sexta-feira, 23 de julho de 2010

Suar é sinal de queima de calorias?


Matéria publicada no site da Uol - Ciência e Saúde

Cristina Almeida


Existe a crença de que quanto mais você sua mais calorias você estaria queimando. Muitos vão em saunas para emagrecer ou usam roupas mais quentes para malhar. Mas a verdade é que ao suar você só perde água e sais minerais. É possível até ver uma diminuição no peso, mas as gordurinhas estão intactas e é só você se reidratar para o efeito passar.
A associação de que é preciso “suar a camisa” para perder peso vem do fato de que o suor e o emagrecimento são consequências da prática de atividade física. Entretanto, a transpiração apenas sinaliza que o corpo ultrapassou a média dos 37°C. O exercício acelera o metabolismo, que aumenta a temperatura física e provoca o calor. As glândulas sudoríparas entram em ação para manter o equilíbrio da temperatura, essencial para a manutenção das funções do organismo.
De acordo com Rubens Sargaço, endocrinologista e coordenador do Núcleo Multidisciplinar de Atendimento ao Diabético, do Hospital Samaritano de São Paulo, “durante a prática de atividade física, as pessoas perdem água e sais minerais, mas também queimam glicose e gordura. Essas últimas é que levam à perda de peso e não o suor, que apenas atua para manter a temperatura corporal nos níveis da normalidade”.
Nesse caso, acrescenta a endocrinologista Ana Beatriz de Freitas Castro Marques, do mesmo hospital, “o gasto calórico decorre do aumento do metabolismo muscular e não da elevação da temperatura que, por si só, não acelera o metabolismo”.
O endocrinologista lembra que a prática de esportes também pode dar oportunidade ao surgimento de uma sudoração fria, decorrente da queda de açúcar no sangue: a hipoglicemia. “Se uma pessoa se submete a exercícios intensos, sem reserva de glicose, pode apresentar sintomas como sudorese fria, fraqueza e até desmaios. A forma de prevenir esse estado é conhecida – basta comer antes ou durante essas práticas”, conclui.

Quem sua mais?

Um estudo realizado em 2002 pelo Instituto de Fisiologia Ocupacional da Universidade de Dortmund (Alemanha), concluiu que os homens podem suar 250g por hora, o que representou 70g a mais do que as mulheres observadas no mesmo período. Entretanto, dados do Instituto Australiano do Esporte indicam que essa característica não significa que as representantes do sexo feminino possuam maior capacidade de regular a temperatura corpórea. Ao contrário, como o índice de suor é inferior, há menor oportunidade para dissipar o calor. Daí a sugestão de que elas refresquem o corpo borrifando água e usem roupas que não retenham o calor, principalmente durante a prática de exercícios.
Perda de água ou gordura?A especialista observa que a prática de exercícios com vestimentas não apropriadas agrava a perda de líquidos e sais minerais e pode levar à desidratação. “Tomemos como exemplo o caso dos pilotos de corrida automobilística: eles podem perder até 4 kg durante uma prova. Porém, essa diminuição não traduz queima de gordura e sim perda de água e sais minerais. No final, basta que ingiram alguns copos de água e isotônicos para recuperar o peso perdido”.
Agora, se você sua demais e emagrece rápido, é necessário ficar de olho. “Suar demais é um sintoma de uma doença endocrinológica caracterizada pela hiperatividade da glândula tireoide, que estimula o aumento da produção de hormônios (T3 e T4), encarregados de controlar o metabolismo”, diz Sargaço. “Como o metabolismo atua de forma mais rápida, não só desencadeia a elevação da temperatura corpórea, mas também acelera a queima de calorias. Aqui, estamos diante de um distúrbio que deve ser tratado”.


Meus comentários


Realmente é ilusão pensar que essa perda de peso pós exercício é de gordura, se fosse tão fácil, não é mesmo? Pelo contrário, pequeno grau de desidratação já pode diminuir o rendimento e como consequência, menos resultado para o emagrecimento!
Sempre faço controle de peso com os pacientes antes e depois do treino, justamente para avaliar o estado de hidratação. Dessa maneira é possível avaliar a melhor opção de bebida e alimentação para cada pessoa. Além da melhor opção, escolher a quantidade adequada!

Outra coisa, não ajuda muito, aquela pessoa que não bebe nada de água e já começa o treino desidratada...é necessário que a pessoa esteja bem hidratada sempre, antes, durante e depois dos exercícios!

Grande beijo

Viviae

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Para as gestantes...


Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass. O médico preside o 1º Simpósio Internacional de Pré-Eclâmpsia, realizado neste fim de semana em São Paulo.
“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico. As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança.
A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins. Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto. A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.
Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia.

Evolução silenciosa
Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez. “É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”, comenta.
Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Exames
Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina. Um dos tópicos do simpósio é a existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam.
Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha. “Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.


Meus comentários:

Esta matéria foi publicada no site da UOL - Ciência e Saúde.

Muitas mamães pensam: 'depois que meu bebê nascer eu emagreço...", e nessa acaba não se preocupando com alimentação, engorda mais que o permitido pensando que pode consertar o "estrago" depois. Esquece um fato muito importante...o AGORA, o BEBÊ!

Sempre digo para minhas pacientes que durante a gravidez já estamos educando nosso filho, pois ele está no nosso ritmo, na nossa alimentação, sendo assim, precisamos pensar no agora. Quais consequêcias para meu bebê, de uma má alimentação, de uma fase agitada durante a gravidez???

Vamos começar pensar em prevenção, em saúde...e não no depois, no tratamento. Esta última fase além de mais cara, pode ser mais difícil e muito mais dolorosa!!!

Grande beijo!
Viviane

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal

AMARÍLIS LAGE
FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Ele começou a ser utilizado na culinária não por dar sabor aos alimentos, mas por seu potencial sanitário. Com um forte poder esterilizador, o sal conservava a comida, impedindo a reprodução de bactérias. Mas esse aliado inicial da saúde agora está sob a mira das entidades médicas.Associado a uma série de problemas, entre eles a hipertensão, o sal foi alvo de uma ação recente da American Medical Association. A entidade pediu à FDA (agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos) que mudasse o status do sal, até agora considerado uma substância de consumo seguro. Além disso, a associação quer reduzir pela metade a quantidade de sódio em alimentos processados ou servidos em lojas de fast-food.

No Canadá, o guia de alimentação desenvolvido pelo governo segue o mesmo caminho. A próxima edição, que deve sair até o início de 2007, vai trazer recomendações para diminuir o sal na alimentação.O sal não traz só malefícios. Ele é necessário para o equilíbrio dos fluidos corporais e para a transmissão de impulsos nervosos.
O problema é que nosso paladar se adaptou tanto a ele que o consumo se tornou excessivo. Uma pesquisa recente do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) sobre fast-food encontrou sanduíches cujas unidades oferecem quase 80% do sódio recomendado por dia.A Folha ouviu especialistas para saber quais são as conseqüências desse exagero e como diminuir a quantidade de sal na comida.
A primeira dica é valorizar ervas e condimentos que acentuam os sabores. Afinal, "sem sal" não precisa ser sinônimo de "sem graça".
1 - Qual a importância do sal para a saúde?
O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líqüidos no corpo. Ele ajuda a regular as passagens de líqüido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos.

2 - Sódio é sinônimo de sal?
Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal, que eles contêm.

3 - Quanto deve ser consumido por dia?
A recomendação é que adultos ingiram de quatro a seis gramas de sal por dia.

4 - Há recomendações específicas para crianças e idosos?
Ambos devem consumir menos sal. Aconselha-se que os pais não adicionem a substância à comida das crianças até os dois anos de idade. Além de o leite materno e o sódio já presente nos alimentos suprirem suas necessidades, evita-se, com isso, que elas se acostumem a uma alimentação muito salgada, já que é nessa fase que se forma o padrão gustativo.Já os idosos devem comer menos sal (o ideal seria cerca de 5 g por dia) porque tendem a reter mais sódio e também porque, com o envelhecimento, os vasos vão perdendo naturalmente a capacidade de distensão, sendo mais provável que desenvolvam hipertensão.

5 - Em média, quanto sal os brasileiros comem por dia?
Não há estudos populacionais que determinem um valor médio para todo o país. Mas pesquisas realizadas em alguns Estados mostraram que o consumo é de aproximadamente 12 g, valor muito acima do recomendado.

6 - Quem não acrescenta sal à comida come pouco sal?
Não necessariamente. Estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente. Molhos, como o ketchup, produtos em conserva e embutidos são as opções mais ricas em sal. Os outros 30% vêm dos alimentos naturais e do sal que adicionamos aos alimentos.

7 - Doces estão liberados?
Não necessariamente. Quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

8 - Posso suprir minha necessidade diária de sal só com alimentos naturais?
Sim. O sódio está presente na maioria dos alimentos, embora em quantidade pequena. Alimentos como carne, peixes e ovos podem suprir essa necessidade. O problema é que nossa alimentação é pobre em iodo, e o sal de cozinha é, por lei, enriquecido com essa substância. O iodo é importante para a saúde (gestantes que têm um consumo insuficiente de iodo, por exemplo, podem ter filhos com distúrbios cognitivos).

9 - O que acontece a quem ingere uma quantidade insuficiente de sal?
Problemas causados por ingestão insuficiente de sal são raros, mas acredita-se que uma dieta muito restritiva de sal (menos de um grama por dia para adultos) altera o perfil lipídico do organismo, aumentando os índices de colesterol ruim. Ainda não se sabe qual o mecanismo que leva a essa alteração.

10 - O excesso de sal leva à hipertensão?
Sim. Em populações que consomem muito sal, os índices de hipertensão são mais altos à medida que as pessoas envelhecem.

11 - O efeito do sal é o mesmo em todas as pessoas?
Não, os graus da sensibilidade ao sal variam de pessoa para pessoa. Acredita-se que algumas pessoas, por determinação genética, tenham rins que não manipulam bem o excesso de sal no organismo. Por isso, elas seriam mais sensíveis ao sal. Essa característica também está ligada a grupos étnicos: entre negros, por exemplo, a prevalência de pessoas mais sensíveis ao sal é maior. Homens e mulheres também apresentam resistência diferente ao sal. As mulheres, de modo geral, são mais "protegidas" contra os efeitos do sal até a menopausa. Depois disso, o risco de ter hipertensão é mais acentuado nelas do que neles.

12 - Como é possível saber se alguém é hipersensível a sal?
Existem testes que permitem averiguar a sensibilidade ao sal, entretanto, eles são utilizados apenas em pesquisas. Esses exames não são usados na prática clínica porque a recomendação para todas as pessoas, independentemente de elas serem sensíveis ou não, é comer pouco sal.

13 - Quem tem pressão baixa precisa comer mais sal?
Não, pois o fato de a pessoa ter pressão baixa não significa que ela não possa ter hipertensão no futuro. Além disso, sabe-se que os riscos de problemas cardiovasculares são maiores entre pessoas que comem muito sal mesmo quando elas não apresentam hipertensão arterial. O mesmo vale para problemas renais e digestivos. Estudos também mostram que o excesso de sal pode causar broncoespasmos, piorando quadros de asma.

14 - O excedente de sal é liberado pelos rins?
Então por que se preocupar com a quantidade?O rim tem uma capacidade limitada para filtrar e excretar o sal. Quando o consumo é muito alto, o rim trabalha sob uma pressão maior e pode ter seu funcionamento comprometido. A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. Além disso, ingerir muito sal aumenta os riscos de cálculo renal --formação de pequenas "pedras" nos rins.

15 - Em quanto tempo o organismo consegue expelir o excesso após uma alimentação sobrecarregada de sal?
Pessoas normais demoram de um a dois dias para reequilibrar o organismo. Em pessoas com hipertensão, o processo de eliminação do excesso de sal demora de cinco a sete dias.

16 - Consumir sal em excesso dá celulite?
Não. A retenção de água que o sal promove é intravascular, e não na pele. Isso pode causar inchaços nas pernas ou nos dedos da mão, mas não celulite.

17 - O sal causa problemas na tireóide?
Sim e não. O cloreto de sódio não afeta a tireóide. Entretanto, no Brasil, o sal é enriquecido com iodo. Se consumido em excesso, o iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto em pessoas com predisposição genética a doenças auto-imunes. Em 2003, a Anvisa reduziu os níveis de iodo no sal para evitar esse tipo de problema.

18 - O que é o sal light e quais seus benefícios?
O sal light é formado por uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção de líquidos dentro das células, o sódio age fora das células. Embora seja recomendado a pessoas com hipertensão, o sal light não é indicado para pessoas com problemas renais. Embora o potássio não leve a doenças renais, problemas nos rins levam a um acúmulo de potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos.

19 - Quais as diferenças entre o sal marinho e o sal mineral?
Embora sejam extraídos de formas diferentes (o mineral de minas subterrâneas e o marinho, da evaporação da água do mar), os dois apresentam a mesma composição e causam os mesmos efeitos no corpo.

20 - Qual a diferença do sal para o glutamato monossódico?
Além do cloreto de sódio, esse tempero tem outras substâncias que realçam o sabor de alguns alimentos. Como é rico em sódio, ele não pode ser considerado uma alternativa saudável ao sal.

21 - Faz diferença colocar o sal durante o cozimento ou adicioná-lo depois, quando a comida já está pronta?
Sim e não. Os efeitos do sal são os mesmos, independentemente do momento em que ele foi adicionado à comida. Mas os médicos recomendam que as pessoas tirem o saleiro da mesa porque elas tendem a colocar mais sal quando a comida já está pronta do que quando temperam na hora do cozimento.

22 - Posso substituir o sal por outra substância?
Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, o sal pode ser trocado, nas receitas, por ervas e condimentos que acentuem o sabor dos alimentos.

23 - Grávidas devem seguir alguma orientação específica?
As regras são as mesmas, de quatro a seis gramas por dia. Como a mulher já tem uma tendência a reter líquidos durante a gravidez, o consumo excessivo de sal pode levá-la a um aumento de pressão, o que pode causar pré-eclampsia. Entretanto, a dieta também não pode ser muito restritiva em relação a sal, já que, nos primeiros meses, a gestante tende a ter uma pressão mais baixa, e a falta de sódio pode diminuir o fluxo de sangue que chega até a placenta.

24 - Como deve ser o consumo de sódio em esportistas?
O sódio, assim como outros sais minerais, é liberado pelo corpo junto com o suor. Por isso, pessoas que se exercitam intensamente podem perder mais sódio. Mas isso só se torna um problema se o exercício for praticado por muito tempo (a partir de uma hora, uma hora e meia), principalmente em ambientes quentes e úmidos. Nesses casos, a reposição deve ser feita por meio de bebidas isotônicas, e não pelo acréscimo de sal na comida.

25 - Quais são as regras para a utilização de sal nos alimentos processados?
A legislação brasileira não impõe limites para a quantidade de sal adicionada aos alimentos industrializados nem obriga as empresas a colocar alertas nas embalagens. Mas os fabricantes são obrigados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a informar no rótulo o teor de sódio no alimento.

Fontes: ANDREA GALANTE, nutricionista, presidente da Associação Brasileira de Nutrição; APARECIDA MACHADO DE MORAES, dermatologista, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); CELSO AMODEO, cardiologista e nefrologista, chefe de hipertensão do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; CLÁUDIA DORNELLES SCHNEIDER, nutricionista especialista em ciências do esporte, professora das especializações da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); DANIEL MAGNONI, cardiologista e nutrólogo do HCor (Hospital do Coração); JOCELEM MASTRODI SALGADO, pesquisadora e professora titular da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), da USP (Universidade de São Paulo), e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais; LUCÉLIA CUNHA MAGALHÃES, cardiologista, conselheira científica da Sociedade Brasileira de Hipertensão e coordenadora do programa de hipertensão da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia; GERALDO MEDEIROS NETO, endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP; e PATRÍCIA FERREIRA ABREU, nefrologista, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Materia extraída da Folha de São Paulo
Já falei no blog sobre o sal...esta é só para complementar!

Beijos
Viviane

Esclarecimentos....

Algumas matérias do blog têm gerado bastante comentários, principalmente com relação a dificuldade de seguimento de algumas recomendações alimentares. Muitas restrições, trocas alimentares, enfim!
A nutrição ajuda no tratamento e na prevenção de diversas patologias. Se seguirmos todas as orientações "ao pé da letra", estamos muitas vezes, perdidos. Coloco aqui no blog dicas de acordo com patologias específicas, talvez, para algumas, com muitas restrições alimentares. Isso não deve assustar ninguém! Se você se enquadrar em algum caso colocado no blog, procure um especialista que fará a individualização das recomendações.
Imagine um individuo com diabetes, pressão arterial elevada, colesterol e triglicérides alto, sobrepeso, que tem restrição médica para realização de exercício físico??? Acha que esta é uma situação difícil? Pois não é! Acho que aí é e que está a importância do nutricionista.

Adequar da melhor maneira possivel a alimentação, avaliando as prioridades para o sucesso do tratamento e de maneira que o paciente tenha uma vida, não só "normal" mas principalmente digna!

Agradeço a todos que acompanham o blog e que levantam questões a serem discutidas!Muito obrigada!!!

Grande beijo a todos e sempre estarei a disposição para os esclarecimentos.
Viviane