma pizza ou sobremesa”, se eu esquecer a quantidade....prejuízo na certa.
b. Ganhei peso: “Chega! Estou cansada de fazer dieta! Vou parar com tudo!” De repente você abandona o tratamento.

2) Identifique e diferencie: FOME, VONTADE e ANSIEDADE. São três situação que comemos de maneira diferente.
a. FOME: o que tiver você come, pode ser alface, não importa! Você come pensando em volume, portanto, come muito. Muitas vezes nem mastiga, outro motivo que leva a comer muito.

b. VONTADE: imagine a situação, você adora chocolate, mas um dia ficou com muita vontade de comer jiló. Não importa!!!Pode estar numa doceria, pode comer chocolate, mas a vontade do jiló continua. Se você tivesse partido para “matar” a vontade, talvez comesse menos. (observação: as grávidas e os maridos sabem do que estou falando, risos).

c. ANSIEDADE: comer qualquer coisa para esquecer de alguma dificuldade. Conclusão? Continua sem resolver seu problema, e talvez ganhou mais...culpa por comer o pacote de bolacha! Será que vale a pena?

3) Cuidado com os beliscos. Coisas pequenas e de baixa caloria podem enganar! Pense em uma bala de 10 calorias. Pouco, não é mesmo? Agora pense no pacote de bala?

4) Qualquer atividade física é valiosa! Escolha alguma coisa que te dê prazer.

5) Entenda que ao utilizar medicação para emagrecer, não significa sucesso absoluto. Você ainda é o principal fator para o sucesso.

6) Se valorize! Reconheça suas conquistas!

Espero que estas dicas ajuddem todos.
Utilizem o espaço de comentários para expor experiências! Vamos utilizar o blog como um canal de comunicação e trocas de experiências!

Grande beijo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Açúcar e gordura inibem saciedade e levam a comer mais

Estou colocando alguns trechos da matéria publicada na Folha on line. Meus comentários estão em vermelho


...pesquisadores apontam mecanismos fisiológicos e características específicas de alguns alimentos que levam as pessoas a comerem (bem) mais do que deveriam, burlando os mecanismos que levam à sensação de saciedade.
Os limites que devem ser impostos ao comensal para que pare de comer vão além da impressão de estômago cheio. Por isso, reconhecer os ingredientes que levam ao engano do organismo e não se deixar levar somente pela sensação de saciedade para encerrar uma refeição ou uma rodada de petiscos pode ser crucial para evitar ganho de peso indesejado ou prejuízos à saúde.
Eu sempre digo que quando começamos comer algum doce, a vontade de continuar é grande. É difícl apertar o freio. Por isso, tome cuidado e observe sempre o que está comendo, e por quê está comendo!!!
"É verdade que caloria é sempre caloria. Mas o que não é levado em conta é como algumas calorias afetarão o que as pessoas comerão depois", diz Aronne no livro ("The Skinny: On Losing Weight without Being Hungry" (o magro: perdendo peso sem passar fome; ed. Broadway Books), ele foi escrito por Louis Aronne, especialista em programas de controle de peso do New York Presbyterian Hospital, e ainda não foi lançado no Brasil), explicando por que alguns tipos de comida -independentemente do nível calórico- têm efeito maior no ganho de peso do que outros.
O autor cita alimentos feitos de carboidratos refinados, ricos em açúcar e em gordura como os maiores enganadores da sensação de satisfação.
Pois é, as vezes as pessoas questionam: um brigadeiro pequeno tem o mesmo valor calórico que uma fruta...então, prefiro o doce!!!E aí começa a grande dificuldade, comer apenas UM brigadeiro! Comendo, por exemplo, uma laranja, você sentirá maior sensação de saciedade e esta sensação durará mais tempo, isso porque as frutas contém mais fibras, que promovomem lenta absorção, promovendo então maior tempo de saciedade. mas agora vem a questão do trabalho de consientização! Lembre das dicas comportamentais....
Uma pesquisa norte-americana divulgada no último mês no "Journal of Clinical Investigation" também aponta relações semelhantes. O estudo, realizado em ratos, mostrou que alimentos que contêm ácido palmítico (substância presente em produtos ricos em gorduras saturadas) alteram a excreção de insulina e de leptina, hormônios relacionados ao apetite e à saciedade. Nos animais, os efeitos desses alimentos gordurosos duraram por volta de três dias. Teoricamente, como argumentam os pesquisadores, isso pode até ajudar a explicar por que algumas pessoas se sentem mais famintas às segundas-feiras, já que a maioria abusa desses alimentos nos fins de semana.
Bom, fim de semana é normalmente difícil para muitas pessoas...portanto, comecem encarar como dia comum, porém com mais tempo para nós!

Gorduras
Alimentos preparados com bastante gordura também são mais agradáveis ao paladar, o que propicia uma maior ingestão desse tipo de comida.
As gorduras também têm poder sacietógeno (de provocar saciedade) menor do que carboidratos e proteínas. Outros estudos recentes relacionam a excreção de grelina (outro hormônio relacionado ao apetite e à saciedade) e de leptina à ingestão de gorduras. "A quantidade de alimento e de calorias ingeridas em forma de gordura necessária para levar à produção desses hormônios que levam à saciedade acaba sendo muito maior", explica o endocrinologista Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
A pesquisadora Ana Maria Lottenberg, nutricionista da disciplina de endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, estuda a ingestão de aveia e a ação das fibras do cereal nos mecanismos de regulação da grelina, para entender se a ação do alimento vai além do estômago cheio. "Quando ficamos algumas horas sem comer, os níveis de grelina sobem na circulação, estimulando o apetite. Alguns trabalhos sugerem que alimentos ricos em fibras, como a aveia, prolongam a queda da grelina, demorando mais tempo para subir de novo e mantendo a sensação de saciedade por mais tempo."

Então fica aqui a minha dica! Evite o consumo de doces e gorduras durante a tarde (horário crítico: 17h...risos), pois desta maneira a tendência é comer grande quantidade. Prefira os doces como sobremesa, pois assim é possível consumir bastante fibras da salada, e evitar assim, tudo o que falamos do açícar!
Ah, e lembrem-se....quando falamos em doces, está embutido, na maioria das vezes a gordura também! A grande amaioria das preparações tem a gordura como ingrediente!

JULLIANE SILVEIRA da Folha de S.Paulo
fonte:
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ equilibrio/ noticias/ ult263u635271. shtml

Beijos, e aproveitem as dicas!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dieta mediterrânea ajuda a prevenir depressão

Esta matéria foi publicada pela BBC Brasil. Mais uma vez a alimentação colaborando para nosso bem estar!

Dieta mediterrânea
Rica em ácidos graxos monoinsaturados como o azeite de oliva
Consumo moderado de álcool e laticínios
Baixo consumo de carne vermelha
Alto consumo de legumes, verduras, frutas, castanhas, cereais e peixe

A dieta mediterrânea - que, acredita-se, protege contra doenças cardíacas e o câncer - pode ajudar também a prevenir a depressão, indica um estudo feito por pesquisadores espanhóis.
A dieta se baseia em alimentos que tradicionalmente são consumidos nas cidades às margens do Mar Mediterrâneo, daí o seu nome. Ela inclui grãos integrais, hortaliças, oleaginosas, azeitonas, azeite de oliva extra virgem e menos carnes vermelhas, que são substituídas pelo consumo de peixe.

Os cientistas espanhóis constataram na pesquisa que pessoas que seguem essa dieta têm 30% menos chances de desenvolver depressão.
A equipe, das Universidades de Las Palmas e Navarra, monitorou 10.094 adultos saudáveis durante quatro anos e publicou seu estudo na revista científica Journal of the American Medical Association.

Padrões Alimentares
A equipe recrutou estudantes universitários e pediu que eles preenchessem questionários com informações sobre seus hábitos alimentares.

Com base nas informações, os pesquisadores calcularam a adesão dos participantes à dieta mediterrânea durante um período de, em média, 4,5 anos.
Os que apresentaram maiores índices de adesão à dieta tendiam a ser homens, ex-fumantes, casados e mais velhos.

Eles também eram mais ativos fisicamente e apresentavam um consumo total de energia mais elevado.

Os pesquisadores identificaram 480 novos casos de depressão durante o período em que monitoraram os participantes - 156 nos homens e 324 nas mulheres.
O estudo concluiu que os que apresentavam maior adesão à dieta tinham 30% menos probabilidade de ter depressão.

O estado civil, o número de filhos e outros indicadores associados a estilos de vida saudáveis também foram considerados pelos pesquisadores ao se calcular a probabilidade de desenvolver a desordem.

Mais Pesquisas
O pesquisador Miguel Martinez-Gonzalez, da Universidade de Navarra, disse que os resultados terão de ser confirmados em estudos mais longos e com mais participantes, mas acrescentou que o atual estudo encontrou uma forte associação inversa entre a dieta mediterrânea e depressão.
"Trinta por cento é uma redução grande no risco e isso poderia ser muito importante considerando-se quão sérias são as consequências de uma depressão." Gonzalez disse ainda que é provável que a dieta de maneira geral seja mais importante do que o efeito de componentes individuais.

A psicóloga clínica Cecilia D'Felice disse que há cada vez mais evidências de que a dieta é importante no tratamento da depressão. Ela disse: "O que nós sabemos é que uma dieta rica em azeite de oliva aumenta a quantidade disponível de serotonina". "A maioria dos antidepressivos trabalha para manter mais serotonina no cérebro."

Matéria publicada pela BBC Brasil

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mais dicas de comportamento...

Olá!
E aí, como foi o treino com as dicas anteriores?
Comentem... Podem colocar as dificuldades e expreiências pessoais nos comentários!
Estou colocando mais algumas dicas.

1) Evite se alimentar com outra atividade (TV, computador, lendo), pois desta maneira não percebemos de fato o que e que hora comemos... Conclusão? Fico me perguntando: será que almocei?

2) Mastigue devagar! Solte o talher a cada garfada. Quando mastigamos devagar, o cérebro consegue identificar mais rápido a saciedade.

3) Sirva porções menores do que o habitual. Utilize utensílios menores.

4) Faça a lista de compras antes de ir ao supermercado e não deixe de seguir a risca!

5) Ficamos com vontade de comer tudo o que vemos pela frente quando estamos com fome. Portanto, evite entrar no supermercado, padaria, ou qualquer estabelecimento relacionado com alimentação com fome!

6) Cuidado com o pensamento: “chegou o fim de semana, e agora posso comer tudo o que deixe de comer na semana! Eu mereço”. Conclusão? Recupero o peso eliminado em dois dias, e desta maneira fico em efeito “iô iô” durante o tratamento. Isto desanima qualquer um!!!

7) Sim, você realmente merece ter prazer em comer. Mas será que não é melhor aprender como e quando colocá-las no seu dia a dia? Escolha 2 ou 3 refeições com alguma guloseima por semana.

8) Se tiver festa sábado e domingo, evite qualquer guloseima durante a semana.


Bom, espero que ajude mais!
Ainda tenho mais dicas para escrever!

Grande beijo a todos!

Viviane