sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que mais pode engordar?

Vejam que interessante esta matéria publicada na Folha de SP - 30/07/2009.

Lendo a matéria fica muito claro a importância do acompanhamento nutricional personalizado! Individualizando o tratamento é possível levar em consideração hábitos alimentares, de vida e rotina de cada um, consequentemente...só esperar o sucesso do tratamento!

JULLIANE SILVEIRADA REPORTAGEM LOCAL Pode soar como a desculpa mais esfarrapada de quem não consegue emagrecer: "Não como muito e engordo!". No entanto, os lamentos daqueles que ganham peso independentemente da ingestão de calorias podem ser reforçados por explicações científicas - e conhecê-las também ajuda a obter bons resultados em um programa de perda de peso.Há alguns anos, pesquisadores de todo o mundo buscam entender os motivos que têm levado a população a ganhar mais peso. "A epidemia de obesidade vem de 30 anos para cá. Pensa-se que as pessoas comem mais e estão mais sedentárias, mas há outras coisas que ajudam a explicar esse fato", diz Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.Não que a fórmula consagrada para emagrecer (ingerir menos calorias do que se gasta) não deva ser levada em conta, assim como a genética, fator predisponente por excelência. Porém, há situações e agentes externos que modificam o metabolismo e favorecem o acúmulo de gordura, estimulam o apetite ou dificultam a queima das células gordurosas."É preciso saber que a gente não controla absolutamente nosso peso. Existem mecanismos, alguns ainda desconhecidos, que também exercem controle. Não é só "fechar a boca", é preciso identificar outras causas que podem estar interferindo no aumento do peso", afirma Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).A estudante de nutrição Paula Bokor, 28, sabe bem que parar de comer pode não ser suficiente para emagrecer. Desde que sua irmã mais nova morreu, há um ano, ela acumulou 11 quilos extras. O problema também atingiu seu irmão, que ganhou 20 quilos no período."Sempre controlei meu peso com alimentação e exercícios. Nesse ano, porém, não me pesava, não dava importância. Só recentemente eu me dei conta de que tinha engordado muito e de que isso poderia estar relacionado ao trauma", diz.Mesmo controlando a alimentação e usando remédio para perda de peso com orientação médica, Paula ainda não conseguiu emagrecer. "Ao menos estacionei nos 11 quilos. Mas minha endocrinologista me aconselhou a fazer acompanhamento psicológico", diz.O estresse, causado por questões emocionais ou por pressão no trabalho, por exemplo, tem sido considerado um dos principais fatores predisponentes ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.Situações estressantes propiciam o aumento na secreção de cortisol, hormônio que estimula o apetite e aumenta a proliferação e o acúmulo das células de gordura. Para Halpern, do HC, o estresse crônico pode contribuir para elevar medidas mesmo que a pessoa não consuma calorias em exagero."Outro mecanismo descoberto mais recentemente é o aumento da secreção do neuropeptídio Y, substância que eleva a sensação de fome e favorece a deposição de gordura no abdômen", acrescenta Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.Para que o programa de redução de peso seja eficaz, em muitos casos são indicadas terapias complementares para diminuir os níveis de estresse, como acupuntura, ioga e meditação. "Todos os mecanismos de relaxamento e liberação de endorfina ajudam e, aqui, entram também os exercícios, não só por causa da queima calórica mas pela sensação de bem-estar", afirma Zanella.Sono ruimDurante os últimos dois anos, a coordenadora de enfermagem Aline Maia, 29, trabalhava à noite, em esquema de plantão. Há dois meses, foi promovida no hospital e agora atua em horário comercial.As mudanças nos padrões de sono e o aumento da responsabilidade com o novo cargo dificultam um descanso de qualidade durante a noite. O resultado foram cinco quilos a mais adquiridos no último bimestre, ainda que a alimentação seja equilibrada no dia a dia."Fui proibida de trabalhar mais de oito horas por dia e fico estressada porque tenho de dar conta de todo o trabalho nesse período. Tenho vários estímulos que não me deixam relaxar à noite e durmo mal, fico planejando o que vou fazer no dia seguinte, demoro para pegar no sono e tenho medo de não acordar na hora: programo três celulares para tocar às 5h30."A secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o acúmulo de gordura corporal.Por exemplo, há redução de leptina -hormônio relacionado à sensação de saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos também ocorre o aumento na secreção de grelina, o hormônio responsável por estimular o apetite."Vemos ganho de peso em quem não tem um ritmo normal de sono, como quem trabalha em esquema de plantão", diz Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).Quem sofre de apneia também apresenta mais chances de acumular gordura, especialmente na região abdominal. A doença pode causar falta de oxigênio no cérebro, o que funciona como um agente estressor, estimulando a liberação de cortisol e todos os efeitos do estresse no ganho de peso. "Magros com apneia têm mais peso do que os que não têm a doença -e acumulam gordura no tronco mais do que os outros", diz Zanella, da Sbem.RemédiosAlguns antidepressivos e antipsicóticos podem estimular o apetite ou a compulsão por açúcar em alguns pacientes e levar ao aumento de peso. Outras hipóteses são a redução do metabolismo e o aumento na reprodução de células adiposas com o uso dessas drogas.O ideal é observar se há ganho de peso que coincide com o início do uso do remédio e comentar com o médico. Em alguns casos, é possível trocar a droga por outra menos danosa ou tratar o efeito colateral."Recomenda-se desde o controle da alimentação até o uso de remédios, sempre com orientação médica. Infelizmente, os pacientes só buscam um especialista após terem engordado muito", diz Coutinho.Os corticoides, drogas de ação anti-inflamatória, têm na lista de seus efeitos colaterais o favorecimento do acúmulo de gordura. Quando ingeridos, provocam no organismo efeitos semelhantes aos do cortisol.A estudante de direito Daniela Gomez, 20, precisou tratar uma doença autoimune no sistema nervoso com esse tipo de remédio. De dezembro do ano passado até o início de julho, havia adquirido 20 quilos -recuperou os nove que perdeu durante uma internação anterior e ganhou mais 11."Fui avisada de que os remédios alteravam o metabolismo, mas não achei que seria tanto. Sempre estive um pouquinho acima do peso ideal e conseguia controlar com a alimentação."No início, sentiu o apetite aumentar muito -um dos conhecidos efeitos do cortisol- e comia o dia inteiro. Depois, tentou se controlar, mas não conseguia perder peso.No último dia 10, encerrou o tratamento com o corticoide e, desde então, perdeu três quilos.Outras causasA baixa ingestão de cálcio também tem sido relacionada ao maior acúmulo de gordura corporal. Alguns estudos sugerem que esse mineral é importante no processo de quebra de gordura e que, na sua falta, há acúmulo de tecido gorduroso.No entanto, não adianta tomar suplementos de cálcio com a intenção de emagrecer. As pesquisas mostram que o cálcio da dieta (presente em leites e derivados, por exemplo) é mais importante nas reações químicas que envolvem a queima de gordura. O indicado é atingir a recomendação de 1.000 mg diários do nutriente.Maria Tereza Zanella pondera que as associações encontradas podem ocorrer por uma intolerância à lactose mais frequente em obesos (daí a falta de cálcio no organismo). Dados preliminares de um estudo da Unifesp com 45 pacientes mostram que obesos mórbidos são mais intolerantes à lactose.Outra questão que pode contribuir para o ganho de peso é passar a maior parte do dia dentro do escritório. O problema está nas chamadas "zonas termoneutras", áreas com temperatura estável o ano todo à custa de ar condicionado. Elas não permitem que as pessoas sintam frio durante o inverno, situação que acelera o metabolismo. "E no verão, quando as pessoas tendem a comer menos por causa do calor, quem fica no ar condicionado acaba consumindo a mesma quantidade de comida", analisa Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de SP.

sábado, 18 de julho de 2009

ALIMENTAÇÃO E SONO

Quem nunca teve uma noite mal dormida???
Pois é, seja por estresse, agitação, preocupação, enfim, muitos podem ser os motivos para isto. Pesquisas mostram que dormir bem ajuda no combate a obesidade. Que maravilha não é mesmo? Porém, não basta dormir muito, o sono tem que ser de boa qualidade.

Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes do aminoácido triptofano e de carboidratos. A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue e facilitam a passagem do triptofano para o cérebro.
O triptofano, uma vez no cérebro, induz à produção de serotonina que reduz a sensação de dor, relaxa e até induz e melhora o sono.

Hoje quero dar dicas de como a alimentação pode colaborar para uma boa noite de sono!
Alimentos ricos em triptofano: carne bovina (magra) e de peru, frango e peixe, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, oleaginosas como nozes, castanhas e amendoim (cuidado com os industrializados que contém muito sódio e fritos) e leguminosas, tâmara, banana.

Outros alimentos que pode colaborar para um bom sono: verduras (alface é bem interessante!), cenoura, broto de feijão, brócolis, aspargo, palmito.

Uma boa pedida é tomar um copo de leite desnatado (morno) com mel e canela!
Quanto aos chás, temos como opção a base de melissa e camomila.
O maracujá é um calmante natural, aproveite o consumo na forma de suco ou chá.

Evite ao máximo: bebidas alcoólicas, com cafeína (chá mate, preto, verde e suas variações, café, refrigerante a base de cola), chocolate, pimenta, curry, raiz forte e gengibre.

Fique atento: a última refeição antes de dormir deve ser leve, pobre em gordura e de fácil digestão. Tente realizar o jantar quatro horas antes de dormir, pois a digestão difícil pode piorar seu sono.

Bom depois destas dicas...bom sonhos!
Beijos

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DIET X LIGHT

Qual a diferença entre diet e light?

Quero emagrecer, o que escolher?

Posso comer a vontade já que o produto é diet ou light?

O iogurte é zero gordura, que bom posso tomar quanto quiser!

Pois é, estas são dúvidas comuns... E a cada dia as gôndolas dos supermercados estão cheias destes produtos. É necessário conhecer a diferença entre o diet e light para que seu consumo seja eficaz. Então vamos lá!

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) DIET é o alimento para fim especial, ou seja, deve estar isento de um determinado nutriente, como por exemplo, açúcar para diabéticos, sódio para hipertensos. Já o LIGHT deve ter uma redução de pelo menos 25% do valor calórico e/ou de algum nutriente (açúcar, gordura saturada ou total, colesterol, sódio) comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.

Sendo assim, não significa que os produtos diets devem ter menos calorias, pois mesmo retirando o açúcar, por exemplo, o alimento pode conter gordura, como é o caso do chocolate, que apresenta teor calórico próximo do normal. Agora, tomando como exemplo os refrigerantes, independente de ser diet ou normal, contém açúcar e nada de gordura, portanto, pensando na versão diet, onde é retirado o açúcar e substituído pelo adoçante, acaba se tornado um alimento de baixa caloria.

Os produtos lights também exigem atenção quanto ao consumo! Muitos pensam que light é sinônimo de consumo liberado! Pois é, não é assim! Neste caso é necessário observar muito bem o rótulo para avaliar se vale a pena seu consumo quando comparado com a versão original. Identificar onde está a redução (de caloria, gordura, açúcar ou sódio) para assim justificar seu consumo. Às vezes o produto apresenta menos caloria do que o original, porém o dobro de sódio...e então...será que vale a pena???

Fique atento aos rótulos! Compare! E pense no seu objetivo antes de escolher os produtos apenas pela propaganda!!!


Referências Bibliográficas:
Portaria SVS/MS n.º 29/98 - Regulamento Técnico referente a Alimentos para Fins Especiais.Portaria SVS/MS n.º 27/98 - Regulamento Técnico referente a Informação Nutricional Complementar.Resolução ANVS/MS n.º 259/02 - Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Candidíase

A candidíase não pode ser curada somente através das alterações da alimentação, porém é de fundamental importância para a eficácia do tratamento. A alimentação garante que a cândida não cresça ou que tenha um crescimento insignificante.
O mais importante no que se refere ao tratamento da infecção pela cândida é melhorar a função digestiva e o sistema imunológico, assim a cândida não encontrará ambiente propício para o seu crescimento excessivo.

Pontos importantes:
Probióticos: são as bactérias intestinais benéficas que residem no nosso intestino e funcionam como um antibiótico natural contra bactérias patogênicas, vírus e fungos como a cândida. Para isso é importante que estejam em equilíbrio na nossa microflora.

Alimentos alcalinos: Alguns alimentos alcalinos: batata, legumes, frutas, creme de leite, água natural, tomate cru, temperos como orégano, salsinha, coentro, manjerona, tomilho, sálvia, mostarda, pimenta, páprica etc.

Cebola e alho: são efetivos no combate tanto da cândida quanto de parasitas. Devem ser consumidos na forma crua ou em suplementos de óleo ou extrato de alho. O processamento do alho em cápsulas provoca perda de parte de sua atividade antifúngica. A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, antiinflamatórias e antifúngicas. Utilizar diariamente durante 1 a 3 meses.

Óleos: O óleo de peixe tem atividade antifúngica comprovada, havendo também benefícios através da ingestão de peixes como truta, salmão, sardinhas, atum e bacalhau por pelo menos 3 vezes/semana. O Óleo de semente de linhaça é boa fonte de ácidos graxos Omega 3 e 6. pode consumir 1 colher (sopa) por dia.

Coma verduras: Uma alimentação equilibrada, com muita salada verde-escura no almoço e no jantar é a salvação das bactérias amigas. A folha verde tem muitas fibras, auxilia na fermentação das boas bactérias, mantém o pH do intestino adequado e, por conseqüência, destrói os fungos.

Vitaminas e minerais: o sistema imune necessita de alguns nutrientes para o seu bom funcionamento como a vitamina A, beta caroteno, vitamina E, iodo, selênio, zinco, ácido fólico e biotina. Esta última é uma das vitaminas do complexo B, e também tem atividade evitando a conversão da cândida na sua forma mais invasiva.

EVITAR
Açúcar
Deve ser evitado, pois além de nutrir a Cândida, o doce modifica o pH intestinal.

Fermentados
Vinho e cerveja são bebidas fermentadas pela ação dos fungos. Em uma situação normal, isso não significa nenhum problema para o seu organismo, porém, enquanto estiver com candidíase, todos os alimentos que contém fungos devem ficar de fora do seu cardápio. Isso inclui todos os tipos de cogumelos, vinagres e produtos que o incluem (ketchup, mostarda, azeitona e picles) e massas com fermento biológico (pão, pizza e torta).

Frutas com moderação
É liberado o consumo de até quatro porções por dia. Apenas o melão e a melancia devem ser excluídos da dieta, já que podem conter fungos (aquela cobertura branca sobre as sementes). Fungos estão presentes também em todos os tipos de frutas secas, que devem ser substituídas pelas frescas durante a crise.
Cuidado também com as frutas cítricas: abacaxi, tangerina, framboesa, jabuticaba, laranja, limão, romã, nêspera, ameixa - preta, ameixa - amarela, cidra, lima,
Frutas com menor grau de acidez: caju, caqui, cereja, damasco, goiaba, maçã, maracujá, manga, pêra, pêssego, uva, morango, carambola.

Alimentos ácidos
Os alimentos que produzem acidez são o açúcar, arroz polido (branco), bebidas alcoólicas, café, doces (chocolates, bolos, tortas, sorvete, bala, adoçados com açúcar), refrigerantes normais e todos cereais descascados. Alguns alimentos ácidos: aves, caldo de carnes, carnes e miúdos, ovos (a gema é alcalina), tomate cozido, queijos, chá preto e aromáticos.

Carboidratos
Os carboidratos refinados e simples, como biscoito, arroz, macarrão e pão branco viram açúcar rapidamente no organismo. Os produtos refinados podem ser substituídos pelos integrais, mas nas crises agudas devem ser cortados completamente. Leite e seus derivados também ficam afastados da sua alimentação. A lactose é um tipo de açúcar. O leite pode ser consumido 1x/dia. Evite o iogurte.

Líquidos com a refeição
Os líquidos durante as refeições podem atrapalhar o processo digestivo e tirar o equilíbrio da flora intestinal. Tome líquidos apenas uma hora depois das refeições. Depois disso fique à vontade. O organismo precisa de pelo menos 2 litros e meio de água por dia para eliminar todas as toxinas.

Dê preferência aos sucos e adoçantes naturais
Os sucos industrializados e refrigerantes contêm açúcar ou adoçantes que servem de alimento para a Cândida, e ácido cítrico - que é produto de um fungo.

Produtos industrializados
Cuidado, observe o rótulo para verificar a presença de ácido cítrico = acidulante INS 330. Este acidulante é um conservante natural utilizado na indústria de alimentos para conservação dos alimentos.

O acompanhamento com seu ginecologista é fundamental!
Beijos

sexta-feira, 10 de julho de 2009

AÇÚCAR

Hoje vou falar sobre o açúcar.

O açúcar é um carboidrato, utilizado para adoçar bebidas e alimentos. É produzido comercialmente a partir da cana de açúcar ou de beterraba. O mais comum é a sacarose, que é um açúcar simples. É sobre ela que quero falar!

O açúcar é responsável pelo aumento da glicemia (açúcar no sangue). Este aumento é prejudicial, pois pode levar ao desenvolvimento da bem conhecida doença: diabetes. Várias são as complicações provocadas em decorrência do diabetes não tratado adequadamente, como por exemplo, infarto, problemas de visão, problema renal, entre outras. Bom, diabetes, fica para um próximo assunto, ok!

Muitas pessoas acham que trocar o tipo de açúcar não aumenta a glicemia...Engano! A sacarose apresenta diversas formas, sendo que todas devem ser utilizadas com cautela, pois engordam da mesma maneira, e podem atrapalhar o controle da glicemia. A diferença entre os diversos tipos está no processamento, fazendo a diferença na qualidade nutricional, porém não no valor calórico.
Formas de apresentação da sacarose

Açúcar mascavo:
é um alimento obtido diretamente da concentração do caldo de cana recém extraído, não passa por processo de refinamento, mantendo assim as vitaminas e sais minerais. Este processo elimina o uso de aditivos químicos para o processo de branqueamento e clarificação. Sua cor pode variar do dourado ao marrom escuro, em função da variedade e da estação do ano em que a cana é colhida.
Açúcar demerara: é um tipo de açúcar cristal, mas mais escuro porque não sofre processo de branqueamento. Apresenta valores nutricionais similares ao açúcar mascavo. Contem alto teor de melaço em sua composição.

Açúcar refinado: é processado a partir do melado de cana ou do açúcar mascavo. O produto, que inicialmente é marrom, recebe adição de gás sulfídrico e outras substâncias químicas para ficar claro. Nesse processo, o açúcar refinado perde vitaminas e sais minerais.

Açúcar de confeiteiro: apresenta grânulos bem finos, cristalinos, podendo ou não ter aditivo.

Açúcar orgânico: produto de granulação uniforme, produzido sem nenhum aditivo químico, tanto na fase agrícola como na industrial (é livre de cal, enxofre, ácido fosfórico, folímetro e outros elementos adicionados ao produto refinado). Pode ser encontrado nas versões clara e dourada. Seu processamento segue princípios internacionais da agricultura orgânica e é anualmente certificado pelos órgãos competentes. Na produção do açúcar orgânico, todos os fertilizantes químicos são substituídos por um sistema integrado de nutrição orgânica para proteger o solo e melhorar suas características físicas e químicas. Tem valores nutricionais similares ao mascavo.

Frutose: é extraída das frutas e muitas vezes do milho. A frutose fornece a mesma quantidade de calorias que o açúcar refinado. A grande diferença é o seu "poder de adoçar", 33% maior que o açúcar comum.

Observe na tabela abaixo que entre o açúcar refinado e o mascavo/demerara, a energia fornecida é praticamente a mesma, o que muda é a quantidade de vitaminas e minerais que são maiores no mascavo e demerara, isso por não passarem por processos químicos, o que é ótimo para o organismo. Portanto, a reposta do organismo é mesma quando se trata de açúcar, porém em qualidade nutricional, vale a pena a troca! Mas lembre-se, qualquer açúcar é prejudicial quando consumido em quantidade inadequada!



Beijos! Até a próxima!

Obrigada pela votação!

Quero agradecer a todos que estão acompanhando o blog! E para todos que votaram...informo que nosso blog está entre os 100 mais votados!!!
Mais uma vez, MUITO OBRIGADA!!!
Super beijo!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Entrevista na Mix TV

Estou encaminhando um link de uma entrevista que participei para a Mix TV, falando os diferentes tipos de dietas. Vale a pena conferir, e até aproveitar outros vídeos com diversas entrevistas.

http://www.mixsp.com.br/programas/?cat=4&m=200906

Os diferentes tipos das dietas alimentares
Especialistas chamam atenção para as “dietas milagrosas”, elas não existem. O segredo é perder quilos e manter o peso de forma saudável. Segundo a endocrinologista Ana Paula Costa, cada vez que uma dieta é lançada vem junto a esperança de ser um milagre para a pessoa emagrecer mais facilmente, mas ela ressalta que uma dieta maluca não faz ninguém perder peso, o segredo está nas várias adaptações e estilo de vida que a pessoa leva.
A Dieta de South Beach (balanceada a base de proteína e quantidade menor de carboidrato) deve ter acompanhamento médico e nutricional, pois dependendo de como funciona o rim da pessoa certa quantidade de proteína não pode ser ingerida. Dieta do Grupo Sanguíneo não tem nenhuma comprovação científica. Uma das mais populares e também das mais controversas é a Dieta do Dr. Atkins (baseada no consumo de gorduras e proteína animal, recomenda carnes vermelhas e restringe massas e doces). “São dietas muito agressivas que não matem a composição. É como dieta restritiva”, diz Ana Paula.
Conheça as dicas de como fazer uma dieta eficiente com o personal trainner Flávio Settani e com a nutricionista Viviane Lago, segundo ela essas dietas não funcionam porque ninguém vai viver a vida inteira a base de sopa, abacaxi ou banana verde. A reportagem mostra também alguns mitos das dietas. A psicóloga Rosely Solla explica que o acompanhamento psicológico é necessário para avaliar se a pessoa tem ou não problema de stress, ansiedade ou alimentação compulsiva. Homens e mulheres têm organismos diferentes e por isso devem seguir receitas diferentes.

Beijos
Viviane

Amamentação diminui risco cardíaco nas mamães

Mais um bom motivo de saúde para amamentar, além do enorme prazer de contato com nosso filho!

Amamentar é proporcionar aos bebês todos os nutrientes e proteção que os pequenos precisam durante os seis primeiros meses de vida. Isso é uma afirmação que a maior parte das mamães já sabe de cor e salteado.
Agora, nem todos sabem que amamentar faz bem para a saúde da mamãe. E se afirmarmos que amamentar diminui o risco da mamãe sofrer de doenças do coração? Quase nenhuma sabe.
Um estudo publicado na revista “Obstetrics and Gynecology” relata que amamentar diminui o risco de doenças cardíacas no futuro. O trabalho analisou 139.681 mulheres após passarem o período da menopausa e destacou que o grupo de mulheres que amamentou seus bebês por pelo menos um mês apresentou pressão arterial mais baixa, menor nível de colesterol e menor incidência de diabetes que são os grandes vilões das doenças cardíacas.
Autora do estudo e professora de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Eleanor Bimla Schwartz afirma que o risco de se ter algum problema cardíaco caiu 10% nas mulheres que amamentaram seus filhos até mais de um ano de idade.
As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres. Estimular a amamentação, segundo o estudo americano, diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas
Mais benefícios - Lembramos, ainda, que amamentar traz outros benefícios para a mulher, como perda do peso ganho com a gestação, o corpo volta ao normal mais rápido, menor risco de hemorragias pós-parto, menor o risco de alguns tipos de câncer e menor o risco de anemia.
Amamentar não é fácil e nem natural, procure um especialista como pediatras e fonoaudiólogos que possam dar orientações corretas de como amamentar sem o risco de desmame precoce.
Dicas
O ideal é que o bebê receba somente leite materno até os seis meses de vida.
O bebê precisa abocanhar toda a auréola do seio para poder se alimentar corretamente e não machucar a mamãe.
Lembre-se sempre que não só o bebê ganha com a amamentação, a mamãe também recebe muitos benefícios.