quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dia Mundial do AVC - Acidente Vascular Cerebral

Dia 29 de outubro - Dia Mundial do AVC - Acidente Vascular Cerebral

A organização Mundial do AVC (World Stroke organization - WSO) está chamando a todos para uma ação imediata, com o objetivo de enfrentar a epidemia do Acidente Vascular Cerebral.

A WSO convoca a população mundial para uma abordagem global e contínua, da prevenção ao tratamento, e em direção à reabilitação e suporte a longo prazo.

Veja agora SEIS passos que podem ajudar a reduzir o risco e o perigo de um AVC.

1) Conheça seus fatores de risco: pressão alta, diabetes, colesterol elevado e arritmias cardíacas (fribilação arterial).

2) Seja ativo. Faça exercícios REGULARMENTE.

3) Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.

4) Limite o consumo de álcool.

5) Evite o hábito de fumar.

6) Aprenda quais os sinais de alerta do AVC.

Estes seis passos são fundamentais para a prevenção do AVC.

Conheça agora os sinais de alerta do AVC.
- Súbito formigamento ou fraqueza em dos lados do corpo
- Súbita dificuldade de falar
- Súbita dificuldade de enxergar ou visão dupla
- Súbita dificuldade para caminhar ou perda de equilíbrio
- Súbita vertigem (sensação de tudo girar)
- Súbita dor de cabeça, muito forte sem uma causa aparente

Veja o quadro abaixo:


Como prevenção é a melhor forma de evitar o AVC, o Hospital Albert Einstein realizará uma ação de conscientização na estação Sé do Metrô, no dia 28 de outubro de 2011 das 9 às 17h, realizando vários exames gratuitos como aferição de peso, altura, pressão arterial, glicemia, índice de IMC e circunferência abdominal.
Aproveitem a oportunidade!
Grande abraço a todos, e vamos nos cuidar!!!
Viviane

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os perigos do jejum prolongado

Algumas pessoas que precisam ficar em jejum para emagrecer. Sempre digo que precisamos emagrecer comendo, claro, fazendo as escolhas certas!


Estudos com animais mostraram que o jejum prolongado alternado com alimentação excessiva pode alterar o funcionamento da insulina, o hormônio que facilita a entrada e o metabolismo de glicose nas células, favorecendo o surgimento do diabetes. O alerta resulta de um estudo feito pela nutricionista Fernanda Cerqueira em seu doutorado no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), sob orientação de Alicia Kowaltowski.

Ela realizou o esstudo com 100 ratos a diferentes regimes de restrição dietética durante nove meses, o equivalente a quase 20 anos de vida de uma pessoa.

Os ratos forma divididos em quatro grupos:
1) o controle, que podia comer à vontade;
2) o de restrição calórica, que recebia 60% da dieta padrão e uma complementação de vitaminas e sais minerais;
3) o de restrição completa, que recebia uma dieta 60% menor, sem suplementação vitamínica;
4) o de dieta intermitente, alimentado dia sim, dia não.

As maiores surpresas apareceram nos animais do grupo submetido à dieta intermitente. Depois de um dia de jejum estavam esfomeados e, de uma só vez, comiam o dobro que os ratos controle. Também perderam peso, mas apenas de massa muscular, mantendo a mesma quantidade de gordura visceral que os do grupo controle. Do mesmo modo, os animais sob jejum absorviam a glicose, mas a aproveitavam menos. A provável explicação é o acúmulo de radicais livres, compostos químicos bastante reativos que se apresentaram em quantidade maior que nos animais do grupo controle. Os animais que passaram pelo jejum a cada dois dias tinham oito vezes mais peróxido de hidrogênio, um composto altamente reativo. O peróxido é uma molécula derivada de radicais superóxidos, que participam da formação do peroxinitrito, que adere a uma molécula chamada receptor de insulina. Por sua vez, o receptor aciona outras moléculas e faz com que a glicose entre nas células.

Os resultados obtidos com animais de laboratório não podem ser simplesmente transpostos para a realidade humana. A primeira razão é que os animais do grupo controle podem não ser os padrões ideais para balizar os resultados. Em 2010, na PNAS, pesquisadores dos Estados Unidos mostraram que os ratos de biotério, por comerem o quanto e quando quiserem e serem sedentários, são resistentes à insulina, têm predisposição à inflamação e pesam 20% mais que o animal silvestre.

Porém, para Francisco Laurindo, pesquisador do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP, “Os animais de laboratório usados como controle em muitas pesquisas biomédicas correspondem ao normal sedentário, não ao normal ativo”. Mesmo assim, o organismo humano segue uma lógica similar à dos roedores, o que sugere que os fenômenos observados e seus efeitos devem ser similares.

Fonte: revistapesquisa.fapesp.br
           CERQUEIRA, F.M. et al. Long-term intermittent feeding, but not caloric restriction, leads to redox
            imbalance, insulin receptor nitration, and glucose intolerance. Free Radical Biology and Medicine.


Meus comentáarios


Apesar da necessidade de mais pesquisas, esta em especial, mostra algo que observo na prática. É muito comum os pacientes, reduzirem o peso durante a semana, por seguirem uma dieta restrita, e chegar no final de semana, comer tudo o que não comeram na semana, e aí, ganham até mais peso do que foi perdido na semana.

Com este resultado negativo durante o tratamento, muitos culpam seu próprio metabolismo, alegando que é lento, quando na verdade seja o caso de adequar o aporte calórico diário. Sempre peço aos meus pacientes que tentem manter o mesmo valor calórico ingerido na semana, mesmo que, abusem de alguma guloseimas no fim de semana, mas assim, existe uma média calórica, evitando "picos" de ingetsão calórica.


Grande beijo a todos!!!
Viviane

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TOP BLOG 2011

É com muita alegria que comunico nossa passagem para o

2º turno da votação do Prêmio TOP BLOG 2011.

Agradeço de coração os votos e todos que acompanham o

blog!!!

Grande abraço

Viviane

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Obesidade infantil e desenvolvimento de diabetes

     Uma pesquisa recente mostrou que o ganho excessivo de IMC ao longo da vida e o início mais precoce de sobrepeso/obesidade estão associados ao metabolismo alterado da glicose (artigo: Changes in BMI, duration of overweight and obesity, and glucose metabolism: 45 years of follow-up of a birth cohort - Diabetes Care; 2011).
     Isto é uma informação importante, já que o número de crianças com peso elevado vem aumentando a cada dia.
     Devemos cuidar da alimentação das nossas crianças e adolescentes, pois é a fase mais importante da vida para a incorporação de hábitos saudáveis para a vida. Vejo que é  muito comum os pais procurarem ajuda após observar que o filho (a) já está bem acima do peso, já com complicações, como problema de articulações, colesterol e/ou triglicérides elevados, glicemia alterada...
     Aí, querem "correr" contra o tempo, fazem muitas restrições e acabamos tendo pouca aderência ao tratamento, ficando difícil reverter a situação, que talvez seria rápida e com mudanças significativas, pelo estágio de vida em que as crianças e adolescentes se encontram!
    Portanto, sempre recomendo. Faça um trabalho de educação nutricional desde a infãncia, para a incorporação dos hábitos o mais precoce, de maneira tranquila e preventiva, e não somente em caso de tratamento!!!
    Vamos cuidar do adultos do futuro!!!

Grande abraço a todos!
Viviane

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gestantes

Um estudo de revisão, publicado na Revista de Nutrição (2010) reforçou a importância da intervenção nutricional como aliada no controle do Diabetes Mellitus Gestacional, trazendo potenciais benefícios à saúde materno-fetal.

Na avaliação do estado nutricional materno devem ser empregados os indicadores antropométricos, dietéticos, bioquímicos, clínicos e funcional. Neste sentido, a avaliação dietética deve ser detalhada, com atenção para o fracionamento e composição das refeições, e grupos de alimentos presentes.

O planejamento nutricional deve suprir as necessidades nutricionis da mãe e feto, atentando a distribuição calórica e de macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídeos, além dos micronutrientes que são as vitaminas e minerais.

Quanto a recomendação dos edulcorantes - adoçantes, são liberados para gestantes acesulfame K, aspartame, neotame, sacarina e sucralose.

A atividade física também deve fazer parte da estratégia de tratamento do Diabetes Mellitus Gestacional, embora o impacto do exercício nas complicações neonatais ainda mereça ser rigorosamente testado.

Ademais, estudos associam a habilidade de aconselhamento nutricional com a melhorara na adesão ao cuidado nutricional.

Diante de todas estas informações, para sucesso no controle do DMG são necessários: a participação da equipe inter e multidisciplinar, o cuidado pré-natal precoce, com assistência nutricional oportuna e a garantia da assistência de qualidade ao longo da gestação.

Portanto, mamães... o mito de simplesmente comer para dois já caiu! Temos sim que pensar que a gestante passa por um período de vida diferenciado, porém que deve ser ofericido uma alimentação equilibrada e adequada para cada caso!

E aí, é só curtir este período mágico na vida das mulheres!
Grande abraço
Viviane