quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

TOP BLOG 2010


CONSEGUIMOS O SEGUNDO LUGAR NO TOP BLOG!!!!!


MUITO OBRIGADA!!! AGRADEÇO A TODOS QUE ACOMPANHAM O BLOG, SÃO ESSENCIAS.... ALÉM DO TOP BLOG, QUE OFERECE ESTA PREMIAÇÃO, E INCENTIVA E DIVULGA BONS TRABALHOS E INFORMAÇÕES SÉRIAS!


Parabéns ao blog Alimentarium que conquistou o primeiro lugar.

COM ORGULHO, O CERTIFICADO....

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dicas para o verão

A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou um site para divulgar informações importantes para o período de férias e verão.

Nesta época aumentam os números de casos de intoxicação alimentar, doenças transmitidas por alimentos e água! Precisamos nos cuidar e curtir o verão com saúde!

Vale a pena conferir: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/alimentos_festas/agua_segura.htm

Grande beijo!
Viviane

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PRÊMIO TOP BLOG 2010


É com imensa alegria que comunico que estamos, pelo segundo ano consecutivo, entre os três finalista do PRÊNIO TOP BLOG. Este ano estamos concorrendo na categoria SAÚDE, como blog profissional, pelo júri acadêmico.

Quero muito agradecer a todos os seguidores do blog, e aqueles que mesmo de passagem, contribuem para que eu continue este trabalho com seriedade e satisfação.

Quem quiser conhecer mais sobre o prêmio acessem:
Muito obrigada mesmo!
Estou muito feliz!!!

Grande beijo
Viviane


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Olha o sódio de novo!!!



Um estudo da ANVISA (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou esta semana o excesso de sódio presente nos alimentos industrializados. Como se não bastasse a grande quantidade de sódio por porção de alimento, existe uma variação grande no mesmo produto de marcas diferentes. É o que observou em : batata palha que teve variação de até 14 vezes, salgadinhos de milho, esta variação entre uma marca e outra foi de 12 vezes. Portanto... está na hora de começar avalair os rótulo da informação nutricional com mais carinho!
As bebidas, também estão entre os produtos avaliados. E se você pensa que por estar consumindo um produto light, e pior, não é salgado, está livre do sódio? Se enganou!!! Os refrigerantes lights apresentam maior quantidade de sódio do que os da versão normal/tradicional. Isso pode acontecer pela adição do ciclamato de sódio, que é um adoçante utilizado em substituição ao açúcar.

Vejam na tabela a seguir um resumo dos alimentos estudados.



Bom, frente a dificuldade de se avaliar rótulos, vou postar nas próximas semanas uma série sobre a rotulagem de alimentos. Aguardem.

Grande abraço
Viviane

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pimenta


Vamos falar da pimenta! Muitos gostam deste tempero, e podem usar, pois apresenta boas propriedades nutricionais. Porém, não abuse, pois a mesma substância responsável pelos benefícios é também responsável pela irritação da mucosa, sendo contra indicada para principalmente para quem tem problemas gastrointestinais (gastrite, úlcera, hemorróidas e outros).
A pimenta tem uma substância chamada CAPSAICINA. É esta substância responsável pelo gosto picante da pimenta, além de ser o responsável também pelas propriedades funcionais, como: expectorante; descongestionante; antioxidante; antibacteriana.
Outras duas propriedades bem interessantes são: sua capacidade de transformar parte das calorias dos alimentos em calor, ou seja, é considerada um ótimo indutor de termogênese; além de aumentar a liberação de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina) e conseqüente diminuição do apetite e da ingestão de calorias, proteínas e gorduras nas refeições seguintes.
A dica é utilizar a pimenta vermelha junto com a refeição, ok?


Beijos,
Viviane

sábado, 16 de outubro de 2010

Dia Mundial da Alimentação


Hoje é Dia Mundial da Alimentação.
Aproveitem a oportunidade para pensar na incorporação de hábitos saudáveis!!!
Todos sabem o que engorda, o que não é saudavel comer, mas como aplicar este conhecimento no dia a dia? Pois é, um nutricionista pode te ajudar neste processo!
Podem colocar sugestões de temas a serem abordados no blog! Obrigada pela companhia!

Beijos,
Viviane

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rótulos de alimentos infantis

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) analisou 44 produtos quanto a qualidade nutricional dos alimentos e embalagem. Verificou-se a falta de clareza nos rótulos. Apesar de todos estarem corretos segundo as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Idec ressalta que os produtos, por serem destinados a crianças, deveriam conter as informações nutricionais para os pequenos e não para adultos, seguir porções equivalentes nas diversas marcas e informar que o consumo excessivo de gordura, sódio e açúcar pode causar danos à saúde.

Precisamos tomar cuidado ao avaliar um rótulo, não olhar somente calorias e alegações visíveis colocadas pelas empresas. É mais complexo do que ser parece. Precisamos avaliar cada rótulo e definir a porção adequada para cada pessoa.

A lei coloca a porção usual do alimento, que pode não ser a sua. A comparação com a refer~encia diária de consumo é com relação a 200 kcal diárias, considerada a média ideal. Isto não significa que é o seu ideal. Isto provoca confusão também quando o alimento não tem fim específico para o consumo da criança e as recomendações ficam para adultos, quando que vai consumir, é uma criança.

São necessárias algumas continhas com as informações do rótulo, portanto, pergunte ao seu nutricionista como realizar a leitura e compreensão dos rótulos!

Beijos,
Viviane

sábado, 9 de outubro de 2010

Evento para o público em geral - DIABETES


Encontro Com o Especialista - 16/10 - 10h - Adultos Com Diabetes – Quando é Tempo de Controlar?

Segundo o último Censo, 90% dos brasileiros que tem diabetes apresentam o tipo 2, conhecido por acometer adultos, geralmente acima do peso, sedentários e com antecedentes familiares. O diagnóstico do tipo 2 nem sempre é feito precocemente.

Quando descobre ter diabetes é preciso que a pessoa mude seu estilo de vida.

Pensando nisto, a Associação de Diabetes Juvenil realizará no dia 16 de outubro, sábado, às 10h, o encontro educativo “Adultos com diabetes – Quando é tempo de controlar?”.

O palestrante deste encontro será Dr. João Eduardo Nunes Salles, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do departamento de Diabetes no Idoso da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Dr. Salles abordará os seguintes assuntos: O monitoramento como ferramenta para um bom controle; O controle glicêmico na prática da prevenção das complicações; e Diabetes e as doenças da maturidade.

Os participantes terão um momento para tirar suas dúvidas com o palestrante.

Podem participar pessoas com diabetes, seus familiares e interessados no tema.

As vagas são limitadas.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas

via fone: (11) 3675-3266 Ramal 11 ou 0800-100627.


Autor: Debora Gisele Leoni - Jornalista
Fonte: ADJ


Vale a pena conferir. Aproveitar a possibilidade de esclarecer dúvidas com que entende.
Recomendo este evento.

Abraço atodos,

Viviane

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MUITO OBRIGADA!!!!

Mais uma vez estamos entre os 100 mais votados pelo TOP BLOG 2010!

Sem vocês que acompanham o blog, nada disso seria possível!

Agradeço mesmo de coração! E peço que votem de novo nesta segunda etapa!!!

Grande beijo, com muito agradecimento.
Viviane

sábado, 2 de outubro de 2010

Nível de Estresse

Como anda seu estresse? Difícil heim??? Sabe que isto pode afetar muito em sua vida, em todos os sentidos! Portanto, cuide-se!!!





Este link é interessante para avaliar seu índice de estreesse



http://www.diabetes.org.br/calculadoras/calcule-seu-indice-de-estresse




Verifique também seu Índice de massa corpórea (IMC). Este é um método fácil e rápido, porém nos mostra apenas a relação entre peso e altura como um todo, ou seja, não identifica a gordura corporal total. Para isso são necessários outras avaliações como por exemplo as dobras cutâneas e o exame de bioimpedância.


Como calcular o IMC





Bom, agora com estes resultados...se for necessário...se cuide!!!

Beijos

Viviane

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dia Mundial do Coração



Dia 30 de setembro comemora-se o DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO.


Como podemos comemorar??? Com hábitos de vida saudável!


Dicas rápidas:


- controle o sal da sua alimentação. Indicação de matéria do blog: matéria de 18 de fevereiro de 2010 - http://dravivianelago.blogspot.com/2010/02/reduzindo-o-sal-da-nossa-alimentacao.html




- reduzindo a ingestão de gorduras ruins




- mantendo um peso saudável.


Indicação de leitura:












A prática regular de exercício físico também é muito importante!



Bom, aí tem bastante leitura....risos.




Beijos


Viviane




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Suplemento Alimentar

Acho importante informar esta nota!

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão de propagandas de divulgação da creatina de responsabilidade da empresa Probiótica Laboratórios LTDA. Segundo a ANVISA, este alimento em excesso pode trazer prejuízos para a saúde, além de não apresentar os resultados esperados. Esta determinação terá o tempo de duração necessário para a adequação da campanha publicitária.
A creatina é utilizada como recurso ergogênico entre atletas e praticantes de exercício físico com o intuito de crescimento muscular, aumento de força e melhora de rendimento.
Por isso sempre recomendo que procure o profissional adequado para que avalie criteriosamente a necessidade da suplementação de qualquer substância!
Grande abraço
Viviane

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Exercício reduz fome além de queimar calorias

Estudo brasileiro diz que fazer exercício diminui a vontade de comer, além de queimar calorias. Além de consumir calorias, fazer exercícios atenua a sensação de fome. esta é a conclusão de um estudo do professor Eduardo Ropelle, da Universidade de Estadual de Campinas (UNICAMP) publicado recentemente na revista científica PLoS Biology.
A grande maioria já conhece os benefícios do exercício físico, mas as vezes é difícil começar!!! Nada como mais estudos científicos para reforçar os benefícios, não é mesmo.
Para quem se interessar, ouça mais no programa de rádio Pesquisa Brasil. É um programa da Rede Eldorado em parceria com a Revista FAPESP.
Abraço a todos...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

DIA DO NUTRICIONISTA

Desejo a todos os nutricionistas muita felicidade!

Parabéns pela bela escolha da profissão!

E claro, não posso deixar de agradecer todos que acompanham o blog e acreditam na nossa profissão!
Grande beijo

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quase metade de adultos do país está acima do peso-IBGE

Por Rodrigo Viga Gaier
Quase metade da população adulta brasileira, com 20 anos de idade ou mais, está acima do peso, sendo que cerca de 15 por cento desses são considerados obesos, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.
"Estamos numa situação de absoluto alerta vermelho", disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a jornalistas na sede do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Estamos chegando a um padrão muito próximo, infelizmente, de países como os Estados Unidos e a Austrália. Se mantivermos esse ritmo, daqui a 10 anos estaremos com dois terços da população acima do peso, como já acontece nos Estados Unidos", acrescentou.
O problema do excesso de peso atinge mais homens que mulheres, embora a diferença seja considerada pequena. Já a obesidade é maior entre as mulheres, segundo o IBGE.
De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), em 2009, 49 por cento dos brasileiros com 20 anos ou mais apresentavam excesso de peso, sendo que entre os homens esse patamar chegou a 50,1 por cento e entre as mulheres é de 48 por cento. O resultado representa, de acordo com o IBGE, um grande salto estatístico em relação ao perfil observado na década de 1970.
"O excesso de peso e a obesidade são fenômenos crescentes e aparecem de forma generalizada. As informações sobre excesso de peso são muito contundentes", disse a coordenadora do instituto, Márcia Quintsler. As classificações sobre o peso têm como referência parâmetros utilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O sobrepeso é maior entre os que têm 55 anos e 64 anos, sendo que 60,7 por cento apresentam quilos a mais. "O excesso de peso foi diagnosticado em cerca de metade dos homens e das mulheres, excedendo em 28 vezes a frequência do déficit de peso no sexo masculino e em 13 vezes no feminino", disse o IBGE em comunicado.
O problema da obesidade, identificado em 14,8 por cento dos adultos brasileiros, é mais grave entre as mulheres (16,9 por cento) do que entre os homens (12,5 por cento).
O ministro ressaltou que o aumento de peso da população representa um grave problema para a saúde dos brasileiros, em decorrência da grande variedade de doenças relacionadas.
"Excesso de peso, obesidade e inatividade física projetam hipertensão, diabete, doenças cardiovasculares, AVC, câncer e doenças crônicas, ou seja, afeta profundamente a qualidade de vida", alertou Temporão.
O excesso de peso e a obesidade foram observadas em todas as faixas etárias pesquisadas pelo IBGE, independentemente do sexo, da região ou do estrato de renda. Márcia Quintsler observou, no entanto, que "nos homens, o excesso de peso e a obesidade têm mais equivalência com a renda".
"Há uma tendência de evolução temporal do excesso de peso e obesidade com aumentos modestos ou até mesmo estabilidade de 1974 a 1989 e aumentos explosivos entre 1989 e 2009", afirmou o IBGE.

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
O excesso de peso foi identificado em 2009 em uma em cada três crianças de 5 a 9 anos (33,5 por cento), o equivalente a um salto de 20 pontos percentuais em 20 anos.
Entre os 34,8 por cento de meninos com sobrepeso, quase metade (16,6 por cento) apresentou obesidade (mais de quatro vezes os 4,1 por cento de 1989). Nas meninas, de 32 por cento com sobrepeso, um terço (11,8 por cento) era obesa (quase cinco vezes os 2,4 por cento registrados em 1989.
Segundo o ministro, o governo está empenhado em melhorar a qualidade da alimentação escolar para tentar combater o aumento de peso da população.
"O Brasil tem adotado política para mudar radicalmente a oferta de alimentos nas escolas. O banimento de alimentos com muito valor calórico é fundamental", afirmou Temporão.
A tendência de aumento de peso entre adolescentes com idade de 10 a 19 anos se manteve nos últimos 34 anos. No sexo masculino, o índice passou de 3,7 por cento para 21,7 por cento. Já entre as mulheres, as estatísticas saltaram de 7,6 por cento (1974-1975) para 19,4 por cento (2008-2009). Entre os dois sexos, o sobrepeso tendeu a ser mais frequente em áreas urbanas que em rurais.

Vamos nos cuidar!!!
Coloquei esta reportagem para que todos possam pensarque não vale a penafazer parte desta estatística! Vamos mudar este dado!
Beijos

Viviane

Comer demais.....

Matéria extraída do site da BBC


Comer demais em pouco tempo pode aumentar gordura no longo prazo, diz estudo
Efeito de dieta ruim e poucos exercícios pode ser de longo prazo

Uma pesquisa feita por cientistas na Suécia afirma que pessoas que se alimentam mal e em excesso – mesmo durante apenas um pequeno período de tempo – podem sofrer um aumento na gordura do seu corpo no longo prazo. No estudo da universidade de Linkoping, um grupo de pessoas passou quatro semanas comendo vários alimentos ricos em gordura e praticando poucos exercícios físicos. Em média, eles engordaram 6,4 quilos. Mais de dois anos depois, os indícios de aumento da gordura no corpo ainda eram evidentes. Durante a pesquisa, que foi publicada na revista científica Nutrition & Metabolism, os 18 participantes do estudo tiveram sua atividade física limitada a 5 mil passos por dia, a média de uma pessoa com vida sedentária.


Longo prazo
Durante quatro semanas, eles aumentaram em 70% o consumo de alimentos com muitas calorias. Após seis meses, eles já haviam perdido quase todo o peso adquirido – por volta de 5kg. No entanto, após 12 meses, o peso médio de cada um havia aumentado em 1,5kg, dos quais 1,4kg eram em gordura. Após dois anos e meio, aumento do peso foi de 3,1kg.
A pesquisa sugere que até mesmo um período curto de ingestão excessiva de alimentos gordurosos e a falta de exercícios podem mudar psicologicamente cada pessoa, tornando mais difícil a perda de peso.


Meus comentários


Notícia ruim hein? Mas não novidade, não é mesmo? Isso reflete muito o fim de semana, onde normalmente nos damos o direito de comer a vontade com o pensamento de que já foi muito doloroso a restrição da semana!


Pois é, volto a falar. Procure uma orientação nutricional e não uma dieta. Devemos pensar em uma mudança que não seja impossível manter para a vida inteira. É preciso encontrar a fórmula (e é isso que não é tão simples!) para incorporar novos hábitos alimentares eficazes para serem mantidos pela vida! Afinal, como sempre digo, não estamos neste mundo para sofrer!


Grande beijo a todos!
Viviane


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Suar é sinal de queima de calorias?


Matéria publicada no site da Uol - Ciência e Saúde

Cristina Almeida


Existe a crença de que quanto mais você sua mais calorias você estaria queimando. Muitos vão em saunas para emagrecer ou usam roupas mais quentes para malhar. Mas a verdade é que ao suar você só perde água e sais minerais. É possível até ver uma diminuição no peso, mas as gordurinhas estão intactas e é só você se reidratar para o efeito passar.
A associação de que é preciso “suar a camisa” para perder peso vem do fato de que o suor e o emagrecimento são consequências da prática de atividade física. Entretanto, a transpiração apenas sinaliza que o corpo ultrapassou a média dos 37°C. O exercício acelera o metabolismo, que aumenta a temperatura física e provoca o calor. As glândulas sudoríparas entram em ação para manter o equilíbrio da temperatura, essencial para a manutenção das funções do organismo.
De acordo com Rubens Sargaço, endocrinologista e coordenador do Núcleo Multidisciplinar de Atendimento ao Diabético, do Hospital Samaritano de São Paulo, “durante a prática de atividade física, as pessoas perdem água e sais minerais, mas também queimam glicose e gordura. Essas últimas é que levam à perda de peso e não o suor, que apenas atua para manter a temperatura corporal nos níveis da normalidade”.
Nesse caso, acrescenta a endocrinologista Ana Beatriz de Freitas Castro Marques, do mesmo hospital, “o gasto calórico decorre do aumento do metabolismo muscular e não da elevação da temperatura que, por si só, não acelera o metabolismo”.
O endocrinologista lembra que a prática de esportes também pode dar oportunidade ao surgimento de uma sudoração fria, decorrente da queda de açúcar no sangue: a hipoglicemia. “Se uma pessoa se submete a exercícios intensos, sem reserva de glicose, pode apresentar sintomas como sudorese fria, fraqueza e até desmaios. A forma de prevenir esse estado é conhecida – basta comer antes ou durante essas práticas”, conclui.

Quem sua mais?

Um estudo realizado em 2002 pelo Instituto de Fisiologia Ocupacional da Universidade de Dortmund (Alemanha), concluiu que os homens podem suar 250g por hora, o que representou 70g a mais do que as mulheres observadas no mesmo período. Entretanto, dados do Instituto Australiano do Esporte indicam que essa característica não significa que as representantes do sexo feminino possuam maior capacidade de regular a temperatura corpórea. Ao contrário, como o índice de suor é inferior, há menor oportunidade para dissipar o calor. Daí a sugestão de que elas refresquem o corpo borrifando água e usem roupas que não retenham o calor, principalmente durante a prática de exercícios.
Perda de água ou gordura?A especialista observa que a prática de exercícios com vestimentas não apropriadas agrava a perda de líquidos e sais minerais e pode levar à desidratação. “Tomemos como exemplo o caso dos pilotos de corrida automobilística: eles podem perder até 4 kg durante uma prova. Porém, essa diminuição não traduz queima de gordura e sim perda de água e sais minerais. No final, basta que ingiram alguns copos de água e isotônicos para recuperar o peso perdido”.
Agora, se você sua demais e emagrece rápido, é necessário ficar de olho. “Suar demais é um sintoma de uma doença endocrinológica caracterizada pela hiperatividade da glândula tireoide, que estimula o aumento da produção de hormônios (T3 e T4), encarregados de controlar o metabolismo”, diz Sargaço. “Como o metabolismo atua de forma mais rápida, não só desencadeia a elevação da temperatura corpórea, mas também acelera a queima de calorias. Aqui, estamos diante de um distúrbio que deve ser tratado”.


Meus comentários


Realmente é ilusão pensar que essa perda de peso pós exercício é de gordura, se fosse tão fácil, não é mesmo? Pelo contrário, pequeno grau de desidratação já pode diminuir o rendimento e como consequência, menos resultado para o emagrecimento!
Sempre faço controle de peso com os pacientes antes e depois do treino, justamente para avaliar o estado de hidratação. Dessa maneira é possível avaliar a melhor opção de bebida e alimentação para cada pessoa. Além da melhor opção, escolher a quantidade adequada!

Outra coisa, não ajuda muito, aquela pessoa que não bebe nada de água e já começa o treino desidratada...é necessário que a pessoa esteja bem hidratada sempre, antes, durante e depois dos exercícios!

Grande beijo

Viviae

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Para as gestantes...


Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass. O médico preside o 1º Simpósio Internacional de Pré-Eclâmpsia, realizado neste fim de semana em São Paulo.
“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico. As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança.
A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins. Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto. A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.
Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia.

Evolução silenciosa
Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez. “É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”, comenta.
Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Exames
Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina. Um dos tópicos do simpósio é a existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam.
Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha. “Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.


Meus comentários:

Esta matéria foi publicada no site da UOL - Ciência e Saúde.

Muitas mamães pensam: 'depois que meu bebê nascer eu emagreço...", e nessa acaba não se preocupando com alimentação, engorda mais que o permitido pensando que pode consertar o "estrago" depois. Esquece um fato muito importante...o AGORA, o BEBÊ!

Sempre digo para minhas pacientes que durante a gravidez já estamos educando nosso filho, pois ele está no nosso ritmo, na nossa alimentação, sendo assim, precisamos pensar no agora. Quais consequêcias para meu bebê, de uma má alimentação, de uma fase agitada durante a gravidez???

Vamos começar pensar em prevenção, em saúde...e não no depois, no tratamento. Esta última fase além de mais cara, pode ser mais difícil e muito mais dolorosa!!!

Grande beijo!
Viviane

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

AMARÍLIS LAGE
FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Ele começou a ser utilizado na culinária não por dar sabor aos alimentos, mas por seu potencial sanitário. Com um forte poder esterilizador, o sal conservava a comida, impedindo a reprodução de bactérias. Mas esse aliado inicial da saúde agora está sob a mira das entidades médicas.Associado a uma série de problemas, entre eles a hipertensão, o sal foi alvo de uma ação recente da American Medical Association. A entidade pediu à FDA (agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos) que mudasse o status do sal, até agora considerado uma substância de consumo seguro. Além disso, a associação quer reduzir pela metade a quantidade de sódio em alimentos processados ou servidos em lojas de fast-food.

No Canadá, o guia de alimentação desenvolvido pelo governo segue o mesmo caminho. A próxima edição, que deve sair até o início de 2007, vai trazer recomendações para diminuir o sal na alimentação.O sal não traz só malefícios. Ele é necessário para o equilíbrio dos fluidos corporais e para a transmissão de impulsos nervosos.
O problema é que nosso paladar se adaptou tanto a ele que o consumo se tornou excessivo. Uma pesquisa recente do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) sobre fast-food encontrou sanduíches cujas unidades oferecem quase 80% do sódio recomendado por dia.A Folha ouviu especialistas para saber quais são as conseqüências desse exagero e como diminuir a quantidade de sal na comida.
A primeira dica é valorizar ervas e condimentos que acentuam os sabores. Afinal, "sem sal" não precisa ser sinônimo de "sem graça".
1 - Qual a importância do sal para a saúde?
O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líqüidos no corpo. Ele ajuda a regular as passagens de líqüido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos.

2 - Sódio é sinônimo de sal?
Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal, que eles contêm.

3 - Quanto deve ser consumido por dia?
A recomendação é que adultos ingiram de quatro a seis gramas de sal por dia.

4 - Há recomendações específicas para crianças e idosos?
Ambos devem consumir menos sal. Aconselha-se que os pais não adicionem a substância à comida das crianças até os dois anos de idade. Além de o leite materno e o sódio já presente nos alimentos suprirem suas necessidades, evita-se, com isso, que elas se acostumem a uma alimentação muito salgada, já que é nessa fase que se forma o padrão gustativo.Já os idosos devem comer menos sal (o ideal seria cerca de 5 g por dia) porque tendem a reter mais sódio e também porque, com o envelhecimento, os vasos vão perdendo naturalmente a capacidade de distensão, sendo mais provável que desenvolvam hipertensão.

5 - Em média, quanto sal os brasileiros comem por dia?
Não há estudos populacionais que determinem um valor médio para todo o país. Mas pesquisas realizadas em alguns Estados mostraram que o consumo é de aproximadamente 12 g, valor muito acima do recomendado.

6 - Quem não acrescenta sal à comida come pouco sal?
Não necessariamente. Estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente. Molhos, como o ketchup, produtos em conserva e embutidos são as opções mais ricas em sal. Os outros 30% vêm dos alimentos naturais e do sal que adicionamos aos alimentos.

7 - Doces estão liberados?
Não necessariamente. Quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

8 - Posso suprir minha necessidade diária de sal só com alimentos naturais?
Sim. O sódio está presente na maioria dos alimentos, embora em quantidade pequena. Alimentos como carne, peixes e ovos podem suprir essa necessidade. O problema é que nossa alimentação é pobre em iodo, e o sal de cozinha é, por lei, enriquecido com essa substância. O iodo é importante para a saúde (gestantes que têm um consumo insuficiente de iodo, por exemplo, podem ter filhos com distúrbios cognitivos).

9 - O que acontece a quem ingere uma quantidade insuficiente de sal?
Problemas causados por ingestão insuficiente de sal são raros, mas acredita-se que uma dieta muito restritiva de sal (menos de um grama por dia para adultos) altera o perfil lipídico do organismo, aumentando os índices de colesterol ruim. Ainda não se sabe qual o mecanismo que leva a essa alteração.

10 - O excesso de sal leva à hipertensão?
Sim. Em populações que consomem muito sal, os índices de hipertensão são mais altos à medida que as pessoas envelhecem.

11 - O efeito do sal é o mesmo em todas as pessoas?
Não, os graus da sensibilidade ao sal variam de pessoa para pessoa. Acredita-se que algumas pessoas, por determinação genética, tenham rins que não manipulam bem o excesso de sal no organismo. Por isso, elas seriam mais sensíveis ao sal. Essa característica também está ligada a grupos étnicos: entre negros, por exemplo, a prevalência de pessoas mais sensíveis ao sal é maior. Homens e mulheres também apresentam resistência diferente ao sal. As mulheres, de modo geral, são mais "protegidas" contra os efeitos do sal até a menopausa. Depois disso, o risco de ter hipertensão é mais acentuado nelas do que neles.

12 - Como é possível saber se alguém é hipersensível a sal?
Existem testes que permitem averiguar a sensibilidade ao sal, entretanto, eles são utilizados apenas em pesquisas. Esses exames não são usados na prática clínica porque a recomendação para todas as pessoas, independentemente de elas serem sensíveis ou não, é comer pouco sal.

13 - Quem tem pressão baixa precisa comer mais sal?
Não, pois o fato de a pessoa ter pressão baixa não significa que ela não possa ter hipertensão no futuro. Além disso, sabe-se que os riscos de problemas cardiovasculares são maiores entre pessoas que comem muito sal mesmo quando elas não apresentam hipertensão arterial. O mesmo vale para problemas renais e digestivos. Estudos também mostram que o excesso de sal pode causar broncoespasmos, piorando quadros de asma.

14 - O excedente de sal é liberado pelos rins?
Então por que se preocupar com a quantidade?O rim tem uma capacidade limitada para filtrar e excretar o sal. Quando o consumo é muito alto, o rim trabalha sob uma pressão maior e pode ter seu funcionamento comprometido. A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. Além disso, ingerir muito sal aumenta os riscos de cálculo renal --formação de pequenas "pedras" nos rins.

15 - Em quanto tempo o organismo consegue expelir o excesso após uma alimentação sobrecarregada de sal?
Pessoas normais demoram de um a dois dias para reequilibrar o organismo. Em pessoas com hipertensão, o processo de eliminação do excesso de sal demora de cinco a sete dias.

16 - Consumir sal em excesso dá celulite?
Não. A retenção de água que o sal promove é intravascular, e não na pele. Isso pode causar inchaços nas pernas ou nos dedos da mão, mas não celulite.

17 - O sal causa problemas na tireóide?
Sim e não. O cloreto de sódio não afeta a tireóide. Entretanto, no Brasil, o sal é enriquecido com iodo. Se consumido em excesso, o iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto em pessoas com predisposição genética a doenças auto-imunes. Em 2003, a Anvisa reduziu os níveis de iodo no sal para evitar esse tipo de problema.

18 - O que é o sal light e quais seus benefícios?
O sal light é formado por uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção de líquidos dentro das células, o sódio age fora das células. Embora seja recomendado a pessoas com hipertensão, o sal light não é indicado para pessoas com problemas renais. Embora o potássio não leve a doenças renais, problemas nos rins levam a um acúmulo de potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos.

19 - Quais as diferenças entre o sal marinho e o sal mineral?
Embora sejam extraídos de formas diferentes (o mineral de minas subterrâneas e o marinho, da evaporação da água do mar), os dois apresentam a mesma composição e causam os mesmos efeitos no corpo.

20 - Qual a diferença do sal para o glutamato monossódico?
Além do cloreto de sódio, esse tempero tem outras substâncias que realçam o sabor de alguns alimentos. Como é rico em sódio, ele não pode ser considerado uma alternativa saudável ao sal.

21 - Faz diferença colocar o sal durante o cozimento ou adicioná-lo depois, quando a comida já está pronta?
Sim e não. Os efeitos do sal são os mesmos, independentemente do momento em que ele foi adicionado à comida. Mas os médicos recomendam que as pessoas tirem o saleiro da mesa porque elas tendem a colocar mais sal quando a comida já está pronta do que quando temperam na hora do cozimento.

22 - Posso substituir o sal por outra substância?
Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, o sal pode ser trocado, nas receitas, por ervas e condimentos que acentuem o sabor dos alimentos.

23 - Grávidas devem seguir alguma orientação específica?
As regras são as mesmas, de quatro a seis gramas por dia. Como a mulher já tem uma tendência a reter líquidos durante a gravidez, o consumo excessivo de sal pode levá-la a um aumento de pressão, o que pode causar pré-eclampsia. Entretanto, a dieta também não pode ser muito restritiva em relação a sal, já que, nos primeiros meses, a gestante tende a ter uma pressão mais baixa, e a falta de sódio pode diminuir o fluxo de sangue que chega até a placenta.

24 - Como deve ser o consumo de sódio em esportistas?
O sódio, assim como outros sais minerais, é liberado pelo corpo junto com o suor. Por isso, pessoas que se exercitam intensamente podem perder mais sódio. Mas isso só se torna um problema se o exercício for praticado por muito tempo (a partir de uma hora, uma hora e meia), principalmente em ambientes quentes e úmidos. Nesses casos, a reposição deve ser feita por meio de bebidas isotônicas, e não pelo acréscimo de sal na comida.

25 - Quais são as regras para a utilização de sal nos alimentos processados?
A legislação brasileira não impõe limites para a quantidade de sal adicionada aos alimentos industrializados nem obriga as empresas a colocar alertas nas embalagens. Mas os fabricantes são obrigados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a informar no rótulo o teor de sódio no alimento.

Fontes: ANDREA GALANTE, nutricionista, presidente da Associação Brasileira de Nutrição; APARECIDA MACHADO DE MORAES, dermatologista, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); CELSO AMODEO, cardiologista e nefrologista, chefe de hipertensão do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; CLÁUDIA DORNELLES SCHNEIDER, nutricionista especialista em ciências do esporte, professora das especializações da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); DANIEL MAGNONI, cardiologista e nutrólogo do HCor (Hospital do Coração); JOCELEM MASTRODI SALGADO, pesquisadora e professora titular da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), da USP (Universidade de São Paulo), e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais; LUCÉLIA CUNHA MAGALHÃES, cardiologista, conselheira científica da Sociedade Brasileira de Hipertensão e coordenadora do programa de hipertensão da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia; GERALDO MEDEIROS NETO, endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP; e PATRÍCIA FERREIRA ABREU, nefrologista, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Materia extraída da Folha de São Paulo
Já falei no blog sobre o sal...esta é só para complementar!

Beijos
Viviane

Esclarecimentos....

Algumas matérias do blog têm gerado bastante comentários, principalmente com relação a dificuldade de seguimento de algumas recomendações alimentares. Muitas restrições, trocas alimentares, enfim!
A nutrição ajuda no tratamento e na prevenção de diversas patologias. Se seguirmos todas as orientações "ao pé da letra", estamos muitas vezes, perdidos. Coloco aqui no blog dicas de acordo com patologias específicas, talvez, para algumas, com muitas restrições alimentares. Isso não deve assustar ninguém! Se você se enquadrar em algum caso colocado no blog, procure um especialista que fará a individualização das recomendações.
Imagine um individuo com diabetes, pressão arterial elevada, colesterol e triglicérides alto, sobrepeso, que tem restrição médica para realização de exercício físico??? Acha que esta é uma situação difícil? Pois não é! Acho que aí é e que está a importância do nutricionista.

Adequar da melhor maneira possivel a alimentação, avaliando as prioridades para o sucesso do tratamento e de maneira que o paciente tenha uma vida, não só "normal" mas principalmente digna!

Agradeço a todos que acompanham o blog e que levantam questões a serem discutidas!Muito obrigada!!!

Grande beijo a todos e sempre estarei a disposição para os esclarecimentos.
Viviane

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amamentação - Mais um novo motivo para praticá-la!

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.
Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes. De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.
Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.

O estudo
Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação. Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.
Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável. Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.
Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.
Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.

Matéria publicada: http://www.nutritotal.com.br/

Meu comentário
Pois é, mais um ótimo motivo para amamentar seu filho.
Esta prática é tão maravilhosa que só tem vantagens!

Grande beijo
Viviane

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Componente da uva age no cérebro e previne diabetes

Vários pesquisadores acreditam que um dos efeitos benéficos do vinho tinto é a proteção contra o diabetes tipo 2. Mas o assunto ainda é controverso, e alguns desconfiavam que esse efeito poderia ser mediado pelo resveratrol, presente na casca de uvas vermelhas, capaz diminuir o nível de glicose no sangue de roedores. O mecanismo de ação, porém, era desconhecido, mas um estudo publicado na revista Endocrinology esclareceu o mistério: o resveratrol age diretamente no cérebro.Estudiosos da Universidade do Texas injetaram o resveratrol no cérebro de ratos e verificaram aumento da secreção de insulina e redução dos níveis glicêmicos, mesmo nos animais que receberam dieta hipercalórica. A substância interage com a sirtuína, proteína encontrada no sistema nervoso central. A descoberta pode dar origem a medicamentos que tenham a sirtuína como alvo. Pesquisadores ressaltam, porém, que o mecanismo não parece explicar o efeito protetor do vinho contra o diabetes tipo 2, já que o resveratrol não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/componente_da_uva_age_no_cerebro_e_previne_diabetes.html

Meu comentário:

Ótima notícia para quem gosta de vinho, mas tem restrição quanto ao seu consumo por ter diabetes. Mas é preciso cuidado com estas informações. Apesar da bebida ser apontada como protetora, o que várias pesquisam mostram, o seu consumo em excesso pode ser devastador. É importante lembrar que o álcool se transformará em açúcar, o que pode consequentemente prejudicar o controle glicêmico. Sabe onde quero chegar???

Pois é, na palavra mágica: EQUILÍBRIO! A quantidade responsável pelo benefício é apenas um cálice do vinho tinto por dia!!! Portanto para aqueles que acham estar protegidos pelo consumo do vinho, cuidado...não exagere na quantidade! E para fechar, ainda faz parte da prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (como o diabetes, por exemplo), alimentação saudável, prática de exercício físico, enfim hábitos de vida saudáveis!

Grande beijo

Viviane

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DIA DAS MÃES

Em homenagem ao Dia das Mães, vou escrever sobre alimentação na gravidez, isso porque são mamães super fresquinhas...risos...



E é bom lembrar que durante esses noves meses, seu filho dependerá da sua alimentação para ter uma nutrição e desenvolvimento adequado. Uma responsabilidade e tanto!
O ganho excessivo de peso pode levar a complicações durante a gestação, como diabetes e hipertensão, porém a desnutrição materna também pode comprometer a saúde do seu bebê, é uma das principais causas do baixo peso ao nascer, que posteriormente pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento da criança.
Portanto, vamos cuidar de sua alimentação para que você tenha uma gestação tranqüila favorecendo assim o trabalho de parto, a lactação e conseqüentemente possibilitando a nutrição adequada ao seu filho.
A alimentação deve conter todos os grupos de alimentos, com atenção especial às proteínas, vitaminas e minerais. Veja a seguir a divisão dos grupos de alimentos na Pirâmide dos Alimentos:


As porções citadas terão alteração de acordo com o Plano Alimentar. Siga as quantidades propostas no seu esquema alimentar. Quanto mais colorido seu prato, maior a chance de estar sendo ingerindo uma alimentação equilibrada.


Para melhorar absorção do Ferro: dê preferência ao consumo de frutas fontes de vitamina C (veja a tabela abaixo) no almoço e jantar, evite o consumo de leite e derivados no almoço e jantar (ex: queijos, preparações com leite ou creme de leite, e outros).


Para melhorar absorção do Cálcio: dê preferência para consumir o leite com frutas e não com achocolatado ou café.


A quantidade fibras ingeridas será de grande importância, já que é muito comum ocorrer a obstipação intestinal. Portanto aumente o consumo de alimentos fonte de fibras: verduras e legumes crus, frutas (com casca e bagaço), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), cereais integrais e etc. Para que a fibra tenha bons resultados é necessário também a ingestão de 8 copos de água por dia.


Evite o consumo de: café, chá mate e preto, bebidas alcoólicas, temperos irritantes, sal e gorduras.


A atividade física também é uma grande aliada para a gestação saudável. Ajuda no metabolismo e na melhor absorção dos nutrientes, porém deve ter a prescrição médica.



Algumas dicas para:

Azia: Fracionar as refeições é muito importante, evite períodos longos sem se alimentar.



Enjôos: Procure não ficar muito tempo sem comer. Lembre-se que os alimentos que evitam o aparecimento dos enjôos são os alimentos frios e salgados. Evite estar próxima de cheiros fortes como o de frituras, café, cigarro, etc., mas se os enjôos aparecerem, chupe uma pedra de gelo.



Cãimbras: praticar exercícios físicos. Alimentos importantes: coco, espinafre, figo seco, feijão, kiwi, banana, mandioca, mandioquinha, noz, palmito, acelga, aipo, maracujá.- utilize a água de cocção dos vegetais, ali fica grande quantidade de potássio.



Inchaços: Evite temperos prontos tipo caldo de carne, sal de adição, pratos prontos, shoyo, embutidos, alimentos em conserva, e outros alimentos salgados. Beber bastante água durante todo o dia!



São apenas algumas dicas para ajudar esta nova mamãe!

Aproveito para desejar tudo de bom a todas as mães do mundo, pois sem elas não poderíamos ter a grandiosa experiência de um dia se mãe também!

Beijos

Viviane

PRÊMIO TOP BLOG 2010

Já estamos participando do prêmio TOP BLOG 2010!

Ano passado ficamos entre os três blogs mais votados da internet! Fiquei muito feliz com a participação de todos! Vocês, leitores e seguidores que me ajudaram!!!
http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Vencedores2009

Vamos conseguir este ano também!

Votem....tem o selo ao no início do blog!

Ou votem pelo link: http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Busca&c_b=182727

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Refrigerantes aceleram o envelhecimento precoce

Pois é...o refrigerante nunca teve boa fama, não é mesmo? Bebida rica em açúcar e sódio e pobre em nutrientes saudáveis, é responsável pelo ganho de peso, aumento da glicemia (alta concentração de açúcar), baixa ingestão de água, retenção de líquidos, prejudica nosso cálcio, aumentando as chances de osteoporese....enfim!!! Muitas são as desvantagens...



Se você está achando pouco, uma recente pesquisa mostrou que o elevado teor de fosfato presente nos refrigerantes, pode acelerar os sinais de envelhecimento, aumentando a prevalência de doenças relacionadas com a idade, como doença renal crônica e calcificação cardiovascular, além de induzir à atrofia muscular e da pele.



De acordo com os pesquisadores, quando o fosfato entra no organismo, reage com as substâncias responsáveis pelo metabolismo celular acelerando o processo de envelhecimento. O fosfato é encontrado naturalmente em alguns grãos, leite, gema do ovo, mas é adicionado em quantidades maiores em refrigerantes, chocolates, pirulitos, balas, doces industrializados, sorvetes, ketchup, maionese e pratos prontos, incluindo os congelados.



Portanto, depois de mais fator contra o refrigerante...vamos nos cuidar e controlar a ingestão deste tipo de bebida!!!



Grande abraço a todos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Filhos acima do peso?



Coma menos, filho
Mães nem sempre reconhecem quando suas crianças estão acima do peso
Carlos Fioravanti - Edição Impressa 169 - Março 2010

O olhar das mães é poderoso. Descobre segredos, descortina o futuro, fortalece, afugenta fantasmas. Nem sempre, porém, identifica quando os filhos estão um pouco acima do peso. Em um estudo feito em Vitória, capital do Espírito Santo, com 1.282 crianças de 7 a 10 anos, apenas 10% das respectivas mães reconheceram que os filhos com sobrepeso ou obesidade estavam realmente pesando acima do normal para a altura e a idade.
Em outro estudo, essa equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) verificou que 14% desse mesmo grupo de crianças apresentava pressão arterial acima do normal. “São dados preocupantes”, comenta Maria del Carmen Molina, professora da Ufes e coordenadora desses estudos. “Excesso de peso e hipertensão são dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte na população brasileira.” Os pesquisadores esperavam que 20% das crianças estivessem com peso acima do recomendado (encontraram 23,3% com sobrepeso ou obesidade) e no máximo 10% com pressão arterial elevada.
Para avaliar esse risco futuro de enfarte ou de acidente vascular cerebral, os pesquisadores da Ufes não mediram apenas o peso, a altura e a pressão arterial de crianças de 7 a 10 anos de 29 escolas públicas e seis particulares de Vitória. Também avaliaram a alimentação, perguntando com que frequência consumiam frutas, sucos, legumes, leite, feijão, doces, salgadinhos, refrigerante, batata e maionese, e se tinham o hábito de fazer a primeira refeição do dia, o café da manhã. O que viram é que a garotada não está se alimentando tão bem quando as mães imaginavam. Viram também que o lazer, principalmente o sedentário, é intenso, com pelo menos três horas em frente à televisão ou no video­game, raramente saindo para brincar de pega-pega, jogar bola ou andar de bicicleta.
Examinando essas quatro variáveis (excesso de peso, hipertensão, alimentação de baixa qualidade e quatro horas ou mais de lazer sedentário diário), os pesquisadores verificaram que 20% das crianças apresentavam três fatores de risco para doenças cardiovasculares, 34% tinham dois fatores, 27% apenas um fator de risco e 12% não apresentavam nenhum fator de risco, de acordo com o trabalho da equipe da Ufes, em conjunto com a Universidade Autônoma de Madri, em fase de publicação.
O estado de saúde dos filhos pode refletir o das mães. Em um levantamento com 14.914 crianças brasileiras com menos de 10 anos publicado em 1996 na Revista de Saúde Pública, Elyne Engstrom, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Luiz Anjos, da Escola Nacional de Saúde Pública,verificaram que crianças com sobrepeso tinham mães também com sobrepeso. Um estudo com 800 pais e mães de 439 estudantes realizado na Holanda chegou a resultados similares: 75% das mães e 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho ou filho estava com peso normal. Nessa pesquisa, publicada em janeiro na revista Acta Paediatrica, emergiu também uma relação direta entre o sobrepeso dos pais e o dos filhos.
Bebês prematuros - Agora o estudo em Vitória revela uma associação entre a escolaridade das mães e o risco de doença cardiovascular dos filhos: quanto mais anos de estudo das mães, melhor tende a ser a alimentação e portanto o peso, mais normal a pressão arterial e mais diversificada as atividades físicas dos filhos. “Verificamos também que a hipertensão é mais comum em crianças prematuras, que nascem antes de 37 semanas”, disse Maria del Carmen. “O desenvolvimento de doenças crônicas poderia ser uma das sequelas de nascer antes do tempo normal e com peso entre 700 gramas e 1 quilograma (kg), em vez de no mínimo 2,5 kg.”
Os resultados desses estudos não circularam apenas por meio de revistas científicas especializadas. “Mandamos carta para cada família informando que a criança tinha apresentado pressão arterial elevada e sugerimos que procurassem um posto de saúde ou um médico para confirmar o diagnóstico”, informou Maria del Carmen. “Comunicamos também à Secretaria de Saúde, cujos diretores e técnicos começaram a perceber que a hipertensão, antes considerada doença de adulto, pode ser também um problema de crianças. A primeira providência foi comprar medidores de pressão adequados para crianças e enviar aos postos de saúde.”
A responsabilidade por essa situação não é só da família – ou das mães. “Nas escolas que atendem a população de renda mais baixa”, observou Maria del Carmen, “mesmo com cardápio padronizado, as merendeiras colocam muito mais comida do que deveriam para as crianças, porque acham que precisam. Mesmo com cardápio padronizado, o valor calórico das refeições oferecidas às crianças às vezes era o dobro do que deveria ser”.
> Artigo científico
MOLINA, M.C. et al. Correspondência entre o estado nutricional de crianças e a percepção materna: um estudo populacional. Cadernos de Saúde Pública. 25(10):2.285-90. Out. 2009.



Meus comentários:

Em primeiro lugar, quer deixar claro que não coloquei esta matéria para que as mães se sintam culpadas ou negligentes, e sim para perceber nossos atos diários!

Acho muito interessante este artigo, pois mostra como deixamos de observar nossa rotina, viver na correria, e deixar de perceber alguns detalhes, e não apenas na vida dos filhos, com certeza na nossa vida.

Eu sempre digo que nossos filhos, quando dependentes, comem o que oferecemos. Se gosta de guloseimas, é porque mostramos a ele que isto existe! Aí, quando adolescente, onde ele começa a ter uma certa independência de escolha...queremos proibir de tudo?

Coloco algumas questões para reflexão:

Será que não é melhor ensinar limite, inclusive de alimentação desde bebê?

Por que pensamos que as crianças são diferentes de adolescentes?

Por que esperamos criar um hábito, para depois dizer que aquilo que fizemos até então, está errado?


Pensem nisso...e pensei em como nós estamos nos cuidando!
Beijos!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alimentos e Depressão

Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão

IARA BIDERMANCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão."O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.


Ação inflamatória


Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão."A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio."Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas uma dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.



Estarei publicando dicas de alimentos e bem estar. Aguardem.


Pois amigos, vamos cuidar da nossa alimentação e ser feliz!
Grande abraço


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pesquisa da USP mostra que consumo moderado de manteiga ou margarina não afeta coração

Pesquisa da USP mostra que consumo moderado de manteiga ou margarina não afeta coração - Estudo foi feito com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros


Consumir manteiga ou margarina em quantidades moderadas não aumenta o risco de ter doenças cardiovasculares. É o que mostra uma pesquisa da USP feita com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros e aumenta em cinco vezes a chance de sofrer derrames e ataques cardíacos.
O estudo, feito durante o doutorado da nutricionista Ana Carolina Gagliardi no Instituto do Coração (InCor), foi o primeiro no Brasil a estudar se manteiga ou margarina pioram o risco de doenças cardiovasculares. "No Brasil, mais de 50% da população tem o hábito de consumir manteiga ou margarina todos os dias", explica Ana Carolina.
Em seu estudo, a nutricionista solicitou que 66 voluntários deixassem de consumir as manteigas ou margarinas que estavam acostumados. Em seguida, os dividiu em quatro grupos e pediu para que consumissem, diariamente, as quantidades recomendadas por ela. Um dos grupos passou a consumir 15 gramas (g) de manteiga por dia; um segundo grupo consumiu 18g de margarina com gorduras trans; outro grupo de voluntários, 36g de margarina sem gorduras trans; e outro, 30g de margarina com fitoesterol, substância que reduz a quantidade de colesterol ruim do sangue. Cada uma dessas quantidades de manteiga ou margarina traz 12g de gordura. Para efeito de comparação, uma colher de sopa de margarina cheia pesa 15g.
Durante a pesquisa, nenhum dos voluntários mudou a dieta. Eles relataram ingerir poucas calorias (1.500 por dia), com mais gordura saturada e menos fibra que o recomendado.Poucas variaçõesDepois de 35 dias, a quantidade de proteínas que indica o risco de infarto permaneceu igual no sangue dos voluntários. O tempo para a mudança de dieta influenciar na quantidade dessas moléculas é de 28 dias. O colesterol ruim, chamado de LDL, também não aumentou no sangue. Apenas a margarina com fitoesterol ajudou a reduzir os níveis de colesterol ruim do sangue. O peso também não variou durante esse período.
Quem tem síndrome metabólica sofre pelo menos de três dos seguintes sintomas: obesidade na barriga, pressão alta, níveis baixos de bom colesterol (HDL) e altos níveis de glicose e gordura no sangue.Ana Carolina explica que são necessários mais estudos para saber se o risco de doenças do coração também permanece inalterado em pessoas saudáveis. Como a quantidade de gordura não afetou os pacientes que tinham maior propensão a doenças cardiovasculares, o mesmo deve acontecer com pessoas saudáveis.A pesquisadora explica que, desde que não exagere, a pessoa pode consumir manteiga ou margarina sem culpa. "As gorduras são calóricas, mas se a pessoa diminuir um pouco a quantidade de fritura, por exemplo, pode comer. Até mesmo quem deseja perder peso".
O doutorado de Ana Carolina foi defendido no Laboratório de Lípides do InCor, que pertence ao Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A pesquisa foi orientada pelo cardiologista Raul Dias Santos Filho. Colaboraram no trabalho os pesquisadores Raul Maranhão, Eraldo Souza, da FMUSP, Jorge Mancini da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e Ernest Schaefer da Universidade de Tuft, nos EUA.
Da USP
Áudio disponível:
Meu Comentário:
Apesar de ser um estudo apenas (precisamos de muitos para real comprovação), já é possível afirmar o que eu digo: Com boa orientação profissional e equilíbrio, podemos manter uma alimentação saudável, sem abrir mão de todos os nossos prazeres! Temos que curtir e amar nossa vida!
Grande beijo
Viviane

Virada da Saúde

Virada da saúde

Coloque na sua agenda: dia 27 de fevereiro de 2010, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, das 14 às 17 horas, acontece a VIRADA DA SAÚDE, um evento organizado pelos Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo.

Venha exercer a sua cidadania. Junte-se aos milhares de profissionais, estudantes e usuários dos serviços de saúde na defesa da vida saudável da população. Estaremos defendendo também a dignidade e a autonomia das profissões da saúde, manifestando contra o PL nº 7.703/2006 (ATO MÉDICO). Aguarde a programação cultural.

Solicitamos a todos que mantenham a mobilização, entrando no site www.atomediconao.com.br e enviando carta aos senadores, solicitando para que não aprovem o PL nº 7.703/2006. Pedimos também que os profissionais e estudantes das demais cidades do Estado organizem manifestações pacíficas contra a aprovação de qualquer lei que afronte a autonomia dos profissionais da saúde e o livre acesso da população aos seus serviços (veja nossa proposta no site).

Organizem suas caravanas para participar da VIRADA AD SAÚDE. Veja no site www.atomediconao.com.br endereços e preços das empresas de ônibus e vários modelos de carta:
1) pedido aos reitores das universidades ajuda para custear os ônibus;
2) informe à imprensa, profissionais, estudantes e à sociedade sobre o movimento[veja modelos da carta];
3) vários artigos e vídeos sobre o assunto.
Entre também em contato com os sindicatos, associações e conselhos de sua profissão para obter mais informações e solicitar ajuda na organização da caravana. Perguntas e dúvidas devem ser enviadas para contato@atomediconao.com.br.

Você também pode enviar artigos e vídeos para serem publicados no site. Com a sua participação, iremos fazer história.
http://www.atomediconao.com.br/banners/virada1/virada1.html

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reduzindo o SAL da nossa alimentação

Muitas pessoas gostam do velho tempero SAL. Pena que não faz muito bem para nós!!!

O consumo do sal está relacionado ao aumento da pressão arterial, que por sua vez está presente em casos de doença coronariana e acidentes vasculares cerebrais. Portanto, será que vale a pena arriscar por não querer trocar o tempero???

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá, porém, algumas pesquisa revelam que nos países ocidentais o consumo de sal chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.

Temos que lembra também, que os alimentos já contém sódio (um dos minerais que compõe o sal) naturalmente, portanto, o melhor é reduzir ao máximo o consumo do sal de adição!!!

Então vamos lá, algumas dicas para substituir o sal!
- Retire o saleiro da mesa.
- Dê preferência aos temperos naturais como: sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, entre outros.
- Evite ao máximo os temperos industrializados, sejam na forma de tabletes ou pós.
- Evite as conservas, enlatados, salgadinhos, carnes processadas, embutidos e fast food.
- Algumas pesquisas têm mostrado os benefícios dos alimentos ricos em potássio em reduzir a pressão arterial. Alguns alimentos importantes: feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, abóbora, cenoura, beterraba, tomate, batata inglesa e laranja, banana, melão, frutas secas, germe de trigo, farelo de trigo, flocos de cereais, arroz integral.
- Não despreze a água de cocção, pois o potássio passa para a água durante o cozimento.
- Leia a informação nutricional presente no rótulo do alimento. Considere um alimento com elevado teor de sódio quando ele tiver mais do que 400mg de sódio por 100g ou 100ml e baixo teor de sódio quando apresentar 140 miligramas de sódio, ou menos, por porção ou por 100 gramas.

Lembrem-se mulheres, que além desta relação negativa do sal com a saúde, ele também prejudica muito a retenção de líquidos, piora celulite, portanto, capriche nestas dicas!!!

Grande abraço!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Corrida e Flacidez

Olá a todos....
Já iniciamos nosso projeto de Corrida de Rua! A partir de agora vamos falar bastante sobre nutrição e exercício físico.
Aceitamos sugestões de temas...

Vamos começar com um mito: se eu correr vou ficar flácida? Desmistificando esta questão vou adicionar um vídeo onde um dermatologista coloca sua opinião. Além disso, o exercício físico associado ao acompanhamento nutricional adequado, fará com o objetivo inicial do paciente seja atingido!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nova forma de avaliação do Diabetes

Inovação na glicemia média ganha adeptos
Entrevista com Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp

Uma nova forma de avaliar a glicemia média foi desenvolvida no Brasil pelo Grupo de Educação e Controle do Diabetes (GECD) do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e está obtendo sucesso na melhoria do controle de seus pacientes.
O médico Augusto Pimazoni Netto, coordenador do GECD e do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que o método permite avaliar a glicemia média semanal a partir dos resultados obtidos na automonitorização feita em casa pelo próprio paciente. As medições são realizadas em seis ou sete momentos diferentes do dia, durante pelo menos três dias. Os dados servem para o cálculo, em computador, da glicemia média do período e, também, da variação entre as taxas glicêmicas no intervalo observado.
Até agora, a forma de verificar a glicemia média do paciente estava restrita ao exame de hemoglobina glicada (A1C), que mede o comportamento glicêmico nos três meses anteriores à realização do exame, feito em laboratório. A A1C, entretanto, não permite verificar a variação glicêmica nesse período, ou seja, não dá ao médico dados para que ele perceba se o paciente está tendo grandes oscilações em sua glicemia.
"Estudos recentes confirmaram que não apenas o nível glicêmico, mas, também, as grandes oscilações dos níveis de glicemia podem atuar conjuntamente e favorecer ou acelerar o desenvolvimento de complicações", ensina Pimazoni, acrescentado que - para que o diabetes seja considerado bem controlado - a glicemia média semanal deve ser menor que 150 mg/dL e a variação entre os valores glicêmicos não deve ultrapassar 50 mg/dL.
Com a nova forma de acompanhamento, a grande vantagem é permitir ao médico adequar o tratamento semanalmente, de maneira que o paciente consiga melhor controle num prazo de tempo muito menor. Com o teste de A1C isoladamente, essa correção pode ser feita apenas a cada três ou quatro meses. Pimazoni ressalta ainda a importância do papel da equipe multiprofissional na implementação da abordagem diagnóstica, educacional e terapêutica para o sucesso do programa.
A eficiência da técnica está levando outras instituições a adotarem a fórmula, como é o caso do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. No final do ano passado, o Congresso Brasileiro de Diabetes reconheceu os resultados obtidos no GECD com o prêmio Procópio do Valle 2009, como o melhor trabalho sobre educação e controle do diabetes apresentado no evento.

Meus comentários
Pois é, sempre digo aos meus pacientes que é de extrema importância evitar grandes oscilações nos níveis da glicemia, para isto é necessário manter horários regulares de no máximo tr~es horas de para se alimentar. Desta maneira, conseguimos evitar alterações na glicemia, evitar fome... porém precisamos saber o que escolher de alimento para estes intervalos!!! Daí a necessidade do acompanhamento nutricional personalizado.
Também sempre recomendo aos pacientes que, junto com o controle das glicemias diárias (realização da "ponta de dedo") façam o diário alimentar para se ter a possilibidade de avaliar alimento x glicemia.

Espero que esta novidade ajudem muita gente!
Grande abraço,
Viviane

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Alergia a frutos do mar

Matéria publicada no site: http://www.vidasemglutenealergias.com
Interssante em época de praia...férias...

Os chamados ‘frutos do mar’ (camarão, lagosta, siri, lula, caranguejo, marisco, dentre outros) e os peixes desempenham um papel importante na saúde e nutrição humana. O crescimento internacional do produtos marinhos reflete a popularidade e alta frequência de seu consumo em vários países. Lamentavelmente, sua maior produção e consumo tem também levado no aumento da frequência de problemas de saúde – fundamentalmente alergias – entre os consumidores.

Nas comunidades e populações onde a alergia foi estudada, observa-se que a prevalência da alergia a produtos marinhos costuma ser maior quanto maior o seu consumo pela população em questão. Considera-se geralmente que os crustáceos (por exemplo camarão, lagosta, siri e caranguejo) e os peixes estejam entre os quatro grupo alimentares que mais provocam reações anafiláticas severas. De fato, em um estudo em que se analisaram as admissões por reações alimentares em unidades de emergência de hospitais norte-americanos, os crustáceos foram grupo mais frequentemente responsável pela reação em pessoas com idade superior a 6 anos.
Alguns estudos indicam que a alergia a peixes e frutos do mar estaria presente em 1,3% a 1,9% da população. E a alergia a peixes e crustáceos é comum não apenas no ocidente, como também em países asiáticos, em que é frequente e significativa tanto entre adultos como em crianças. No geral, a alergia a frutos do mar tende a persistir durante a vida toda.

Características clínicas
O padrão de sintomas alérgicos após a ingestão de frutos do mar é similar àquele que ocorre nas reações alérgicas à outros alimentos: a maioria das reações ocorre imediatamente e normalmente estas são comunicadas em um período de até 2 horas. Particularmente após a ingestão de crustáceos os sintomas podem ocorrer após minutos, e incluem coceiras, inchaço dos lábios, boca e faringe. No caso do camarão, a reação alérgica pode ser desencadeada após a realização de atividades físicas.
Reações cruzadas com outras fontes de alérgenos
Pessoas alérgicas a peixes e crustáceos frequentemente também afirmam serem alérgicas a ácaros e insetos. Acredita-se que estas ‘reações cruzadas’, como são conhecidas, ocorram em função da semelhança de uma proteína presente em todos estes grupos, as chamadas tropomiosinas. Ou seja, mesmo uma pessoa que nunca consumiu frutos do mar poderia tornar-se alérgica a estes através do contato com outras fontes de tropomiosina, como por exemplo ácaros e alguns insetos (como, pasmem!, baratas) que possuem a tropomiosina semelhante à presente nos frutos marinhos.

Tratamento
Embora novas tecnologias e descobertas possam mudar este cenário em um futuro não tão distante, em geral o tratamento das alergias alimentares, incluindo as alergias aos alimentos marinhos, é baseada na exclusão do alimento da dieta. A necessidade de indicar a presença de componentes e ingredientes derivados de alimentos marinhos já é de fato obrigatória em alguns países como os Estados Unidos, Japão e Europa.
Cabe destacar que, no entanto, as regulamentações com relação aos rótulos ainda são de certa forma limitadas. Primeiro, embora já existam testes para a detecção da tropomiosina de crustáceos (a proteína responsável pela reação alérgica), ainda é possível que os consumidores tenham reações cruzadas em função da presença da tropomiosina de outros insetos e ácaros nos produtos (muito semelhante à tropomiosina dos crustáceos), a qual não seria detectada por tais testes. Além disso, pode haver contaminação dos produtos através do uso dos mesmos equipamentos nas linhas de produção que recebem outros ingredientes, os quais contém os alérgenos. Espera-se porém que com o desenvolvimento de testes mais específicos e sensíveis será possível detectar a presença dos alérgenos de forma mais segura.
Vale lembrar que aos que desconfiam ter uma alergia a frutos do mar ou outro alimento recomenda-se sempre procurar um profissional da saúde especialista que poderá fazer exames para determinar a presença (ou ausência) e natureza da alergia, bem como recomendar o tratamento adequado.

Fonte: Lopata AL, Lehrer SB. New insights into seafood allergy. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2009 9(3):270-7

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CORRIDA DE RUA

Olá a todos! Vamos começar 2010 com novidade!!!

Além das dicas de alimentação e nutrição, vamos associar agora o exercício físico. estou com parceria com Henrique Mariano, professor de educação física (CREF: 69815-G/SP), formado pela FMU, e grande experiência em grupos de corrida com empresas como o SESC-SP, além de alunos personalizados.

O professor Henrique nos ajudará com algumas dicas no blog, além de orientar a prática de corrida de rua. Este projeto do consultório tem como objetivo geral, melhorar qualidade de vida, abaixo, ele coloca 13 motivos para correr...vale a pena!

Os treinos acontecerão 3x/semana em um parque da cidade de São Paulo, e em grupo. Terá meu acompanhamento nutricional durante todo o trabalho, sendo uma visita em consultório, e outra em campo, avaliando alimentação antes, durante e depois do treino, afim de melhorar cada vez mais desempenho do aluno.

Abaixo algumas dica do Henrique.
Maiores informações entre em contato: vivianelago@uol.com.br

Grande abraço.

13 motivos para correr

1. Coração: a corrida exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo. As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta. Desta forma o coração bombeia mais sangue com menos batidas, se tornando mais eficiente. Com o aumento da circulação sangüínea pelo corpo, cresce a entrada de oxigênio nos tecidos.

2. Pulmões: correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade de respiração.

3. Ossos: estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea evitando problemas como a osteoporose (muito comum entre mulheres adultas e na terceira idade).

4. Pressão arterial: correr estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação de sangue. Uma maneira de diminuir a sua pressão é trabalhando a velocidade em terrenos plano.

5. Cérebro: aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite. Em baixas quantidades, essa substância está associada ao surgimento de problemas como a depressão.

6. Peso: quanto maior a intensidade do exercício maior a queima calórica e de gordura. A corrida ajuda a gastar muitas calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso. Em uma hora de treino, um atleta chega a queimar até 950 calorias.

7. Colesterol: diminui os níveis de LDL (colesterol “ruim”). Corredores de longas distâncias têm o nível mais alto de HDL (colesterol bom ), encarregado de transportar os ácidos graxos no sangue e de evitar o seu depósito nas artérias.

8. Estresse: com a corrida, há liberação do hormônio cortisol, aliviando o estresse e a ansiedade.

9. Sono: fazer atividade física, melhora a qualidade de sono. Correr faz a pessoa dormir melhor. Após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem-estar e ajuda a relaxar.

10. Músculos: a corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando-os mais fortes e definidos.

11. Rins: com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.

12. Articulações: correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões tão frágeis do nosso corpo.


13. Aumenta a libido: após 30 minutos de corrida, há um aumento da testosterona que permanece assim, por mais uma hora aproximadamente. No caso das mulheres também há um aumento dos hormônios relacionados ao desejo.

Se ainda não forem motivos suficientes para você, venha apenas brincar, fazer novas amizades e se divertir com a gente!!!