quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alergia a frutos do mar

Matéria publicada no site: http://www.vidasemglutenealergias.com
Interssante em época de praia...férias...

Os chamados ‘frutos do mar’ (camarão, lagosta, siri, lula, caranguejo, marisco, dentre outros) e os peixes desempenham um papel importante na saúde e nutrição humana. O crescimento internacional do produtos marinhos reflete a popularidade e alta frequência de seu consumo em vários países. Lamentavelmente, sua maior produção e consumo tem também levado no aumento da frequência de problemas de saúde – fundamentalmente alergias – entre os consumidores.

Nas comunidades e populações onde a alergia foi estudada, observa-se que a prevalência da alergia a produtos marinhos costuma ser maior quanto maior o seu consumo pela população em questão. Considera-se geralmente que os crustáceos (por exemplo camarão, lagosta, siri e caranguejo) e os peixes estejam entre os quatro grupo alimentares que mais provocam reações anafiláticas severas. De fato, em um estudo em que se analisaram as admissões por reações alimentares em unidades de emergência de hospitais norte-americanos, os crustáceos foram grupo mais frequentemente responsável pela reação em pessoas com idade superior a 6 anos.
Alguns estudos indicam que a alergia a peixes e frutos do mar estaria presente em 1,3% a 1,9% da população. E a alergia a peixes e crustáceos é comum não apenas no ocidente, como também em países asiáticos, em que é frequente e significativa tanto entre adultos como em crianças. No geral, a alergia a frutos do mar tende a persistir durante a vida toda.

Características clínicas
O padrão de sintomas alérgicos após a ingestão de frutos do mar é similar àquele que ocorre nas reações alérgicas à outros alimentos: a maioria das reações ocorre imediatamente e normalmente estas são comunicadas em um período de até 2 horas. Particularmente após a ingestão de crustáceos os sintomas podem ocorrer após minutos, e incluem coceiras, inchaço dos lábios, boca e faringe. No caso do camarão, a reação alérgica pode ser desencadeada após a realização de atividades físicas.
Reações cruzadas com outras fontes de alérgenos
Pessoas alérgicas a peixes e crustáceos frequentemente também afirmam serem alérgicas a ácaros e insetos. Acredita-se que estas ‘reações cruzadas’, como são conhecidas, ocorram em função da semelhança de uma proteína presente em todos estes grupos, as chamadas tropomiosinas. Ou seja, mesmo uma pessoa que nunca consumiu frutos do mar poderia tornar-se alérgica a estes através do contato com outras fontes de tropomiosina, como por exemplo ácaros e alguns insetos (como, pasmem!, baratas) que possuem a tropomiosina semelhante à presente nos frutos marinhos.

Tratamento
Embora novas tecnologias e descobertas possam mudar este cenário em um futuro não tão distante, em geral o tratamento das alergias alimentares, incluindo as alergias aos alimentos marinhos, é baseada na exclusão do alimento da dieta. A necessidade de indicar a presença de componentes e ingredientes derivados de alimentos marinhos já é de fato obrigatória em alguns países como os Estados Unidos, Japão e Europa.
Cabe destacar que, no entanto, as regulamentações com relação aos rótulos ainda são de certa forma limitadas. Primeiro, embora já existam testes para a detecção da tropomiosina de crustáceos (a proteína responsável pela reação alérgica), ainda é possível que os consumidores tenham reações cruzadas em função da presença da tropomiosina de outros insetos e ácaros nos produtos (muito semelhante à tropomiosina dos crustáceos), a qual não seria detectada por tais testes. Além disso, pode haver contaminação dos produtos através do uso dos mesmos equipamentos nas linhas de produção que recebem outros ingredientes, os quais contém os alérgenos. Espera-se porém que com o desenvolvimento de testes mais específicos e sensíveis será possível detectar a presença dos alérgenos de forma mais segura.
Vale lembrar que aos que desconfiam ter uma alergia a frutos do mar ou outro alimento recomenda-se sempre procurar um profissional da saúde especialista que poderá fazer exames para determinar a presença (ou ausência) e natureza da alergia, bem como recomendar o tratamento adequado.

Fonte: Lopata AL, Lehrer SB. New insights into seafood allergy. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2009 9(3):270-7

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CORRIDA DE RUA

Olá a todos! Vamos começar 2010 com novidade!!!

Além das dicas de alimentação e nutrição, vamos associar agora o exercício físico. estou com parceria com Henrique Mariano, professor de educação física (CREF: 69815-G/SP), formado pela FMU, e grande experiência em grupos de corrida com empresas como o SESC-SP, além de alunos personalizados.

O professor Henrique nos ajudará com algumas dicas no blog, além de orientar a prática de corrida de rua. Este projeto do consultório tem como objetivo geral, melhorar qualidade de vida, abaixo, ele coloca 13 motivos para correr...vale a pena!

Os treinos acontecerão 3x/semana em um parque da cidade de São Paulo, e em grupo. Terá meu acompanhamento nutricional durante todo o trabalho, sendo uma visita em consultório, e outra em campo, avaliando alimentação antes, durante e depois do treino, afim de melhorar cada vez mais desempenho do aluno.

Abaixo algumas dica do Henrique.
Maiores informações entre em contato: vivianelago@uol.com.br

Grande abraço.

13 motivos para correr

1. Coração: a corrida exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo. As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta. Desta forma o coração bombeia mais sangue com menos batidas, se tornando mais eficiente. Com o aumento da circulação sangüínea pelo corpo, cresce a entrada de oxigênio nos tecidos.

2. Pulmões: correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade de respiração.

3. Ossos: estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea evitando problemas como a osteoporose (muito comum entre mulheres adultas e na terceira idade).

4. Pressão arterial: correr estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação de sangue. Uma maneira de diminuir a sua pressão é trabalhando a velocidade em terrenos plano.

5. Cérebro: aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite. Em baixas quantidades, essa substância está associada ao surgimento de problemas como a depressão.

6. Peso: quanto maior a intensidade do exercício maior a queima calórica e de gordura. A corrida ajuda a gastar muitas calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso. Em uma hora de treino, um atleta chega a queimar até 950 calorias.

7. Colesterol: diminui os níveis de LDL (colesterol “ruim”). Corredores de longas distâncias têm o nível mais alto de HDL (colesterol bom ), encarregado de transportar os ácidos graxos no sangue e de evitar o seu depósito nas artérias.

8. Estresse: com a corrida, há liberação do hormônio cortisol, aliviando o estresse e a ansiedade.

9. Sono: fazer atividade física, melhora a qualidade de sono. Correr faz a pessoa dormir melhor. Após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem-estar e ajuda a relaxar.

10. Músculos: a corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando-os mais fortes e definidos.

11. Rins: com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.

12. Articulações: correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões tão frágeis do nosso corpo.


13. Aumenta a libido: após 30 minutos de corrida, há um aumento da testosterona que permanece assim, por mais uma hora aproximadamente. No caso das mulheres também há um aumento dos hormônios relacionados ao desejo.

Se ainda não forem motivos suficientes para você, venha apenas brincar, fazer novas amizades e se divertir com a gente!!!